A temporada de 2021 de Novak Djokovic estava sendo mágica até a metade de julho de 2021. Com as conquistas do Australian Open, de Roland Garros e de Wimbledon, o sérvio chegou aos 20 slams no total, empatando a conta com Rafael Nadal e Roger Federer. Com a medalha em jogo, o sonho do Golden Slam continuava vivo.

Passado Wimbledon, o objetivo de Novak havia se tornado a medalha de ouro olímpica, talvez a única conquista que falte no seu currículo. Na preparação para as Olímpiadas de Tóquio, Djokovic declarou: “Tenho as maiores ambições em Tóquio, não é segredo que tenho como objetivo a medalha de ouro. Olimpíadas são específicas em termos de pressão, expectativas e emoções.”.

media Foto: Julian Finney/Getty Images

As declarações do sérvio, por sinal, foram assunto quente nas redes sociais durante toda competição. De forma errônea, muitas pessoas tentaram relacionar frases de Djokovic sobre a necessidade de um atleta de lidar com a pressão, com a desistência de Simone Biles. A ginasta americana também está entre as melhores do seu esporte e decidiu não participar de algumas provas nos jogos olímpicos.

Representar a Sérvia está longe de ser algo novo para Nole, que conquistou a Copa Davis, em 2010, ao bater a França em casa, e a ATP Cup, em 2020, com a camiseta do seu país. Porém, representar as cores da Sérvia adiciona ainda mais pressão no número 1 do mundo, que costuma ter a torcida contra si na maioria das suas partidas em Slams. Aí, chegaram as Olímpiadas.

Começo bom em Tóquio

Tóquio vinha a ser a quarta Olimpíada disputada por Novak Djokovic. Ele havia conquistado apenas uma medalha de Bronze antes, mesmo tendo disputado 3x em simples e duas vezes nas duplas. Agora, jogaria a quarta vez de simples e, pela primeira vez, faria dupla com Nina Stojanovic nas duplas mistas.

media Foto: Clive Brunskill/Getty Images

No dia 24 de julho, Nole estreou no simples contra Hugo Dellien da Bolívia. Depois vieram J.L Struff da Alemanha, Davidovich Fokina da Espanha e Kei Nishikori, do Japão. Nenhum set perdido nas quatro partidas e um tênis de altíssimo nível. É verdade, porém, que os oponentes estavam distantes de ameaçar o número 1 do mundo.

Nas semifinais, Novak Djokovic encararia Alexander Zverev, finalmente um desafio do seu nível. Nole começou com tudo e levou o primeiro set. E parou. Zverev começou a pressionar e levou o segundo, 6-3. Foi o suficiente para tirar Novak de concentração, resultando em um 6-1 para o alemão no set final.

O sonho do Ouro havia acabado. Um dia antes, jogando nas duplas mistas com Stojanovic, os sérvios perderam para o Comitê Olímpico Russo, com os tenistas Kratsev e Vesnina. Porém o bronze ainda estava à espreita e esperava-se uma reação de quem nunca se dá por vencido.

Foi então que Djokovic decepcionou.

As Decepções

Disputar o bronze não era o objetivo de Djokovic. O Golden Slam (ganhar todos os 4 grand-slams da temporada e o ouro olímpico) já não era mais realidade, é verdade, porém o país ainda contava com uma medalha. A partida de simples seria logo antes da de duplas.

Na decisão do terceiro lugar, contra Pablo Carreno Busta da Espanha, Novak esteve longe do seu melhor. Mesmo lutando muito, Nole parecia irritado, com dificuldades para se concentrar e jogar o seu melhor tênis. O espanhol deu tudo de si e fechou a partida em 2 sets a 1. Mas o que espantou o mundo foram as reações do número 1 durante a partida.

Foram duas raquetes destruídas. Uma jogada contra as arquibancadas vazias da arena japonesa, e a segunda esfacelada contra o poste da rede. Como se fosse pouco, Novak Djokovic anunciou logo após a partida que não disputaria o terceiro lugar nas duplas mistas, deixando sua compatriota Nina Stojanovic na mão.

media Foto: TIZIANA FABI/AFP via Getty Images

Nina comentou recentemente no Instagram sobre sua idolatria por Novak e como foi uma honra e privilégio em jogar com o “melhor da história desse esporte”.

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A Chance do Grand-Slam Perfeito

Djokovic parte agora para a próxima etapa do Circuito Mundial da ATP. Depois das estrondosas vitórias em Paris e Londres, as atenções são voltadas para as quadras duras dos Estados Unidos. Começando pelo Masters de Cincinnati e depois culminando com o Grand Slam do US Open de tênis.

Vencer o Aberto dos Estados Unidos significaria que Novak terá ganho todos os 4 Grand Slams na mesma temporada, algo que apenas 5 jogadores conseguiram na história do tênis. Entre eles, apenas dois homens, o último em 1969. Veja abaixo os tenistas que ganharam os 4 torneios no mesmo ano:

  • Steffi Graf – 1988
  • Maureen Connolly – 1953
  • Margaret Court – 1970
  • Don Budge – 1938
  • Rod Laver – 1962 e 1969

media Foto: Cynthia Lum/Icon Sportswire via Getty Images

Por vezes, duvidamos se Novak Djokovic é humano. Seus feitos e a forma como foram atingidos mostram uma força de superação, obstinação e persistência inigualáveis. Porém, episódios como esses das finais em Tóquio, mostram que ele é mais humano do que pensa. Por mais que seja tratado como um Deus na Sérvia, Novak acerta e erra. E nunca desiste. Ele já anunciou que jogará em Paris 2024!

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