Circuito de Nürburgring, que volta a receber um GP de Fórmula 1 depois de sete anos, desafia pilotos e já consagrou Michael Schumacher, pai do estreante Mick
Neste fim de semana, a Fórmula 1 se prepara para o 11º grande prêmio do ano. Especialmente em 2020, por conta da situação que atinge o planeta, o calendário da maior categoria de automobilismo do mundo precisou ser alterado e permanecer na Europa. É por isso, então, que o GP do Eifel, na famosa Nürburgring, será palco para Lewis Hamilton e companhia se desafiarem a partir desta sexta-feira (9), com os treinos livres, depois de sete anos longe da modalidade.
As atividades desta sexta, por sinal, marcarão a estreia de um novato na F1. Mick Schumacher, que faz parte da escola de pilotos da Ferrari, vai pilotar “em casa” nas sessões livres, como parte de um teste para a próxima temporada. Ele dirigirá uma Alfa Romeo.
Atual líder da Fórmula 2, o jovem é cotado para ficar com um dos carros da Alfa na próxima temporada. A escuderia ainda não divulgou nenhum de seus dois pilotos de 2021, e conta com uma indicação da Ferrari, equipe parceira nos bastidores, para preencher uma vaga.
As características do GP do Eifel
Em Nürburgring, a F1 utiliza apenas o trecho conhecido como GP. Ele é apenas uma pequena parte do extenso, estreito e famoso circuito alemão, que carrega na memória triunfos de pilotos locais ao longo de sua história na modalidade.
Vale destacar, no entanto, que mesmo que se utilize a parte mais “fácil” de todo o mapa do circuito, a corrida do próximo domingo será desafiadora aos pilotos do grid por alguns motivos.
A pista é de certa forma complexa e de curvas acentuadas. No final da reta principal, por exemplo, os carros precisam frear a perto de zero. Outro ponto da mística do GP é o clima da região de Eifel, onde fica Nürburgring. Especialmente nesta época do ano, o clima do local é instável e geralmente ruim para provas de automobilismo, pois há bastante chuva e neblina por lá. Até por isso, a experiência em Nürburgring promete ser uma das mais divertidas do calendário em 2020.
Schumacher: de pai para filho
Mick Schumacher é a grande novidade para o GP, ainda que não deva participar da corrida no domingo. O piloto, que naturalmente tem todos os holofotes nas categorias de base da Fórmula 1 por carregar o sobrenome de Michael Schumacher, o maior vencedor da modalidade até o momento — Lewis Hamilton, com seis conquistas, está próximo de alcançar o alemão, sete vezes campeão –, estreará na F1 em um circuito de boas histórias para a família.
Schumacher, o pai, venceu cinco corridas no local. Em 2000, 2001, 2004 e 2006 representando a Ferrari, e em 1995 pela Benetton-Renault.
Em 1995, aliás, a conquista foi especial pela forma que foi. O alemão venceu após tirar mais de meio minuto de desvantagem em relação a Jean Alesi. Ele ultrapassou o adversário francês a três voltas do fim, garantiu a vitória e encaminhou o bicampeonato na Fórmula 1. Quase que por praxe, o domingo de prova naquele ano foi com chuva pesada e neblina.
De qualquer forma, a história do pai em Nürburgring pode ser um ponto de confiança para Mick desempenhar melhor nas atividades de sexta-feira. Querendo ou não, é mais confortável para o piloto correr em um local em que o pai brilhou e fez corridas épicas, e certamente o garoto acompanhou de perto.
Mais alemão: Vettel ganhou a última por lá
No GP da Alemanha de 2013, o último da F1 realizado em Nürburgring, a vitória também foi alemã. Sebastian Vettel, então piloto da Red Bull Racing, faturou a prova depois de embate com Lewis Hamilton. O britânico, que largou na primeira colocação naquele GP com a sua McLaren, foi deixado para trás no apagar das luzes pela dupla da RBR, Vettel e Mark Webber. Aquela foi a 30ª vitória de Vettel na carreira, que meses mais tarde chegaria ao seu tetracampeonato de F1.
Para 2020, no entanto, a situação do piloto é bem diferente. Correndo com uma Ferrari em crise profunda no grid, o piloto não consegue imprimir ritmo forte, coleciona fracassos na temporada — assim como acontece com o seu companheiro, Charles Leclerc — e deixará a tradicional equipe italiana no final da temporada. O futuro na F1 é incerto.
“O que aconteceu nos últimos meses fez com que vários de nós refletissem sobre quais são nossas prioridades reais na vida. É preciso usar a imaginação para adaptar uma nova abordagem a uma situação que mudou. Vou dar um tempo para eu refletir sobre o que realmente importa em relação ao meu futuro”, destacou o piloto.
GP em Nürburgring terá público
Outro destaque do GP do Eifel é a presença de público nas arquibancadas. Após Mugello ser a primeira etapa do ano a receber torcida, o evento em Nürburgring terá portões abertos. Ao todo, a categoria colocou a venda 20 mil ingressos, uma fatia do que o circuito é capaz de receber.
O diretor de Nürburgring, Mirco Markfort, destacou a medida e comemorou o fato de poder abrir o autódromo para quem quiser prestigiar a volta da F1 ao local. “É importante para nós nesse primeiro estágio oferecer ingressos com categorias diferentes de preços”, começou.
“É também uma questão de dar aos fãs a oportunidade de poderem bancar ingressos e vivenciar a corrida”, concluiu o responsável pelo evento que acontece entre os dias 9 e 11 de outubro.
A corrida do próximo domingo certamente será desafiadora aos pilotos do grid. Faça suas apostas na Fórmula 1.


















