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Times inesquecíveis: o Barcelona de Ronaldinho

01 Apr | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Times inesquecíveis: o Barcelona de Ronaldinho

O início da era dourada do Barça precede a Lionel Messi. Quem começou tudo foi um meia brasileiro que fazia mágica com a bola

Fazia anos que o futebol não via um jogar capaz de fazer a torcida do maior rival aplaudi-lo de pé. Provavelmente, o último antes dele havia sido Ronaldo, ou talvez até Pelé. Mas Ronaldinho conseguiu este feito vestindo a camisa do Barcelona, arrancando uma enorme salva de palmas justamente da torcida do Real Madrid, em uma noite em que o “Bruxo” simplesmente acabou com o jogo no Santiago Bernabéu.

O brasileiro vestiu a 10 do Barça e protagonizou um dos maiores shows que o mundo do esporte já viu. Foram golaços de falta, sequências de chapéus em marcadores indefesos, arrancadas fulminantes, passes sem olhar para onde, e um controle de bola que pouquíssimos jogadores apresentaram na história.

O time do Barça, em campo comandado por Ronaldinho, dominou o futebol europeu no início dos anos 2000, conquistando campeonatos espanhóis e uma Liga dos Campeões justamente sobre o Arsenal dos “Invencíveis”, um troféu que não ia para a Catalunha desde os tempos do treinador Cruyff e o time espetacular de 1992.

Curiosamente, foi outro holandês o responsável por armar um time incrível, capaz de chegar ao gol em alta velocidade, com passes rápidos, precisos e uma movimentação que deu início ao domínio europeu do Barça no final daquela década e início da seguinte. O treinador Frank Rijkaard, que fez história por Ajax, Milan e seleção holandesa, também marcou seu nome na história do clube catalão.

Mas é um erro comum pensar que o time tinha apenas Ronaldinho Gaúcho fazendo bruxarias o tempo todo. A zaga era fortíssima, composta pelo habilidoso Rafa Márquez e o incansável Carles Puyol. No meio, um poço interminável de criatividade, com Deco, Xavi e Iniesta, estes dois últimos ainda nos primeiros momentos do estrelato que os consagraria anos depois. No ataque, um poder de finalização incomparável com Larsson, Giuly, um Messi em início de carreira e o espetacular Samuel Eto’o, possivelmente o maior atacante africano de todos os tempos.

Como tudo começou

Na virada do século, o Barcelona teve o imenso desprazer de ver o Real Madrid voltar a reinar em solo europeu com as conquistas das Ligas dos Campeões de 2000 e 2002, além de vários outros títulos e reforços milionários como David Beckham, Zinedine Zidane, Luis Figo, Ronaldo, Michael Owen e outros craques que deram ao clube merengue o apelido de “Galácticos”.

Porém, em 2003, o presidente Joan Laporta decidiu revirar o Barça com uma administração mais positiva e foco total no futebol, buscando solucionar problemas financeiros que afetavam a performance da equipe nos gramados. A primeira decisão de Laporta foi a contratação de Rijkaard, um treinador novato que tinha como missão recriar o sucesso do time do compatriota 10 anos atrás.

O time contratou Rafa Márquez e Giovanni Van Bronckhorst, um dos principais nomes da barca holandesa que dominava o Barça na época. Das categorias de base de La Masia, subiram Iniesta, Oleguer e Victor Valdés. Mas, mais importante do que os nomes dos promovidos, o que se promoveu de La Masia foi uma geração que chegaria aos profissionais adaptada ao estilo rápido e objetivo do Barça.

Porém, nenhum nome anunciado naquele ano foi maior do que o de Ronaldinho, que trocava o PSG da França um ano após vencer o penta com a Seleção Brasileira. Ronaldinho estava próximo de seu auge técnico e físico e o Barça não mediu esforços para trazer o craque para a Catalunha.

Mesmo com uma primeira temporada sem títulos sob o comando de Frank Rijkaard, o time deu sinais do que viria nos anos seguintes. A identidade do time estava clara e o futuro brilhava nos olhos do torcedor blaugraná. Ronaldinho foi o artilheiro da equipe em sua primeira temporada, com 22 gols marcados.

Os anos de auge

Na temporada seguinte, o presidente Laporta fez mais uma limpa no elenco e investiu pesado para acabar com a seca de títulos do clube. A barca de saída do clube teve nomes de peso como Edgard Davids, Patrick Kluivert, Philip Cocu, Michael Reiziger, Luis Garcia, Quaresma, Rustu Recber, Javier Saviola, além dos aposentados Marc Overmars e Luis Enrique.

Para os lugares destes atletas, Rijkaard foi buscar o sueco Larsson do Celtic, o francês Giuly do Mônaco, o camaronês Eto’o do Mallorca e o maestro Deco, estrela do Porto campeão europeu na temporada anterior. Houve reforços de menos renome, mas altíssima qualidade, como Edmílson, Belletti e Sylvinho. E a cereja no bolo foi a promoção de um certo atacante argentino das categorias de base. O pequenino Lionel Messi.

O maior espetáculo do planeta

Com o time titular formado por Valdés, Belletti, Rafa Marques, Puyol e van Bronckhorst; Edmílson, Deco e Xavi; Giuly, Eto’o e Ronaldinho, o Barça mostrou que iria dominar o cenário do futebol mundial, com um trio de ataque extremamente entrosado e um Ronaldinho no auge da forma física e técnica, fazendo de tudo no campo.

A consagração

Depois de bater na trave nos dois anos anteriores, o Barcelona finalmente chegou ao tão sonhado título da Liga dos Campeões.

A primeira boa notícia da temporada 2005/06 foi a contratação de Van Bommel, excelente volante holandês, capaz de dominar o meio campo de qualquer equipe. A segunda foi a promoção definitiva de Messi, que passou a atuar com maior frequência nos jogos da equipe principal.

Foi neste ano que Ronaldinho comandou uma vitória por 3 a 0 sobre o Real Madrid em pleno Santiago Bernabéu, arrancando aplausos dos torcedores merengues após uma apresentação sublime.

No final da temporada, o encontro com o Arsenal de Thierry Henry, que mais tarde também se mudaria para Barcelona, culminou em uma partida sem muito brilhantismo de Ronaldinho, mas mesmo assim com o título europeu que consagraria a remontada do Barcelona rumo a uma época gloriosa como poucas vezes se viu no futebol.

 

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