Clube aurinegro é o segundo maior da Alemanha, com 5 títulos da Bundesliga; conheça os ídolos históricos do Borussia Dortmund
Indiscutivelmente, o Bayern de Munique é a grande força do futebol alemão. Dono de um currículo com 29 títulos da Bundesliga e outras seis taças da Liga dos Campeões, o clube bávaro reina no país. Bem abaixo do gigante vermelho, vêm os outros times, guiados pela força e tradição do Borussia Dortmund.
Hoje comandado pelos garotos Erling Haaland e Jadon Sancho, o time segue firme como a segunda maior marca da Alemanha e luta, mesmo com orçamento mais enxuto, para fazer frente ao Bayern e ao Red Bull Leipzig, clube-empresa mantido pela maior companhia de energéticos do mundo.
Para enfrentar o Gigante da Baviera, como foi, por exemplo, na final da Liga dos Campeões da temporada 2012/13, vencida pelo Bayern, por 2 a 1, o Borussia tem um modelo de gestão bem definido: investimento nas categorias de base, bastante espaço para os garotos no time profissional e contratações pontuais para mesclar com a juventude.
Assim surgiram para o futebol mundial, no começo da década passada, Robert Lewandowski (hoje eleito o melhor jogador do mundo), Mario Götze (autor do gol do título da Alemanha na Copa do Mundo de 2014), Mats Hummels e Marco Reus.
Estes dois últimos nomes, que defendem o Borussia na temporada atual, têm boa identificação com o clube. Reus, que brilhou na Champions 2012/13 e virou alvo de grandes times, como Bayern e Real Madrid, tem ainda mais o respeito da torcida.
Diferentemente dos outros três jogadores que eram a espinha dorsal daquele time finalista da Liga dos Campeões, o atacante foi o único a permanecer no Dortmund e a, principalmente, não ceder ao assédio do Bayern de Munique. Em algum momento, Lewa, Götze e Hummels se mudaram para Munique.
Em meio a lesões graves que atrapalharam a carreira do ponta alemão, hoje com 31 anos, Reus seguiu no clube, está com uma sequência boa de jogos e serve de referência para os garotos da nova geração (além de Haaland e Sancho, há bastante expectativa em torno de Bellingham, Giovanni Reyna e Youssoufa Moukoko).
Capitão do time da Muralha Amarela na temporada atual, Marco Reus já passou de 350 partidas no clube e tem um espaço reservado na galeria de ídolos do Borussia. Mas você conhece outros jogadores que se tornaram lendas em Dortmund?
Abaixo, veja quais são os ídolos históricos do Borussia Dortmund e os motivos.
Matthias Sammer
O Borussia Dortmund conquistou a Liga dos Campeões uma vez, na temporada 1996/97. A chance mais próxima de conquistar novamente o torneio foi em 2012/13, quando a equipe foi vice-campeã para o rival Bayern.
Desta forma, muitos nomes da conquista no final do milênio têm espaço guardado no coração do torcedor aurinegro. A começar por Matthias Sammer, ex-volante e melhor jogador daquele time campeão europeu.
Sammer, que liderava o meio de campo amarelo, viveu o auge da carreira justamente nos cinco anos em que permaneceu na equipe de Dortmund. Ele ganhou a Bola de Ouro em 1996 (à época, o prêmio era exclusivo para europeus) por tudo que fazia pelo clube e na seleção: naquele ano, a Alemanha faturou a Eurocopa.
Depois da aposentadoria, o craque se arriscou como treinador e teve sucesso. Guiando o Borussia do banco de reservas, foi campeão da Bundesliga e vice da Copa da Uefa, antigo nome da atual Liga Europa, em 2002. Atualmente, ele ocupa um cargo administrativo no clube.
Michael Zorc
Outro ídolo histórico do Borussia é Michael Zorc. Jogador que mais atuou pelo Dortmund, com 572 jogos, o meia se tornou uma entidade nos corredores do clube também porque se tornou o terceiro maior artilheiro da história (155 gols). O mais curioso é que Zorc nunca foi atacante de ofício, e conseguiu balançar tantas vezes as redes atuando como camisa 8. O Borussia foi seu único time na carreira.
Karl-Heinz Riedle
A final da Liga dos Campeões 1996/97 é um dos dias mais importantes na história do Borussia, que venceu a Juventus e conquistou a Europa de forma inédita. E, naquela noite inesquecível, brilhou a estrela de Karl-Heinz Riedle. O atacante anotou dois gols no 3 a 1 diante dos italianos e levou o time alemão à glória. Ele também fez parte do elenco alemão campeão da Copa do Mundo em 1990, tornando-se ídolo no país.
Lars Ricken
O último gol daquela final da Liga dos Campeões foi de Lars Ricken, já no segundo tempo. O ex-meia, que deixou o Borussia mais perto do título com o tento, é o quarto que mais atuou pelos aurinegros: foram 394 partidas. Desde que se aposentou, em 2008, cuida das categorias de base — patrimônio de imenso valor ao clube.
Stéphane Chapuisat
O outro atacante daquele time da Champions de 1996/97 era Stéphane Chapuisat. O suíço ganhou o torcedor do Borussia por ter feito uma parceria importante com Riedle, que lhe rendeu 122 gols durante a passagem por Dortmund. Ele é o nono artilheiro da história do clube.
Andreas Möller
Considerado um dos melhores jogadores alemães de todos os tempos, Möller brilhou com a camisa 10 do Borussia Dortmund no final do milênio. Além da Champions, o ex-meia foi decisivo na final do Mundial Interclubes, conquistado em cima do Cruzeiro, e está para sempre na memória do torcedor como um dos melhores que já vestiram o uniforme amarelo.
Roman Weidenfeller
Mais recentemente, Roman Weidenfeller entrou para a lista de lendas do Borussia Dortmund. Goleiro da final da Champions de 2012/13, ele sempre teve destaque no futebol alemão por atuar em alto nível. Conquistou a torcida amarela por permanecer no clube mesmo no início dos anos 2000, quando o Dortmund enfrentou uma grave crise financeira e esportiva. Como recompensa à fidelidade, tornou-se o segundo com mais jogos (453 partidas), levou dois títulos do Campeonato Alemão e virou ídolo.


















