Para nós e muitos outros, ele é o maior piloto de todos os tempos. Mas como seria a F1 se o brasileiro tivesse sobrevivido ao acidente em San Marino?
Vamos começar com o óbvio: somos fãs confessos de Senna, achamos que ele é o melhor de todos os tempos e tudo que você lerá aqui é a mais pura especulação, já que obviamente jamais saberemos o que aconteceria se ele tivesse sobrevivido ao acidente fatal na curva Tamburello.
Por outro lado, vamos tentar não puxar (tanta) sardinha para o lado dele. Não vamos imaginar, por exemplo, que Senna seria um heptacampeão igual Schumacher, já que quando ele faleceu, já tinha 34 anos e sua aposentadoria não estava tão longe assim.
Vamos começar direto após o acidente, julgando que ele ocorreu, mas não teria sido fatal. Senna ficaria algumas corridas afastado por conta das lesões, o que já complicaria muito sua temporada na Williams.
Adicione a isso a mudança no regulamento em 1994, e é fácil imaginar que a Williams não faria nada de mais no campeonato. Schumacher ainda seria o campeão naquele ano, mas Senna poderia terminar em segundo ou terceiro lugar no mundial de pilotos, dependendo de quantas corridas ele perdesse por conta do acidente.
No ano seguinte, a Williams se aproximaria da campeã Bennetton. Senna acumularia mais vitórias heroicas, bem ao seu estilo, incluindo sua sexta conquista em Monaco, sua pista predileta.
Porém, com Schumacher em forte ascensão, o título da temporada ficaria com o alemão, que conquistaria seu bicampeonato na última corrida, com direito a uma manobra polêmica na Austrália.
Para o ano de 1996, Senna faria uma nova mudança de ares. Ele obviamente estaria decepcionado com a impossibilidade de a Williams competir pelo título, Senna realizaria seu sonho de ir para a Ferrari, onde ele já tinha dito que gostaria de encerrar sua carreira.
Na época, a escuderia italiana estava em uma fila que parecia não acabar, já que não levantava um troféu de pilotos desde 1979, quando Jody Scheckter foi campeão.
A Williams contrataria outro brasileiro para o lugar de Senna. Sem grande pressão e com dois ótimos campeonatos pela Jordan, Rubens Barrichello se tornaria o mais novo piloto da escuderia inglesa. Já Schumacher não iria para a Ferrari, como aconteceu na realidade. Ele iria para a McLaren, a pedido da Mercedes, que tinha chegado no ano anterior e buscava um piloto não apenas promissor, mas um jovem vencedor para levar seu carro ao topo.
A Ferrari, no entanto, ainda era uma equipe fraca, mesmo com Senna no volante de seu carro principal. O brasileiro buscava reconstruir a equipe de dentro para fora, mas isso leva tempo. Enquanto isso, no paddock da McLaren, Schumacher e os engenheiros sofrem para se adaptar ao novo motor da Mercedes, e isso abre uma lacuna na competitividade. Quem aproveitaria esta lacuna seria o surpreendente Damon Hill, que seria o piloto número 1 da Williams.
Hill e Barrichello fariam uma disputa interna pelo título, com o brasileiro vencendo suas primeiras corridas, mas perdendo o título por conta de decisões de um piloto inexperiente. O inglês ficaria com o título em 1996, naquele que seria o auge de sua carreira.
Em 1997, mais do mesmo. Há muito progresso na Ferrari, com Senna sendo crucial na mudança da cultura e mentalidade da equipe, mas a Williams ainda tem um carro superior. Com Senna já mais perto dos 40 do que dos 30, seus reflexos não são mais os mesmos, e ele precisa de um carro mais forte para acompanhar pilotos mais jovens.
Damon Hill sai da Williams como campeão mundial, indo para a TWR. Para seu lugar, Jacques Villeneuve é contratado como parceiro de Rubinho. E é aqui onde a coisa ficaria realmente interessante.
Rubinho, agora mais experiente e com um carro muito mais preparado do que os demais, vence a disputa interna com o canadense e conquista seu primeiro título mundial, algo que infelizmente nunca vimos acontecer.
Senna, por outro lado, estaria novamente incomodado com a falta de competitividade da Ferrari, assim como ocorreu na Williams, e deixaria a equipe.
Isso faz com que o mercado de pilotos em 1998 se movimente de forma feroz, com as duas escuderias mais tradicionais do grid fazendo alterações. Senna estaria com 38 anos e as dúvidas sobre sua capacidade de pilotar em alto nível estariam por todos os lados na mídia, já que seu último título remontava a 1991.
Mesmo assim, Senna volta ao último lugar onde havia sido feliz e vencedor: a McLaren. Ele chega para ser o parceiro de Michael Schumacher e polariza a disputa pelo título dentro da equipe, já que agora o carro estaria totalmente adaptado aos motores Mercedes.
Senna conseguiria o título nas últimas corridas, preferencialmente em Monza, para que a imprensa italiana que tanto o criticava um ano antes, visse sua ascensão das cinzas na primeira fileira.
Em 1999, Senna repete o alto nível apresentado no ano anterior e polariza a disputa com Schumi desde o início da temporada. No entanto, Schumacher viria a sofrer um grave acidente no GP da Grã-Bretanha, que o tiraria de 6 corridas na temporada e automaticamente da disputa pelo título.
Eddie Irvine apareceria como o próximo adversário de Senna, mas não seria páreo para o veterano brasileiro. Em Suzuka, Senna confirmaria o pentacampeonato, igualaria Juan Manuel Fangio como maior vencedor até aquele momento, e anunciaria sua aposentadoria aos 39 anos.
Então, Rubens Barrichello e Schumacher iriam para a Ferrari, que começaria sua dinastia com o alemão vencendo todos os títulos que realmente venceu entre 2000 e 2004, tornando-se o maior campeão mundial, com 7 títulos.
Na McLaren, Mikka Hakkinen seria finalmente promovido a piloto número 1 da equipe, mas sua carreira não teria nem chegado perto do que realmente foi, já que ele seria o principal impactado pela sobrevivência de Senna, ficando sem conquistar qualquer título na Fórmula 1. Outro que teria sido impactado, mas de forma positiva, seria Barrichello, que não teria a pressão de ser um “novo Senna” e conseguiria vencer um título mundial.
Infelizmente, jamais saberemos se este cenário se concretizaria. Agora acesse nossa página de apostas em Fórmula 1, que a próxima temporada já tem alguns mercados de longo prazo disponíveis.


















