Bateu aquela saudade das duplas de ataque do futebol brasileiro que faziam chover gols nos adversários? Então vem com a gente relembrar estes matadores folclóricos e suas conquistas.
Os anos 90 foram uma época muito diferente da atual no futebol brasileiro. Era um tempo de atacantes linguarudos, sem medo de serem mandados embora ou preocupados com a reação das redes sociais. Com suas chuteiras pretas e as línguas afiadas, fizeram parte de uma década que presenciou encontros históricos, que empolgaram as arquibancadas. Nenhum time era realmente bom se não tivesse uma dupla de ataque de primeira linha. Responda nosso quiz sobre essas duplas e relembre agora algumas das melhores parcerias daquela época.
Palhinha e Müller
O franzino Palhinha sempre buscava a tabela com o craque Müller. Quando isso acontecia, o gol era uma aposta certa. No São Paulo, conquistaram as Libertadores e Mundiais de 1992 e 1993, e um Paulista em 1992, além da Supercopa da Libertadores em 1993. Defenderam a seleção brasileira na Copa América de 1993 e nas Eliminatórias para a Copa dos Estados Unidos, mas Palhinha ficou fora da convocação de Carlos Alberto Parreira para o Mundial.
Edmundo e Evair
O encontro do explosivo garoto revelado pelo Vasco com o veterano e discreto centroavante surgido no Guarani. Os opostos se completaram no Palmeiras e renderam dois Paulistas, dois Brasileiros e um Rio-São Paulo ao clube alviverde, entre 1993 e 1994. Reencontraram-se em São Januário, em 1997, para mais um título nacional.
Bebeto e Romário
Vitoriosa na seleção na Copa América de 1989, a dupla foi atrapalhada por lesões e ficou na reserva na Copa de 1990. No Mundial seguinte, entretanto, eles reeditaram a parceria com um brilho inacreditável, anotando juntos oito dos 11 gols da campanha do tetra e fazendo a festa de quem decidiu apostar em gols do Baixinho ou do Rei dos Voleios durante o mundial. Em clubes, tiveram raríssimos momentos juntos: duas partidas pelo Flamengo, em 1996, e uma pelo Vasco, em 2001.
Müller e Luizão
A parceria foi breve e impecável. Um semestre do mais puro futebol brasileiro. Müller não dava mais do que dois toques na bola e Luizão limitava-se a se posicionar bem para finalizar. No avassalador Palmeiras campeão paulista de 1996, Müller fez 15 gols e Luizão, 22, sempre servidos pelos craques Djalminha e Rivaldo. Com um ataque desses, não tinha como apostar contra o Palmeiras.
Romário e Ronaldo
Quem viu, não tem dúvidas: a parceria Ro-Ro na seleção brasileira, em 1997, foi um sonho em forma de futebol. Campeões da Copa América e da Copa das Confederações daquele ano, acumularam números impressionantes. Foram 34 gols em 19 partidas, com 14 triunfos, fazendo qualquer aposta na vitória da Seleção ser uma coisa óbvia. E ainda melhora: Ronaldo e Romário jogaram bonito, com um cardápio de gols memoráveis. Uma contusão do Baixinho impediu que atuassem juntos na Copa do Mundo de 1998.
Paulo Nunes e Jardel
O que um rapaz loiro e baixinho tem em comum com um jogador alto e desengonçado? A torcida do Grêmio sabe muito bem essa reposta: gols, muitos gols. Pois foi dos pés e das cabeças dessa dupla que veio o título da Libertadores de 1995 para o Tricolor Gaúcho.
Amoroso e Luizão
Antes do sucesso que atingiram por outros clubes e pela seleção, Amoroso e Luizão eram a dupla de ataque do Guarani no começo dos anos 90. Eles foram decisivos para levar a equipe de Campinas às semifinais do Brasileiro de 1994 e voltaram a se encontrar no São Paulo, mais de uma década depois, onde foram campeões da Libertadores.
Marques e Guilherme
A torcida atleticana jamais esquecerá o ano de 1999. Na oportunidade, o time quase levou o segundo Brasileirão para casa. Mas o que marca ainda mais esses fanáticos torcedores são as belas atuações de Marques e Guilherme no comando de ataque. Enquanto um era extremamente veloz e dava passes precisos, o segundo era eficiente e um artilheiro nato.
Luizão e Edílson
No final dos anos 1990, o Corinthians conseguiu conquistar o seu terceiro título no Brasileirão, além de um Paulista. Mas a que se devem tantos troféus? A vários fatores, dentre os quais a dupla de ataque formada por Edílson e Luizão é um dos principais.
França e Dodô
O artilheiro dos gols bonitos teve uma passagem espetacular pelo São Paulo, chegando a fazer mais de 50 gols em uma temporada. Por algum tempo, seu parceiro de ataque foi o também matador França, que viria a ser tornar um dos maiores artilheiros do Tricolor Paulista, antes de ir para a Alemanha e encerrar sua carreira no Japão. Aqui, os dois se encarregavam de garantir as apostas neles de gols marcados a qualquer momento.
Paulo Nunes e Oséas
Assim como aconteceu com Jardel no Grêmio, Paulo Nunes se deu bem tendo um centroavante a seu lado. Ele e Oséas comandaram o ataque alviverde nas então inéditas conquistas da Libertadores, em 1999, e da Copa do Brasil, no ano anterior.
Donizete Pantera e Túlio Maravilha
O marketing de Túlio Maravilha, a irreverência de Donizete Pantera e o entrosamento deles em campo renderam ao Botafogo o título brasileiro de 1995, aquele da contestada final contra o Santos. Túlio até hoje é notícia, seja pelos mil gols ou pela atuação na política, mas provavelmente nada disso aconteceria sem os tempos de Botafogo.
Rodrigo Fabri e Alex Alves
A Portuguesa bateu na trave no Brasileiro de 1996, e só chegou tão longe por contar com a habilidade de Rodrigo Fabri e a velocidade de Alex Alves. O vice-campeonato daquele ano, no entanto, não tirou o brilho dessa dupla que só parou no Grêmio de Felipão.
Giovanni e Jamelli
Até hoje o torcedor santista lamenta a controversa arbitragem da final o Brasileiro de 1995 e a derrota para o Botafogo, mas o ataque daquela época foi o melhor em muitos anos do clube. Formado por jogadores que se movimentavam muito, o setor era liderado por Giovanni e Jamelli, mas Marcelo Passos e Robert sempre contribuíam na última linha.
Leandro Amaral e Evair
O matador Evair rodou bastante e editou algumas duplas de ataque memoráveis durante sua brilhante carreira. Em 1998, ele vestia a camisa vermelha e verde da tradicional Portuguesa de Desportos, a Lusa. Outro jogador que rodou bastante e estava por lá no mesmo ano foi Leandro Amaral, outro artilheiro nato. Os dois marcaram época na Portuguesa com muitos gols, inclusive uma goleada que nem a mais otimista das apostas poderia prever, um 7 a 2 sobre o São Paulo, no Pacaembu, com direito a gol do meio de campo.
Hoje em dia, os tempos são diferentes, e a maioria dos times joga com apenas um atacante centralizado. Em quais grupos de ataque você apostaria hoje? Acesse nossa página de apostas em futebol e diga para nós quem são aqueles artilheiros que valem uma aposta de gol marcado a qualquer momento.


















