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Quanto do filme Moneyball aconteceu realmemte?

17 Dec | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Quanto do filme Moneyball aconteceu realmemte?

Conhecido no Brasil como “O Homem Que Mudou o Jogo”, o longa é baseado em fatos. Mas quão reais são estes fatos no longa?

Se você é um grande fã de Brad Pitt ou de beisebol, você provavelmente já viu O Homem que Mundou o Jogo. O filme é baseado na história verídica do gerente geral do Oakland A’s, Billy Beane e como ele usou as estatísticas para explorar talentos, escolher jogadores, e transformar uma equipe perdedora em um time excelente.

Baseado no livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game por Michael Lewis, nós nos perguntamos quão legítimo o filme foi e o que Hollywood errou ou simplesmente deveria ter deixado de fora.

Para a maior parte, o filme é segue a realidade

Em 2002, o A’s teve um dos menores orçamentos da MLB e eles lutaram para superar outras equipes para ter grandes jogadores. Seu GM Billy Beane – interpretado por Brad Pitt – entrou em contato com o graduado de Harvard e estatista Paul DePodesta, que foi interpretado por Jonah Hill, exceto que DePodesta não queria seu nome no filme.

Juntos, eles passaram por décadas de dados individuais do jogador para desenvolver uma estratégia para encontrar bons (ou pelo menos razoáveis) jogadores para criar uma equipe vencedora. Como se vê, os números poderiam mostrar coisas muito valiosas – como quantas corridas um jogador conseguia fazer. Olheiros naqueles dias, no entanto, costumavam ignorar estes números.

Beane avançou com sua nova estratégia de recrutamento apoiada por estatísticas – conhecida como sabermetrics – apesar de um bando de opositores, e os A’s ganharam 20 jogos consecutivos. Eles foram a primeira equipe em mais de 100 anos de beisebol a fazer isso, mesmo contra equipes com orçamentos muito maiores. Nos anos a seguir e até hoje, a MLB incorporou estatísticas em tudo, especialmente coisas como avaliação do jogador. Billy Beane tornou-se famoso, venceu o sistema e revolucionou os esportes. Ok, então esse é mote do filme todo de qualquer maneira. Então, o que Hollywood errou?

DePodesta não era um grande nerd

Claro, um gênio das estatísticas formado em Harvard faz parecer que ele era um nerd recluso que mastigava números o dia todo para ajudar os caras de esportes reais. Mas esse não é David DePodesta, o personagem de Jonah Hill.

Na verdade, ele era um grande olheiro da liga principal, gerente geral e executivo de beisebol, muito semelhante ao próprio Beane. Ele também era um ex-atleta universitário muito confiante, empregado do Cleveland Indians acostumado a ser o cara mais inteligente na sala, mesmo sem agir como se fosse.

DePodesta disse que não queria seu nome associado ao filme, então os escritores o reimaginaram como o personagem de Jonah Hill, Paul Brand. E ele era, naturalmente, o nervoso, tipo menos desportivo, com um diploma de economia de Yale (em vez de Harvard, que diferença!).

A cena da vending machine com David Justice não aconteceu

Há uma cena no filme onde o novo-para-a-equipe David Justice fica irritado por ter que pagar por um refrigerante nas instalações do time. Miguel Tejada passa pela vending machine, diz que ele tem que colocar dinheiro nele para fazê-la funcionar, e completa com um irônico: “Bem-vindo a Oakland.”

Justice riu enquanto assistia ao filme de qualquer maneira. “Nunca aconteceu”, disse ele. “Isso é Hollywood”.

O gerente Art Howe não era realmente um cara mau

Supostamente, a produção do filme entrevistou gerente dos A’s, Art Howe antes de lançar Philip Seymour Hoffman para interpretá-lo como um gordinho desleixado e hipócrita. Na verdade, Howe era magro, atlético, e um cara genuinamente legal. Mas todo filme precisa de um vilão, certo?

Howe, compreensivelmente, não curtiu muito o que fizeram com seu personagem. Por exemplo, ele comentou sobre como o personagem de Brad Pitt deixou o jogador Mike Magnante ir quando ele estava a apenas algumas semanas de obter sua pensão completa.

Howe contou que, não, na verdade, foi a ele que foi dada essa tarefa terrível. Howe disse que até pediu à equipe para deixar Magnante na lista por apenas mais algumas semanas para que ele pudesse obter todos os dias necessários. O gerente diz que passou anos construindo uma boa reputação nas ligas principais apenas para ter este filme injustamente retratá-lo como uma má pessoa em menos de duas horas.

Eles também não trocaram Carlos Pena por causa de lutas com Howe. Foi mais porque Pena não estava batendo bem naquela temporada e os A’s precisavam dos jogadores e dinheiro que poderiam obter com ele. E Howe nunca teve qualquer discussão com Beane sobre seu contrato, e que isso foi totalmente inventado.

Não era tudo sobre estatísticas

De acordo com DePodesta, ainda havia muitas emoções humanas entrando em suas decisões de recrutamento. Ele nunca realmente defendeu se livrar do sistema tradicional, como o filme faz acreditar. A história real não foi DePodesta e Beane lutando com unhas e dentes com os olheiros para contrariar o sistema.

Eles estavam apenas tentando usar dados para diminuir a incerteza do beisebol e os jogadores que adquiriam. Ele diz que eles não estavam tentando apagar o sistema antigo, apenas torná-lo melhor.

Eles deixaram de fora alguns jogadores (muito) importantes

Há outro grande fator nas reviravoltas dos A’s e porcentagem de vitórias. Grande parte de sua rotação inicial eram jogadores que não foram adquiridos usando sabermetrics, mas sim observados de forma elaborada. E eles tiveram uma enorme contribuição para a equipe. Tim Hudson, Barry Zito e Mark Mulder eram arremessadores dominantes que mal receberam uma menção no filme.

Ah, e você raramente ouve qualquer coisa sobre grandes rebatedores como Miguel Tejada ou Eric Chavez. Tejada era conhecido no livro como “Mr. Swing-At-Everything”, mas principalmente porque ele não chegava na base do jeito que Beane preferia: caminhando.

 

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