O UFC estourou em popularidade no Brasil no início dos anos 2010, com uma geração vitoriosa de brasileiros nas mais diversas categorias, como Anderson Silva, José Aldo, Victor Belford, Júnior Cigano, Lyoto Machida e os irmãos Rogério Minotouro e Rodrigo Minotauro.

Desde então, o MMA e o UFC ganharam bastante espaço no gosto dos fãs de esporte por todo o país. Porém, desde 2003, o Brasil conta com o seu próprio campeonato de MMA, o Jungle Figth. Maior campeonato do esporte na América Latina, ele foi criado pelo empresário e ex-lutador Wallid Ismail e conta com mais de 600 atletas divididos em 11 categorias de peso, entre masculino e feminino.

Para refletir:

O Jungle Fight foi a porta de entrada para muitos dos lutadores brasileiros ao UFC. Por ali, passaram atletas como Minotouro, José Aldo, Fabrício Werdum, Renan Barão, Lyoto Machida, Ronaldo Jacaré, entre outros.

Conheça agora o que é e como funciona o Jungle Fight.

O que é o Jungle Fight?

Lançado no dia 13 de setembro de 2003, em Manaus, no Amazonas, o Jungle Fight já contabiliza, ao longo destes 19 anos, 108 eventos. Desde sua criação, a competição já viajou por todo Brasil e até para outros continentes, como no caso do Jungle Fight 7: Europa, realizado em Ljubljana, na Eslovênia.

O termo “Jungle” vem justamente pelo fato de a competição ter sido criada no estado do Amazonas, ou seja, “na selva”. A competição se divide entre 13 categorias: Peso Pesado (120 kg), Peso Meio-Pesado (93 kg), Peso Médio (84 kg), Peso Meio-Médio (77 kg), Peso Leve (70 kg), Peso Pena (65 kg), Peso Galo (61 kg), Peso Mosca (56 kg), Peso Galo Feminino (61 kg), Peso Mosca Feminino (57 kg) e Peso Palha Feminino (52 kg).

Como funciona o Jungle Fight?

As regras do Jungle Fight são as mesmas vistas e usadas no UFC. Cada luta tem três rounds de cinco minutos cada para ser decidida. A diferença entre as duas competições está na estrutura apresentada em cada evento.

Se no UFC estamos acostumados a ver grandes produções para as entradas de lutadores na arena e festas após o fim da luta, no Jungle Fight a cerimônia de entrada é muito mais discreta e com um caminho mais curto e não é incomum ver atletas se direcionado às arquibancadas após lutarem para acompanharem os desafios dos colegas e torcerem por eles.

O Jungle Fight não costuma ter uma agenda muito fixa para realizações de seus eventos. Mesmo antes da pandemia, o cronograma era bastante variado. Com seis lutas realizadas em 2019 e apenas duas em 2018. Desde a flexibilização dos cuidados com a COVID-19, foram realizados quatro edições, sendo duas em 2021 e outras duas em 2022.

Quem são os lutadores?

Assim como quando começou, lá em 2003, o Jungle Fight trabalha com nomes ainda pouco conhecidos do MMA brasileiro, mas que possuem grande potencial para alçarem voos mais altos em suas carreiras, como o próprio UFC ou torneios internacionais.

Atualmente, os campeões do Jungle Fight são: Quemuel Ottoni (Peso Meio-Médio), Henerson NeNem (Peso Leve), Julio Pereira (Peso Pena) e Wiliam Colorado (Peso Galo). O restante das categorias está com os cinturões vagos.

Criador do Jungle Fight tem histórico no MMA brasileiro

Ao lado de seu ex-empresário, o japonês Antonio Inoki, Wallid Ismail foi um dos principais lutadores de MMA e Jiu-Jitsu do Brasil enquanto era atleta. Treinado por Carlson Grace, filho do lendário Carlos Grace, Ismail foi uma pedra no sapato da família dentro dos ringues, derrotando três membros da família nos anos 90. Ele se sagrou oito vezes campeão brasileiro de Jiu-Jits e campeão mundial de Vale Tudo.

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