Parece que o mundo é dividido entre dois tipos de pessoas: aquelas que são mais fãs de cachorros e quem prefere gatos. Mas, independentemente da espécie, é inegável que um companheiro animal em casa aumenta a sua qualidade de vida. Inclusive, estudos mostram que essa relação é verdadeira e que o pet é responsável por uma série de reações químicas no corpo humano, como a sensação de felicidade e a diminuição de estresse. 

De acordo um estudo*¹ feito por Miho Nagasawa, do departamento de biotecnologia da Universidade de Azabu, no Japão, quanto mais tempo um cachorro demonstra estar dando atenção para o seu tutor, mais oxitocina é liberada no humano, criando o mesmo sentimento de receber um abraço ou fazer uma boa refeição. Outra pesquisa*², conduzida pela sueca Linda Handlin, da Universidade de Skövde, comprovou que o contato com animais diminui o cortisol (que causa estresse) e também os batimentos cardíacos (que podem levar a ansiedade).

Hoje, são mais de 55 milhões de cães em lares brasileiros e quase 25 milhões de gatos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Apesar do número absoluto, os gatos vêm ganhando cada vez mais o coração do Brasil. Ainda pelos números da associação, a população de gatos domesticados mais do que dobrou em relação à de cachorros nos últimos seis anos. 

São 47,9 milhões de pessoas no país com pets em suas casas, como divulgado em estudo do IBGE,  que escolheram esse tipo de companhia e carinho. Mas tudo é uma via de mão dupla, não é mesmo? Por isso, é muito importante entender as principais responsabilidades com um pet antes de decidir trazer um para sua vida. Afinal, como todo ser vivo, eles demandam atenção, carinho e cuidados - que podem custar algumas centenas de reais mensais. 

Os cachorros são companheiros dos humanos há milhares de anos, numa relação de proteção e cuidado. São fiéis aos seus tutores, sempre devotados por aqueles que o cuidam e entretém. Não é por menos que o ditado de “o cão é o melhor amigo do homem” é tão popular - e tem até um pé na ciência. Um estudo*³ da Universidade do Arizona descobriu que eles já nascem prontos para interagir com humanos, como parte da sua genética. 

Se você pensa em trazer um desses para a sua companhia, pesquise bem sobre o comportamento de cada raça e as suas necessidades - animais com mais energia demandam passeios constantes, os com grande porte precisam de espaço para se locomoverem confortavelmente pela casa e, ainda, algumas raças já possuem maior propensão a problemas de saúde. 

“Yorks, shih tzus, buldogues ingleses, berneses, malteses e  pastores alemães são os mais suscetíveis a problemas de saúde” explica Dora Mazzali (CRMV 17756), veterinária no convênio pet NoFaro. A doutora aconselha os tutores dessas raças a programar visitas mais frequentes ao veterinário. “Também é importante fazer o check up com exames complementares, para sempre se precaver de possíveis doenças”. 

O preço de uma raça de cão depende de vários fatores, mas existem opções para todas as famílias - o mais caro pode chegar a custar R $1.500.000. O Mastim Tibetano é conhecido como a raça mais cara do mundo e o preço se dá pela raridade dele pelo globo. Associado à realeza, o cão já até um presente para a rainha Vitória, da Inglaterra. Mas vale lembrar, a adoção também é uma ótima via para trazer para casa o seu melhor amigo!

Ao chegar em casa, o seu novo pet pode chegar a custar R$ 1.000 - com todo o enxoval de cama, comedouros, brinquedos, além das primeiras vacinas e da consulta com um veterinário. Depois desse primeiro momento, o estimado é que o cachorro custe em torno de R$ 5.000 para o seu tutor.

Para te ajudar, a equipe de roleta online da Betway mapeou os possíveis gastos que aparecem na vida de um cachorro e o preço médio de cada demanda do bichinho. Levamos em conta um animal de porte médio, para fins de comparação.

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Os gatos são conhecidos por sua independência, são donos de si mesmo e demandam menos do seu tutor, mas isso não significa que o laço de afeto e o comprometimento são menores. Gatos demonstram o seu carinho ao se esfregar nos humanos amados, ronronando para eles e até mesmo demonstrando que confiam o suficiente no tutor para relaxar de barriga para cima pela casa. 

Antes de escolher qual é o ideal para sua família, vale a pena pesquisar sobre o comportamento de cada raça. Assim como os cachorros, algumas são mais propensas a questões com a saúde, como Maine Coon, Persa e Siamês.

Caso a sua intenção seja comprar um gatinho, a veterinária Dora Mazzali sugere que a pessoa visite o gatil, conheça a linhagem de animais e tenha um contato com os comerciantes, para garantir que seja um local responsável. Se a opção for adotar, vale também um contato próximo com a ONG e conhecer o background do animal - se ele foi resgatado de maus tratos ou doado mais velho, por exemplo. 

Gatos tem custos bem mais baixos quando comparado a um cachorro. Ao chegar em sua casa, é necessário desembolsar cerca de R $400 para dar todo suporte ao bichinho. Durante o ano, o esperado é gastar R$ 1.800 com o felino. 

Quer saber quanto mais um menos um gato impacta no orçamento do seu tutor? Descubra no infográfico abaixo!

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Atestar quanto um tutor irá gastar com o seu pet não é uma ciência exata - muitas variáveis aparecem no caminho, desde escolhas entre adoção e compra, até os luxos que podem ser oferecidos para o animal. O mercado pet movimentou em 2020 globalmente cerca de R$ 130 bilhões, segundo pesquisa do Euromonitor. Aqui no Brasil, o valor de faturamento desse meio chegou a R$ 27 bilhões no mesmo ano, como divulgado pela Abinpet. Ou seja, existem opções para todos os bolsos na hora de escolher os mimos para o seu companheiro. 

Cada vez mais, os convênios para animais têm se tornado comuns no Brasil. “A penetração do mercado ainda é muito baixa comparado com mercados mais maduros como EUA e Inglaterra, porém tem crescido bastante - ainda mais durante o período de isolamento, onde as pessoas ficam mais em casa com seus pets”, explica a veterinária Dora Mazzali, parte do time do convênio NoFaro. Adotar esse tipo de serviço para o animal pode ter uma alteração significativa nos gastos mensais do pet, além de segurança na hora de eventualidades, como uma possível internação ou cirurgia. 

Porém, ajudar os indecisos a escolher qual bichinho faz mais sentido para a sua vida atual, no gráfico abaixo comparamos os principais custos entre cachorros e gatos. Confira!

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Ou seja, comparando o preto no branco, geralmente um gato é um animal muito mais barato do que um cachorro. 

Além dos gastos descritos, um fator interessante é que o gato não gera nenhum custo com banhos, já que eles cuidam da higiene por si só. Enquanto um cachorro demanda um banho no pet shop, ou até mesmo na casa do tutor (gerando custo de comprar o shampoo adequado para tal), os felinos tiram alguns momentos do seu dia para lamber o corpo e assim já se consideram limpos. 

Na ponta do lápis, um gatinho sai 178% mais barato que um cachorro a cada mês para o seu tutor. Quando comparamos com a expectativa de vida de cada bichinho, o valor chega a ser 212,5% mais em conta - já que eles também costumam viver menos do que cães. 

Porém, esse deve ser um dos últimos fatores de decisão; o mais relevante, deveria ser com qual espécie o tutor tem mais afinidade e afeto. Afinal, o pet irá acompanhá-lo por anos como uma parte importante da vida!

*¹ Dog's gaze at its owner increases owner's urinary oxytocin during social interaction
*² The Effects of a Therapy Dog on the Blood Pressure and Heart Rate of Older Residents in a Nursing Home
*³ Cognitive characteristics of 8- to 10-week-old assistance dog puppies