O clássico entre Palmeiras e Corinthians é um dos mais tradicionais do Brasil. Disputado desde 1917, quando o Verdão ainda se chamava Palestra Itália, o dérbi paulista carrega uma rivalidade de 381 jogos disputados, com 134 vitórias palmeirenses, 131 vitórias corintianas e 116 empates.

O embate entre Alviverde e Alvinegro é retratado até mesmo no cinema nacional. Em “Boleiros”, o personagem de Lima Duarte, técnico do Palmeiras na história, tem uma frase famosa a respeito do clássico. Incomodado com uma ‘invasão’ na concentração da equipe, ele dispara: “Você não sabe o que é um Palmeiras e Corinthians”. A frase tenta demonstrar a importância do jogo a alguém que não vivenciou a experiência de participar de um dérbi.

Muitos jogadores sabem, sim, o que é jogar um Palmeiras e Corinthians. Alguns deles, inclusive, disputaram o clássico defendendo as duas camisas – alguns com sucesso em ambos, impulsionando a ‘Lei do Ex’ ; outros, com passagens dignas de serem esquecidas.

Veja, a seguir, uma lista de atletas que atuaram por Palmeiras e Corinthians.

Emerson Leão

O goleiro Emerson Leão, que disputou quatro Copas do Mundo, chegou ao Verdão ainda no início da carreira, em 1968, onde fez parte da ‘Academia’. Pelo Palmeiras, Leão conquistou três vezes o Campeonato Brasileiro e três vezes o Paulistão. Com 621 partidas, é o segundo atleta que mais vestiu a camisa alviverde. Isso não o impediu de, em 1983, ir para o Corinthians. No Timão, que vivia a Democracia Corinthiana à época, o arqueiro ficou apenas um ano, e conquistou o Campeonato Paulista. No ano seguinte, voltou ao Palmeiras.

Gamarra

O zagueiro paraguaio chegou ao Corinthians em janeiro de 1998, e caiu nas graças da torcida. No mesmo ano, conquistou o Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, foi campeão paulista em cima do Palmeiras, no famoso jogo das embaixadinhas de Edilson ‘Capetinha’.

Gamarra deixou o Timão para atuar no Atlético de Madrid. Depois de passar por Flamengo, AEK Atenas e Inter de Milão, já quase em fim de carreira, atuou pelo Palmeiras , entre 2005 e 2006.

Edilson

O 'Capetinha' foi responsável por uma das maiores confusões em clássicos entre Palmeiras e Corinthians. Na final do Paulistão de 1999, quando atuava pelo Timão, o jogador resolveu fazer embaixadinhas no meio do gramado, como forma de provocação, e irritou os palmeirenses, dando início a uma pancadaria entre os jogadores.

Anos antes, Edilson havia atuado pelo Verdão e era xodó da torcida. O craque é um dos jogadores que mais tiveram sucesso atuando com as duas camisas. Pelo Alviverde, conquistou dois Brasileirões (1993 e 1994), dois Paulistões (1993 e 1994) e um Rio-São Paulo (1993). Pelo Alvinegro, foi campeão também duas vezes do Campeonato Brasileiro (1998 e 1999), uma vez do Campeonato Paulista (1999) e do Mundial de Clubes da Fifa (2000).

Paulo Nunes

Um dos protagonistas da briga no clássico do Paulistão de 1999 foi Paulo Nunes. O Diabo Loiro, ídolo do Palmeiras, foi um dos primeiros a brigar com Edilson na ocasião. Vestindo a camisa 7 do Verdão, sempre irreverente, Paulo Nunes conquistou a torcida e também títulos, como a Copa do Brasil  de 1998, a Copa Mercosul do mesmo ano e a Libertadores de 1999. Pouco depois do sucesso pelo Alviverde, porém, após uma rápida segunda passagem pelo Grêmio, foi vestir a camisa do Corinthians.

O atacante, que tinha instinto provocador, foi bastante pressionado pela torcida corintiana, desde a chegada ao Parque São Jorge. "A torcida não gritava meu nome. Gritava: 'Paulo Nunes, presta atenção, muito respeito com a camisa do Timão'. Pegava na bola, me vaiavam", contou, em uma entrevista ao UOL. Mesmo conquistando o Paulistão de 2001, o jogador passou a receber ameaças e decidiu sair do clube após 25 jogos e quatro gols. "Foi o maior erro da minha vida", disse.

Rincón

Outro representante da 'geração anos 90', Freddy Rincón atuou pelo Palmeiras, vindo da Colômbia, em 1994, onde fez parte da equipe que conquistou o Campeonato Paulista. Depois de passagem pela Europa, por Napoli e Real Madrid, Rincón voltou ao Brasil para atuar pelo Corinthians, onde virou ídolo. O colombiano chegou ao Timão em 1997, e conquistou os Brasileirões de 1998 e 1999, o Paulistão de 1999, e foi o capitão do time que conquistou o Mundial de Clubes em 2000.

Rivaldo

O meio-campista Rivaldo, melhor jogador do mundo em 1999, fez o caminho oposto ao de Rincón: primeiro jogou pelo Corinthians para depois virar ídolo do Palmeiras. O meia foi revelado pelo Santa Cruz e se destacou no 'Carrossel Caipira' do Mogi Mirim no início dos anos 90. De lá, foi emprestado pelo Timão, que não o contratou em definitivo. O jogador, então, foi para o Palmeiras. No Verdão, fez parte de supertimes e conquistou o Brasileirão de 1994 e o Paulistão em 1994 e 1996 – o último, no famoso 'ataque de 100 gols'.

César Maluco

Outro ídolo do Palmeiras que teve passagem pelo Corinthians é César Maluco. O centroavante, que jogou pelo Verdão entre 1967 e 1974, no período da 'Academia', é o segundo maior artilheiro da história alviverde, com 182 gols. Esteve presente nas conquistas do Campeonato Brasileiro em 1967, 1969, 1972 e 1973, além de Campeonato Paulista em 1972 e 1974. A passagem pelo Corinthians aconteceu em 1975, mas o atacante não conseguiu brilhar no Parque São Jorge.

Neto

Hoje conhecido nacionalmente como corintiano e pelas provocações ao Verdão, o apresentador Neto, antes de virar ídolo da Fiel, atuou pelo Palmeiras. E, ao contrário do que muita gente pensa, a passagem do ‘Craque’ pelo Alviverde foi intensa, mesmo tendo durado apenas seis meses.

Neto chegou ao Palmeiras em 1989, quando tinha apenas 23 anos. Em uma partida contra o Corinthians, o então jovem jogador fez gol, deu assistência, e saiu de campo, após beijar o escudo alviverde, provocando a torcida corintiana. "Era legal pra caramba fazer gol contra o Corinthians. Foi importante pra caramba, tanto é que faz mais de 30 anos e as pessoas ainda falam desse gol", relembrou, em entrevista ao UOL.

A passagem pelos lados do Palestra Itália, porém, foi abreviada pelas confusões com Leão, então técnico da equipe. Ainda no meio de 1989, Palmeiras e Corinthians fizeram uma troca: Neto ia para o Timão; Ribamar chegava para o Verdão. O resto é história. Pelo Alvinegro, Neto foi protagonista do título brasileiro de 1990, o primeiro do clube, e virou ídolo. Ainda conquistou a Supercopa do Brasil em 1991 e o Paulistão em 1997.

Roberto Carlos

O lateral-esquerdo Roberto Carlos, campeão do mundo em 2002, foi contratado pelo Palmeiras em 1992, no começo da carreira. Se destacou no Verdão durante a 'Era Parmalat', participando e sendo importante nas conquistas do Brasileirão (1993 e 1994), Rio-São Paulo (1993) e Paulistão (1993 e 1994). O destaque no Alviverde o levou à Europa, onde atuou na Internazionale, Real Madrid -- se tornando um dos maiores ídolos -- e Fenerbahçe. O retorno ao Brasil após mais de 10 anos em solo europeu foi ao Corinthians.

Roberto Carlos chegou ao Timão em 2010, como reforço para a equipe que disputaria a Libertadores no ano do centenário do clube, se juntando a Ronaldo Fenômeno. O lateral teve boas atuações no Corinthians, mesmo quase em fim de carreira, mas não conquistou títulos. A passagem terminou no começo de 2011.

Edmundo

Assim como Roberto Carlos, Edmundo fez parte do esquadrão palmeirense que brilhou sendo bicampeão paulista e bicampeão brasileiro no começo da década de 90. O camisa 7 virou um dos grandes ídolos do clube e símbolo de uma geração vitoriosa.

Poucos anos depois, porém, Edmundo foi jogar no Corinthians, em 1996. A passagem pelo Alvinegro durou pouco, mas foi interessante -- em 33 jogos, o atacante fez 23 gols. Mesmo assim, não se firmou na equipe. Dez anos depois, em 2006, ele voltou ao Palmeiras, já perto do fim da carreira.

Viola

Outro atacante clássico dos anos 90, Viola foi revelado pela base corintiana. Foi campeão paulista em 1988, e, depois de passagem pelo interior paulista, no começo da carreira, voltou ao Timão em 1992, onde atuou até 1995, sendo campeão paulista e brasileiro neste ano.

Em 1993, no primeiro jogo da final do Paulistão, o Corinthians venceu o Palmeiras por 1 a 0, com gol de Viola, que, na comemoração, em provocação ao rival, imitou um porco, enquanto a torcida, na arquibancada, gritava: ‘Chora, porco imundo, quem tem Viola não precisa de Edmundo’. No jogo de volta, o título ficou com os palmeirenses, que devolveram a provocação com frases do tipo: “Viola, imundo, seu salário é o café do Edmundo”.

Mesmo assim, em 1996, o atacante chegou ao Palmeiras para a disputa do Brasileirão daquele ano. Sempre goleador, fez parte do time que chegou ao vice no Campeonato Brasileiro de 1997, mas encerrou sua passagem no começo de 1998.

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