A vitória por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 1/6 e 6/3, garantiu a Beatriz Haddad Maia o seu primeiro título de WTA 250 da carreira ao vencer a norte-americana Alison Riske na decisão do torneio em Nottingham, na Inglaterra.

Ao vencer a 40ª colocada no ranking mundial, Bia Haddad quebrou um jejum de 54 anos de brasileiros vencendo torneios profissionais em quadras de grama. A última vez, em 1968, foi também na Inglaterra, dessa vez em Manchester, quando Maria Esther Bueno conquistou o título.

Com a conquista de seu primeiro WTA 250, Bia vai se firmando como um dos principais nomes do Brasil no tênis. Atualmente, a brasileira ocupa a 25ª posição no ranking em simples e a 24ª em duplas.

Aos 26 anos, Bia Haddad acumula dois títulos no simples e quatro títulos nas duplas, além de um vice-campeonato em duplas no Australian Open, dois vices no torneio juvenil de Roland Garros, em 2012 e 2013, e uma semifinal no torneio juvenil de Wimbledon, em 2011.

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Conheça um pouco mais sobre quem é Bia Haddad Maia.

Tênis é herança da família Haddad

Bia Haddad começou a jogar tênis aos cinco anos de idade. Influenciada pela mãe, Lais Scaff Haddad, e pela avó, Arlette Scaff Haddad, ambas tenistas, era difícil não seguir os mesmos passos da família. Canhota e com 1,85m de altura, Bia sempre se mostrou talentosa com a raquete nas mãos e logo viu sua carreira no tênis decolar.

Aos 16 anos, em 2012, atingiu a 598ª colocação no ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA) e a 15ª colocação no ranking juvenil da Federação Internacional de Tênis (ITF), que rankeia jogadoras até os 18 anos.

Foi nesta época que a brasileira bateu na trave duas vezes nos torneios juvenis em duplas de Roland Garros nos anos de 2012 e 2013, além de chegar a uma semifinal do torneio de Wimbledon, em 2011.

Em 2012, ao lado da paraguaia Montserrat Gonzales, a brasileira foi derrotada na final pelas russas Daria Gavrilova e Irina Khromacheva. No ano seguinte, aos 17 anos, ela voltou às quadras de saibro na França, onde viu o ídolo Gustavo Kuerten conquistar o tricampeonato de Roland Garros, para buscar novamente o título da competição em duplas. Com uma nova parceira, a equatoriana Domenica Gonzales, ela novamente ficou com o vice após derrota para as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova.

Lesões marcam o início da carreira de Bia Haddad Maia no circuito profissional

Após um segundo semestre conturbado em 2013, marcado por duas lesões que a afastaram das quadras, Bia Haddad Maia volta todas as suas atenções para a sua carreira no circuito profissional.

Em seu segundo ano como profissional, ocupando a 234ª colocação no ranking, Bia teve grande atuação no WTA do Rio de Janeiro despachando Polona Hercog, que ocupava posição dentro do Top-100 da categoria.

Em 2017, a brasileira volta a sofrer com uma lesão causada em acidente doméstico, mas volta às quadras com tudo, conquistando os títulos de simples e duplas no ITF 25 000 de Clare. Logo em seguida, recebe o convite para participar do WTA de Miami.

A estreia na competição veio acompanhada de vitória na primeira rodada sob Lesia Tsurenko. Porém, na rodada seguinte, Bia é eliminada por Venus Williams, irmã de Serena Williams, em um jogo muito equilibrado.

Bia Haddad quebra tabus, estreia em Grand Slams e conquista seu primeiro título

A primeira vitória de Bia Haddad Maia na chave principal de um Grand Slam ocorreu no Torneio de Wimbledon, em 2017. A brasileira venceu Laura Robson por 6-4 e 6-2 e pôs fim a um jejum de 28 anos sem vitórias brasileiras no tênis feminino nos principais palcos do esporte.

No ano seguinte, Bia quebra mais uma marca histórica com uma vitória inédita na primeira rodada de simples do Australian Open, sendo a primeira vitória de uma brasileira em um aberto profissional desde 1965.

Em julho de 2019, a brasileira foi suspensa pela ITF após testar positivo no exame antidoping e ficou 10 meses afastada das quadras. Com isso, viu sua posição no ranking despencar para o 1342º lugar, o que a impediu de disputar o Torneio de Roland Garros, a obrigando a disputar torneios menores.

Foi apenas em 2021 que Bia Haddad conseguiu retornar ao Top-100 da WTA. Já em 2022, o ano começou de uma maneira quase perfeita, com um vice-campeonato nas duplas no Australian Open. Assim, ela se tornou a melhor brasileira desde Maria Esther Bueno, em 1965, na competição e apenas a terceira brasileira a disputar uma final do torneio, ao lado de Bueno e Cláudia Monteiro.

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