Ser campeão é o grande desejo de todo atleta profissional. A busca pela glória é uma luta diária de muito treino, dedicação, disciplina e perseverança.

No entanto, quando falamos de esportes coletivos, obviamente a conquista não depende só de um atleta. Claro, há aqueles que têm algum destaque em relação aos companheiros, por diferentes razões, mas por melhores que tenham sido suas performances, eles não seriam campeões jogando sozinhos.

Há um ditado que diz “não existe ‘eu’ em ‘time’” e isso é uma verdade absoluta. O bem do grupo sempre irá se sobrepor ao interesse de um único atleta, principalmente se o time realmente tiver o desejo de ser campeão.

Ao longo da história, alguns times chamaram a atenção. Claro, muitos times já foram campeões. Só no campeonato brasileiro, há 17 campeões diferentes, alguns com apenas um título, outros com uma olha de troféus. Mas há campeões que são simples campeões e há outros que ganham um lugar especial no rol de grandes times, aqueles que realmente marcam época.

Na ponta da língua estão a seleção brasileira de 1970, o New England Patriots de 2000 a 2016, o Chicago Bulls de Michael Jordan, mas muitos outros podem aparecer com apenas um pouco de busca na memória.

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E o que estes grandes campeões têm em comum? Será que há algo que todos eles apresentam, quase que de forma repetida, em suas histórias vencedoras?

Bom, a primeira coisa que vêm à cabeça é o fato de que, pelo menos esses 3 times tinham um diferencial técnico. Claro, os Bulls e os Patriots são times que mudaram ao longo dos anos, mas sua espinha dorsal sempre foi a mesma. No caso da seleção brasileira de 1970, estamos falando de um campeonato, mas daquela que provavelmente foi a melhor seleção de todos os tempos a ganhar uma Copa do Mundo.

Essas 3 equipes tinham grandes craques. A seleção brasileira tinha Pelé. Os Bulls tinham Michael Jordan. Os Patriots tinham Tom Brady. Três dos melhores atletas de todos os tempos. Enquanto Brady ainda encontra alguma discussão se ele é ou não o melhor da história do futebol americano, esta situação é praticamente unânime quando falam de Michael Jordan ou Pelé. Dificilmente alguém diz que há jogadores melhores que eles em seus esportes.

Mas não é necessário ficarmos apenas com estes 3 exemplos. Podemos ir buscar outras equipes campeãs e encontrar grandes craques que fizeram a diferença. Os Lakers de Kobe ou de Magic Johnson, os Celtics de Larry Bird, o Real Madrid de Di Stefano ou de Cristiano Ronaldo, o Barcelona de Messi...as opções são muitas, mas todas voltam aos nomes de atletas que marcaram época nesses times.

Uma análise do jornalista Paulo César Vasconcelos durante um programa do SporTV na Copa de 2006 resume bem isso e ficou guardada em minha memória. À época, ele afirmou, em análise sobre a seleção ucraniana de Shevchenko, que fazia um mundial surpreendente, “um time bem arrumado taticamente e com um craque, hoje, pode ser considerado candidato ao título”.

Mas ter um grande craque não é a única coisa que fez esses times serem grandes campeões. Afinal, como dissemos no início, ninguém é campeão sozinho.

Uma coisa que é possível observar nestes times, de forma um pouco mais abstrata, é seu respeito à liderança, esteja ela dentro ou fora de campo. O Brasil de 1970 tinha um enorme respeito por seu capitão, Pelé, um veterano que já era considerado o melhor jogador do mundo há pelo menos 10 anos, e por treinador, o eterno Mário Jorge Lobo Zagallo.

Nos Patriots, o respeito por Brady só não era maior do que aquele que os jogadores têm por Bill Belichick, treinador da equipe desde 2000 e considerado o melhor técnico de futebol americano de todos os tempos.

Nos Bulls, Jordan dividiu essa liderança com outro grande treinador, Phil Jackson, uma relação mostrada em detalhes no documentário “Arremesso Final”.

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A verdade é que um time sem líder não consegue ter união e definir um objetivo e uma metodologia para alcançar o sucesso. É comum escutarmos no noticiário esportivo que “o treinador perdeu o comando do vestiário”. E isso normalmente acontece em equipes que vão mal. A perda da liderança é sempre acompanhada da demissão do treinador, já que ele não consegue mais liderar seus jogadores e o clube fica à deriva, com cada um forçando o caminho para um lado, ultimamente deixando o time estagnado.

O fator disciplina também é importante de ser lembrado, mas será que ele é tão determinante assim? Há controvérsias. Times ultra disciplinados, como o próprio New England Patriots de Belichick, um treinador linha dura, deram certo. Já outros treinadores linha dura não tiveram tanto sucesso, mesmo que tenham conquistado campeonatos. Por outro lado, alguns treinadores mais relaxados também obtêm sucesso, caso de Jürgen Klopp no Liverpool. Oras, quer exemplo mais claro de um jogador indisciplinado e vencedor do que Romário? O Baixinho não treinava, chegava atrasado, era bocudo, mas quando a bola chegava nele, ele resolvia. Então é injusto dizer que apenas equipes com alto nível disciplinar podem vencer. É verdade que elas aumentam suas chances. Jogadores como Romário são exceções. Mas se elas existem e não são poucas, talvez a disciplina não seja um fator tão preponderante assim.

 

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