Que o futebol é o esporte mais popular do mundo, não há dúvidas. De vez em quando aparece uma imagem de uma criança pobre no Oriente Médio com uma camisa de Lionel Messi jogando bola sozinha, ou crianças que conseguem transformar dois pares de chinelos e uma garrafa pet em uma partida de futebol.

Enquanto isso, outras modalidades, por mais famosas ou rentáveis que sejam, não têm o mesmo apelo que o futebol tem ao redor do mundo. Para se ter uma ideia, a FIFA tem mais países filiados do que a ONU.

O futebol é um esporte adorado em toda a América do Sul, América Central, África, Ásia e Europa. Seu maior ponto de resistência é na América do Norte, onde apenas o México pode ser considerado uma força. Os Estados Unidos são uma força emergente no futebol masculino há anos, enquanto as mulheres americanas são uma força dominante com diversos títulos mundiais. Porém, o apelo do futebol feminino infelizmente ainda está longe do apelo do masculino. O mesmo vale para o Canadá, com a ressalva de que o futebol masculino canadense é praticamente irrelevante e não pode sequer ser considerado uma força emergente.

E é esta constatação que faz nascer uma questão: os esportes tidos como “americanos” possuem grande apelo nos Estados Unidos e em alguns outros lugares e conseguem ser dominantes nestes territórios, mas em qualquer lugar onde o futebol seja o esporte preferido da população, esportes como basquete e beisebol acabam marginalizados de certa forma.

Por exemplo, vamos olhar para o futebol americano. A NFL é a única liga forte desta modalidade no mundo. Há outras ligas, como a CFL no Canadá e a XFL, também nos Estados Unidos. Ainda que haja alguma diferença nas regras destas duas para a NFL, a diferença é insignificante, tanto que é comum ver atletas que não vingaram na NFL migrarem para estas duas.

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O futebol americano é uma das modalidades que mais cresce no mundo. Os esforços da NFL em internacionalizar a marca, junto com emissoras de TV que insistiram em transmissões de jogos quando a audiência ainda era praticamente zero em seus países, estão finalmente rendendo frutos. No Brasil, a ESPN goza sozinha destes frutos, já que tem direitos exclusivos de transmissão de vários jogos semanalmente e vê sua audiência crescer a cada ano durante as noites de segunda, quinta e durante todo o domingo.

Mas seria ingenuidade dizer que a audiência da NFL chega perto daquela que o futebol tem. Uma simples partida de um campeonato estadual na TV fechada ainda gera muito mais audiência do que um Sunday Night Football entre os dois últimos finalistas da NFL.

A situação do beisebol é um pouco diferente. O esporte tem apelo grande em países da América Central, que exporta muitos atletas para a liga americana. Na Ásia também há interesse forte em beisebol, principalmente no Japão, Tailândia, Coreia do Sul e Filipinas.

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Dos esportes americanos mais proeminentes, o hóquei no gelo é o que mais se assemelha ao futebol em alguns aspectos. Claro, a semelhança está mais para o futsal, devido ao número de jogadores, tamanho da “quadra” e tamanho dos gols e até em placares médios, já que é o esporte americano em que saem menos pontos por partida em média. Afina, um gol no futebol é igual a um gol no hóquei, diferente do futebol americano em que um touchdown vale 6 pontos ou no basquete, em que uma sesta pode valer 1, 2 ou 3 pontos.

O basquete é o esporte americano mais famoso fora dos Estados Unidos. No Brasil, ele é um esporte “top 3”, ao lado de futebol e vôlei. Mas isso não quer dizer que sua penetração, audiência e força de mercado sejam comparáveis ao futebol em nosso país.

A modalidade viveu anos de glória no país durante os anos 90, devido à grande fase do Chicago Bulls de Michael Jordan, que se tornou uma marca globalizada em uma época em que nem se falava em globalização. Isso ajudou o esporte a encontrar seu espaço e seus fãs em vários lugares do mundo e a ser, até hoje, o esporte “americano” mais proeminente fora dos Estados Unidos, tanto que nem dá mais para chamar o basquete de “esporte americano”, com diversos países montando ligas, times e seleções fortíssimos. Ninguém compete, no entanto, com os americanos neste quesito. A NBA segue como a principal liga de basquete do mundo, tanto em termos técnicos quanto comerciais.

Mas mesmo em lugares onde estes esportes são adorados por uma base de fãs assíduos, se eles não forem os principais esportes do país, é porque o futebol ocupa este espaço. Mas por que isso acontece? Simples: o futebol pode ser jogado em qualquer lugar, com poucas coisas. Lembram quando falamos que crianças só precisam de dois pares de chinelo e uma garrafa pet para ter uma partida de futebol, ainda que de forma lúdica? Então, nenhum outro esporte permite isso, seja de forma lúdica ou funcional.

O futebol americano depende de uma “bola” oval e situações de estratégia. Claro, pode ser jogado de forma lúdica até certo ponto, mas é raro ver crianças brincando de futebol americano em um espaço que não seja amplo e, principalmente, sem a bola oval.

O basquete tem um pouco deste poder lúdico, já que você pode substituir as cestas por latas de lixo, mas sem uma bola que quica e com uma sesta abaixo da sua cintura, é difícil achar muita graça na experiência.

O hóquei no gelo precisa de, bem, gelo. E tacos. E um “puck”, que é a única coisa substituível nessa situação, e por literalmente qualquer coisa, de uma bola a uma lata de refrigerante amassada. Mas sem o gelo, patins e tacos, a coisa não anda.

Por fim, o beisebol é o esporte mais difícil de ser replicado de forma lúdica. Ele precisa de um campo bastante amplo e principalmente, tacos. Se o taco específico do beisebol, é impossível jogar beisebol. A bola até pode ser substituída por outra, como uma de tênis, como fazem no softball, uma versão mais tranquila do beisebol, mas, mesmo assim, o taco ainda é necessário, além de uma série de jogadores para preencher o campo.

O futebol, por sua vez, não sofre com estes problemas. Qualquer coisa é uma bola, qualquer coisa pode virar um par de traves e você pode jogar em duas pessoas e em qualquer lugar. Outra coisa que colabora é a compreensão de regras. No futebol americano, o aprendizado pode ser complicado na questão de jardas ou de faltas, assim como na pontuação. Quem vê futebol americano pela primeira vez se pergunta por que aqueles homens se batem tanto sem que o juiz não expulse ninguém e o que acontece em cada jogada. O mesmo pode acontecer no beisebol, com o telespectador se perguntando por que o jogador que rebate foi eliminado ou como são marcados pontos, ou o que são as “entradas”. Já no futebol, as coisas são mais simples, e é esta simplicidade que atrai tanta gente. O objetivo é simples: coloque a bola dentro do gol sem usar as mãos e braços e sem atingir seu adversário antes de atingir a bola. Simples o suficiente para que uma criança veja alguém fazendo e replique, fazendo com que o amor futebol passe de geração para geração com muito mais facilidade, o que faz com que este esporte seja imbatível no coração das pessoas ao redor do mundo, pelo menos onde a cultura de esportes americanos não é tão forte.

 

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