Os 12 principais expoentes do beisebol mundial se encontraram entre 2 e 17 de novembro para um torneio internacional. O que aprendemos após seu final?
O beisebol internacional está longe de ter o mesmo destaque que tem a MLB. A liga norte-americana é incomparável quando falamos de números de televisão, receita, marketing, competitividade ou qualquer outra vertical. Menos uma.
Os americanos têm a melhor liga do mundo, mas daí para dizer que eles mesmos são a maior potência esportiva no beisebol, já seria um exagero. Claro, não são ruins, mas tampouco são os melhores no esporte.
A própria liga americana é recheada de jogadores estrangeiros. Panamenhos, japoneses, porto-riquenhos, dominicanos e cubanos são apenas algumas das nacionalidades que compõe os 30 elencos na Major League Baseball, a principal divisão do esporte no planeta.
Porém, após a temporada da MLB este ano, aconteceu o Premier 12 WBSC, que junta os 12 países mais potentes do esporte em um torneio aguardado por pelo menos 11 dos 12 participantes.
E aí vem a pergunta: o que este torneio nos mostrou?
A primeira coisa que ele nos mostra é que, como você deve ter percebido, 11 países estão realmente interessados no campeonato, enquanto um deles, não tanto.
Os americanos não ligam muito para o torneio, assim como não ligam para o mundial de basquete, quando raramente levam seus principais jogadores.
Quem perde com isso, obviamente, são eles, que viram a vaga nos jogos olímpicos de Tóquio ficar com a seleção mexicana.
A força de seleções como o Japão e a Coreia do Sul, que terminaram em primeiro e segundo lugares, respectivamente, mostra que estes países têm uma tradição nacional no baseball muito mais forte que os americanos. É verdade que seus melhores jogadores estão na liga americana, mas ainda assim, há um cenário de muita competição nas ligas dos países asiáticos.
Outra prova dessa força asiática é o fato de que esta é a segunda edição do campeonato, fundado em 2015. Na primeira edição, a Coreia do Sul, vice este ano, conseguiu ser campeã após atropelar os Estados Unidos na final. A disputa de terceiro lugar teve os japoneses vencendo os mexicanos naquele ano. Ou seja, os 4 finalistas se repetiram, o que nos leva a crer que a força destes 4 ainda é muito superior à dos outros 8 times.
Na quinta e sexta posição, Taipei e Austrália mostraram evolução em relação à suas performances há 4 anos. O time asiático terminou na mesma 5ª colocação, mas teve um desempenho superior, ficando com 4 vitórias 3 derrotas, contra uma série 2-3 em 2015.
Já os australianos começaram bem sua participação no campeonato, após não serem incluídos em 2015, já que apenas os 12 primeiros colocados no ranking da WBSC se classificam para o torneio. A 6ª posição vem como um atestado de que o país está crescendo no beisebol e pode se tornar uma potência.
Um time que viu sua performance despencar foi a Holanda. Após uma campanha entre os 8 melhores em 2015, quando perdeu para os Estados Unidos nas quartas-de-final, este ano os holandeses ficaram na penúltima colocação, com uma campanha de 3 derrotas.
Piores que eles, só a República Dominicana, que repetiu a péssima campanha e saiu novamente na última colocação. Um fato curioso é que esta é a única equipe a disputar duas edições do Premier 12 e não vencer nenhuma partida. Foram 3 derrotas este ano e 5 em 2015, somando os 8 jogos disputados nas duas edições.
Um time que também viu seu nível cair foi a Itália, que participou em 2015, sendo eliminada na primeira fase sem vencer qualquer partida. As coisas pioraram de lá para cá, e a equipe sequer se classificou para o campeonato deste ano.
Com isso, a maior lição que se pode tirar do Premier 12 de 2019 é que os países asiáticos ainda têm mais força dentro de campo que os norte-americanos. Com Japão e Coreia do Sul apresentando ligas fortes, seria interessante vermos um investimento em divulgação destas ligas, para quem sabe vermos uma mudança de paradigma, com a MLB perdendo toda essa força e passando a dividir os craques com outros países, em algo semelhante ao futebol.
De qualquer forma, ficamos agora na expectativa para o Premier 12 de 2023. Em 4 anos, muita coisa pode mudar.
E você, acha que o próximo Premier 12 terá as mesmas equipes? E os finalistas, será que mudam? Acesse nossa página de apostas em beisebol e divirta-se!


















