Dia 9 de janeiro é dia da profissão que todas as crianças do mundo já sonharam em ter algum dia, ou seja, astronauta! Mas ao contrário do que muita gente pensa, a vida dos cientistas que vão para o espaço não é tão maravilhosa ou fácil como parece. Da comida às sonecas, tudo funciona de forma diferente e, dependendo de quanto tempo se passe entre as estrelas, podem haver sequelas não muito positivas. Quer saber como é a vida de astronauta? Confira a seguir 7 curiosidades:

A água vem de lugares peculiares

Tanto o armazenamento como o uso da água são desafios diários para quem mora no espaço. Assim como todos os suprimentos para manter a vida fora da Terra, o líquido é limitado e exatamente por isso os astronautas criaram formas de consegui-lo sem depender de viagens para nosso planeta. Em resumo, todas as águas residuais dos próprios astronautas - sim, estamos falando de suor, urina e até umidade do hálito - são coletadas e passam por uma limpeza e filtragem que retira impurezas e contaminantes. Depois, ela está prontinha para beber, tomar banho, escovar os dentes, basicamente o que você quiser. Apesar de muita gente achar isso nojento, a NASA jura que é mais limpa que muita água que a gente bebe por aqui.

Comida não é problema - e tem várias opções

Se você achava que comida de astronauta era uma pasta sem graça e saborizada, saiba que não é bem assim. Na verdade, eles comem comidas sólidas e bem próximas do que conhecemos. Tudo bem, pode não ser como as comidas da Terra, mas chega perto o suficiente. Alguns exemplos são lanches desidratados ou alimentos termoestabilizados, que basicamente são comida, como carne de porco com ovos, aquecida a nível suficiente para matar microrganismos prejudiciais. E se você se pergunta como as refeições chegam ao espaço, simples: cada vez que astronautas são enviados para a estação espacial, eles levam um carregamento cheinho de opções.

Dormir é um desafio

Não é novidade que no espaço não há muita gravidade, mas vamos concordar que dormir flutuando por aí não é exatamente muito seguro. Para evitar acidentes, a solução encontrada pelos astronautas na hora da soneca foi amarrar sacos de dormir às paredes das estações de dormir. Essas estações têm o tamanho equivalente a uma cabine telefônica, onde cabem coisas como um computador, livros, roupas e outros itens pessoais.

Talvez você não se importe em dormir em pé, mas há outro possível problema. E se uma iluminação equivalente a fogos de artifício passasse de tempos em tempos à frente dos seus olhos? Pois é, na verdade esses feixes de luz são raios cósmicos e eles são frequentes, podendo incomodar o sonho de muitos astronautas por aí.

O nascer e o pôr-do-sol ocorrem muitas vezes por dia

Da Estação Espacial Internacional é possível observar a lateral da Terra, onde os raios de sol se alastram de norte a sul. Essa cena é normal para os astronautas: no período de um dia, eles veem 16 amanheceres e pores-do-sol. Isso acontece porque a estação espacial permanece girando em volta do planeta. Apesar de acontecer tantas vezes em um período de 24 horas, é difícil se cansar da vista. Vale lembrar que do espaço ela é ainda mais indescritível do que estamos acostumados.

Astronautas podem perder a visão…

Uma das grandes preocupações da NASA são os casos de deficiência visual relatados por quase dois terços dos astronautas que passaram meses na estação espacial. A doença ganhou o nome de Síndrome Neuro-Ocular Associada ao Espaço e já apareceu em vários graus diferentes em até 70% da tripulação em viagens de longa duração (o mesmo não acontece em viagens curtas em ônibus espaciais, por exemplo). O motivo para essa ocorrência ainda não foi totalmente explicado, mas as suspeitas estão relacionadas a fatores como o aumento da pressão na cabeça, enchimento excessivo dos vasos sanguíneos, inflamação, níveis elevados de dióxido de carbono, radiação, genética e status de vitamina B.

… mas podem ganhar alguns centímetros

Se a visão dos astronautas pode sair prejudicada, sua estatura é beneficiada. Segundo a NASA, os astronautas crescem até 3% da sua altura enquanto vivem no espaço, porque suas espinhas dorsais se alongam. Para explicar, cientistas afirmaram que é só imaginar que nosso corpo funciona como uma mola: se empurrada para baixo, ela fica enrolada e curta, se liberada, ela expande. De fato, sem gravidade não há nada nos pressionando para baixo e pelo menos no espaço os astronautas podem aproveitar alguns centímetros a mais. Fica a dica para quem quer continuar a crescer.

Usar os pés é desnecessário - e é dolorido voltar

Se você fica flutuando para lá e para cá por meses, provavelmente não usará seus pés para nada, pelo menos não com a frequência a qual estamos acostumados aqui na Terra. Por causa disso, é comum que os astronautas percam uma camada de pele dos pés, que provavelmente ficam macios que nem pé de bebê. Mas esse não é o único problema. Os músculos das pernas também perdem muito durante esse tempo e depois de voltar para a Terra eles sofrem com a ação da gravidade somada à volta do uso frequente. Para se ter uma noção, Scott Kelly, um astronauta que passou quase um ano no espaço, já disse que mesmo depois de 2 meses no nosso planeta ele ainda sente suas pernas e pés doloridos.

Apesar de parecer glamourosa, a vida de um astronauta não é fácil e nem tão divertida quanto todos pensam. Agora, se você quer diversão de verdade, acesse a nossa página de roleta online e aproveite.