A NFL está aí novamente, e nós adoramos uma discussão polêmica. Mas desta vez, QBs em atividade não contam.
Os domingos gloriosos para os fãs de futebol americano estão de volta, e nós vamos apimentar o retorno da NFL com a discussão mais polêmica de todas: quem é o melhor quarterback da história?
Mas desta vez, não iremos contar com QBs que estão em atividade, então, fãs de Tom Brady e Aaron Rodgers, não fiquem tristes, mas eles não estarão nesta lista.
10- Steve Young

Steve Young se aposentou em 1999, mas é um protótipo do jogador moderno que pode passar, correr e arremessar em movimento. Na verdade, ele pode ser o quarterback mais completo de todos os tempos. Você leu certo. Ele era o Russell Wilson de seu tempo, usando seu atletismo para fazer jogadas com as pernas. Ele era tão preciso quanto Drew Brees, e ele era tão durão quanto um linebacker. E o toque dele na bola? Ninguém na NFL exibe algo próximo disso agora. Ele não se tornou o titular do 49ers em tempo integral até 1991, sua quinta temporada com a equipe, mas o que ele realizou em tempo limitado é notável. Young ganhou um Super Bowl como titular, dois MVPs e liderou a NFL em QB Rating seis vezes. Ele é um dos líderes de todos os tempos em jardas sob pressão entre os quarterbacks. Mais importante, ele fez uma partida brilhante no Super Bowl, ajudando os 49ers a conquistar seu quinto troféu Lombardi.
9- Troy Aikman

Se Young foi o protótipo do quarterback moderno, Troy Aikman era a personificação do que todos os GMs do futebol americano estavam procurando na posição de 1950 até os anos 2000. Ou seja, uma presença alta e firme no pocket e no huddle, complementada com um braço forte que soltava a bola em pouquíssimo tempo. Aikman podia ver, sentir e deixar voar tão rápido quanto qualquer um, apesar de não ser necessariamente conhecido isso. Você pode ter ouvido que os números do Aikman não são tão impressionantes, porque a linha ofensiva dos Cowboys era focada no jogo terrestre, mas não é exatamente verdade. O que é verdade, é que a linha ofensiva de Dallas foi uma réplica do ataque de Air Coryell, que jogou por qualidade, não por quantidade. Com os Cowboys liderando tantas vezes no final dos jogos nos anos 90, não havia necessidade de continuar jogando. De 1992 a 1995, os Cowboys lideraram a liga em tentativas de corrida no último quarto em todas as temporadas. Por isso, as estatísticas de jardas aéreas são baixas. O que o Aikman fez foi vencer. Ele ganhou seus primeiros sete jogos de pós-temporada, terminando com uma marca de 11-4 playoffs. Ele era excelente quando os Cowboys precisavam que ele fosse. De 1992 a 95, não houve melhor quarterback nos playoffs.
8- Bart Starr
Starr sempre fica em terceiro lugar entre os quarterbacks dos Packers. Não é justo, especialmente quando a maioria dos analistas diz que o jogo é sobre ganhar e não sobre estatísticas. Quem pode igualar o recorde de Starr de 9-1 em pós-temporadas? (Resposta: Ninguém.) Starr está abaixo de Brett Favre aqui, e Aaron Rodgers não entrou nesta lista, mas ele está muito perto de Favre, mas só porque ele teve dificuldades no início e no fim de sua carreira de 16 anos. Starr não parecia o mesmo jogador sem Vince Lombardi na lateral do campo, com exceção talvez da temporada de 1968. No entanto, isso não diminui sua qualidade. Em outras palavras, Lombardi pode não ter sido tão bem-sucedido sem Starr. Considere que o rating de quarterbacks em pós-temporada de Starr foi de 104,8, com 15 touchdowns e três interceptações. Isso foi na década de 1960, quando um rating de 80 era suficiente para colocar um quarterback como melhor da liga.
7- Brett Favre

Semelhante a seu antepassado em Green Bay, Favre é frequentemente lembrado por um aspecto de sua carreira: o recorde de ironman de 297 largadas consecutivas. No entanto, se há uma coisa não mencionada o suficiente, é o fato de que Favre ganhou três MVPs consecutivos. Sem exagerar a realização, isso pode nunca acontecer novamente. Tom Brady não foi capaz de fazer isso. Peyton Manning não conseguiu, e ele ganhou cinco MVPs! É a consistência em seu nível mais alto. (E sim, eu sei que Favre dividiu o prêmio com Barry Sanders em 1997. Não tira a conquista.) Favre viria a estabelecer muitos recordes de carreira, alguns dos quais caíram, mas seu verdadeiro impacto no jogo foi medido por sua resistência e sua estatura como o melhor jogador do esporte por várias temporadas. Ele quase ganhou o prêmio novamente em 2009, quando liderou os Vikings para o jogo do título da NFC aos 40 anos. A habilidade de Favre de improvisar era similar à de John Elway. A única coisa que o mantém fora do top 5 foram alguns erros de pós-temporada em final de jogo.
6- Roger Staubach
Existe apenas um Roger Staubach. Nunca haverá outro jogador como ele, muito menos como quarterback. Ele serviu na Marinha por quatro anos, incluindo uma turnê no Vietnã, depois de se formar na academia e foi o representante máximo dos Cowboys, incorporando tudo o que era correto sobre esportes profissionais, sem nunca ser uma distração para sua equipe. Staubach era o rosto da franquia desde que chegou ao time e, no final dos anos 70, ele já era o rosto de toda a liga. Sua carreira foi relativamente breve, mas exemplar. Em apenas oito temporadas como titular, Staubach iniciou foi titular em 4 Super Bowls (vencendo dois), liderou a liga em rating de passe quatro vezes e terminou com um recorde de 85-29.
5- John Elway

John Elway é um vencedor. Ele venceu como quarterback e continua vencendo como GM e vice-presidente do Denver Broncos. Os títulos em 1997 e 1998, nos dois anos finais de carreira, são o canto do cisne perfeito para um atleta. É verdade que as equipes de Denver no final dos anos 90 venceram por causa de um jogo terrestre sobrecarregando Terrell Davis. Mas também há o fato de que Elway era considerado uma banda de um homem no início da carreira, mas que conseguiu carregar os Broncos a 3 Super Bowls em seus primeiros sete anos. Mas o que define Elway na 5ª posição é seu puro talento. Um braço fortíssimo e uma mobilidade no pocket que beiram a perfeição.
4- Dan Marino

Marino é considerado a exceção universal ao “você precisa ganhar um Super Bowl para ser grande”. Não com Marino. Ele transcendeu um dos argumentos mais ultrapassados, rançosos e idiotas do esporte. Marino foi fenomenal como um novato, com uma campanha 7-2 como titular e finalizando com o melhor rating da AFC. Seu segundo ano é a mais incrível temporada ofensiva em 100 anos da NFL. O que ele fez? 5.084 jardas corridas, 48 touchdowns e 108.9 de passer rating. Esses são números de quarterbacks atuais em uma era que nunca havia visto estes números. Marino liderou a NFL na em jardas aéreas em 1985, 1986, 1988 e 1992. A campanha de 1986 é particularmente notável, por conta de que seus 44 passes para touchdown ficaram 19 à frente do segundo colocado no quesito! Essa discrepância ainda é um recorde da NFL.
3- Johnny Unitas
O inovador do grupo, Johnny Unitas alterou a forma como a posição de quarterback era jogada, da mesma forma que outro Colt faria, cerca de quatro décadas depois. Muito do que se vê no jogo de passes hoje pode ser atribuído à Unitas. Ele transformou a abordagem desorganizada que as equipes que estavam perdendo usavam para tentar se recuperar nos minutos finais, criando o ataque de 2 minutos que conhecemos hoje. Antes dessa mudança monumental na estratégia, os ataques executavam seus planos ofensivos normais, os relógios não paravam e, na maioria das vezes, essas equipes ficavam sem tempo. Com o heroísmo tardio da Unitas, criou-se a fundamental estratégia gestão de tempo e passes precisos. O timing que ele desenvolveu com o companheiro Raymond Berry é representado em todos os combos mais prolíficos desde então, seja com Joe Montana e Jerry Rice, Troy Aikman e Michael Irvin, ou Matt Ryan e Julio Jones. Ele alcançou esse avanço no início de sua carreira. Não por coincidência, Unitas liderou o Baltimore Colts em títulos consecutivos. Mais tarde, ele os guiou para uma aparição na final de 1964 e um título do Super Bowl V após a campanha de 1970.
2- Joe Montana

Durante muito tempo, foi Joe Montana e depois todos os outros na conversa de quarterbacks de todos os tempos. Sob a tutela de Bill Walsh, Montana inaugurou uma nova era ofensiva na NFL. O ataque conhecido como West Coast gerou uma legião de imitadores, com muitos dos seus princípios ainda presentes no jogo de hoje.
Montana não possuía o braço mais forte, mas ele era altamente preciso e muito mais móvel do que as pessoas se lembram. O que mais se destaca em Montana não é nem a – excelente – qualidade dos passes que ele dava, mas sim as circunstâncias em que muitas de suas maiores performances ocorreram. Montana era frequentemente um maestro em competições contra os melhores times da NFC. O jogo do título da NFC de 1988 na frígida Chicago contra aquela defesa do Bears vem à mente imediatamente. Contra as principais equipes da AFC no Super Bowl, Montana estava perto da perfeição. Ele ganhou quatro de quatro e foi nomeado MVP três vezes. Na pós-temporada de 1989, ele jogou 11 touchdowns sem ser interceptado.
1- Peyton Manning

O que você pode dizer sobre Peyton Manning que ainda não foi dito? Não muito. Sua contribuição para o jogo transcende times e a história. Ele mudou a forma como a posição é jogada, com quarterbacks como Andrew Luck e Russel Wilson emulando muitas das coisas que Manning fez primeiro. Ele quebrou praticamente todos os recordes que um quarterback poderia quebrar, e mesmo que alguns desses já tenham sido quebrados por Drew Brees, seus cinco troféus MVP são um atestado de sua grandeza e significado para a posição. Manning venceu 2 Super Bowls, em 4 tentativas, e é considerado por muitos o melhor quarterback de todos os tempos, mesmo se colocarmos Tom Brady na parada.
A forma como ele desmantelava defesas antes do snap é algo sem precedentes e ainda está para aparecer um quarterback que faça isso com a eficiência que Manning teve com os Colts e com os Broncos. Ele também foi o primeiro quarterback a vencer o Super Bowl por duas equipes diferentes.
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