Saiba tudo que vai rolar na Copa do Mundo de handebol feminino de 2019 com nosso guia rápido
O Japão está pronto para sediar o mundial de handebol feminino. O torneio começa no dia 30 de novembro e vai até 15 de dezembro, quando teremos a final entre os 2 melhores times da competição.
No total, são 24 equipes de 5 confederações disputando. Além do Japão, que garantiu a vaga automática por ser a sede, a França se qualificou diretamente por conta do título na Alemanha, em 2017.

Os outros 22 times se classificaram por meio de torneios em 2018 e 2019. Brasil e Argentina garantiram suas vagas no torneio que engloba equipes das Américas do Sul e Central. Holanda, Romênia e Rússia conseguiram a classificação por meio do Campeonato Europeu de 2018. Já Austrália, China, Cazaquistão e Coreia do Sul vieram do Campeonato Asiático de 2018.
Na África, Angola, República Democrática do Congo e Senegal conseguiram levar as vagas do torneio continental. Representando a América Central está a seleção cubana, que se classificou pelo Campeonato das Américas do Norte e Central.
Por fim, as 9 seleções europeias que tiveram de passar pelas eliminatórias são: Dinamarca, Alemanha, Hungria, Montenegro, Noruega, Sérvia, Eslovênia, Espanha e Suécia, todas grandes potências do esporte.
Os grupos foram definidos em junho deste ano, e ficaram da seguinte forma:
Grupo A
Holanda, Noruega, Sérvia, Eslovênia, Angola e Cuba.
Grupo B
França, Dinamarca, Brasil, Alemanha, Coreia do Sul e Austrália
Grupo C
Romênia, Hungria, Montenegro, Espanha, Senegal e Cazaquistão.
Grupo D
Rússia, Suécia, Japão, China, Argentina e RD Congo.
Destes grupos, saem todas as disputas de posições finais no campeonato. Os últimos colocados de cada grupo disputam os playoffs para definir as posições de 21º a 24º, em jogo de eliminação única.
A mesma fórmula vale para os quintos colocados de cada grupo, que disputam as posições de 17º a 20º no mesmo formato. Isso se repete com os quartos colocados, que jogam entre si para definir quem fica nas posições de 13º a 16º.
Já os 3 primeiros colocados de cada grupo seguem com chance de brigar pelo título mundial, se classificando para a fase seguinte, que consiste em dois grupos hexagonais, onde os times de um grupo jogam contra os times do outro grupo.
No primeiro grupo da segunda fase, ficarão os 3 primeiros colocados dos grupos A e B. Já no segundo grupo, os 3 primeiros colocados dos grupos C e D. Equipes que se enfrentaram na primeira fase não jogam entre si neste momento.
Destes hexagonais saem as disputas finais dos playoffs. Os dois piores times de cada grupo encerram suas participações neste momento, enquanto os dois quartos colocados disputam um jogo pela 7ª colocação, os terceiros jogam pela 5ª posição final e os 2 primeiros de cada grupo vão às semifinais, onde o primeiro de um grupo joga contra o segundo na briga por uma vaga na final do dia 30 de dezembro.
O campeão do Mundial garante vaga automática nos jogos olímpicos de Tóquio, enquanto outras equipes ainda terão a oportunidade de disputar o pré-olímpico para tentar a classificação.
Vale lembrar que s seleção brasileira já conquistou o mundial uma vez em sua história, em 2013, quando venceu a Sérvia na final por 22 a 20.

As maiores campeãs mundiais são as russas, que venceram 7 vezes o torneio, sendo 3 ainda na época da União Soviética, além de 3 dos 4 títulos como Rússia de forma consecutiva, entre 2005 e 2009.

No grupo do Brasil estão as atuais campeãs da França. Além delas, as alemãs, que têm 4 conquistas, sendo 3 como Alemanha Oriental e 1 após a unificação do país, e as dinamarquesas, que venceram o título uma vez e ainda têm 2 medalhas de prata e 2 de bronze, devem brigar pelas primeiras posições, com a Coreia do Sul podendo incomodar e a Austrália chegando sem qualquer tradição. Com isso, é justo dizer que o Brasil está no “grupo da morte” da competição.
No grupo A, a tradicional Noruega, que tem 3 mundiais no currículo, deve levar a primeira posição do grupo com relativa facilidade, já que apenas a Sérvia oferece algum perigo, com os outros times sendo forçados a brigar pela 3ª posição.
Já no grupo C, A Romênia e Hungria são as principais forças, com Montenegro e Espanha correndo por fora, mas ainda a frente de Senegal e Cazaquistão.
Por fim, o grupo D encontramos as maiores campeãs mundiais. A Rússia venceu o torneio 7 vezes, sendo 4 vezes como Rússia e outras 3 como União Soviética. Curiosamente, os 3 títulos soviéticos e 3 dos 4 títulos russos foram consecutivos, o que faz deste um recorde em títulos consecutivos.
Completam o último a forte seleção Sueca, os anfitriões e a Argentina, que devem completar os 3 primeiros colocados, com as anfitriãs japoneses tentando surpreender, mas sem tanta força para isso, em situação que se repete com China e RD Congo.
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