O esporte não seria a mesma coisa sem as rivalidades e estes dois tiveram uma durante quase duas décadas. Eles são os dois melhores de todos os tempos e, mesmo rivais, Brady e Manning revelaram há alguns meses que sempre foram amigos próximos, mesmo durante anos de briga pelo mesmo objetivo, cada um com seu time. Até chegaram a treinar juntos em algumas ocasiões na offseason.

E se a discussão subjetiva de quem foi melhor nunca terminará, o número de títulos não mente. Brady venceu o Super Bowl 6 vezes, enquanto Manning conseguiu apenas 2 aneis. No entanto, Peyton é o único quarterback da história a conseguir o tão sonhado título por dois times diferentes, algo que Brady finalmente tentará este ano.

Só que nós sabemos que há muito mais por trás de um título, ou dois, ou seis, do que um único jogador. Então a pergunta da vez é: se Manning jogasse pelos Patriots e Brady nos Colts, mantendo todo o resto das franquias, será que os resultados seriam os mesmos para eles? Ou suas franquias manteriam as conquistas?

Uma coisa que Brady teve durante toda a sua carreira foi estabilidade na comissão técnica. Em setembro de 2020 será a primeira vez que Brady entrará em campo por outro time e outro técnico em sua carreira. Até aqui, ele só jogou com Bill Belichick, treinador dos Patriots desde 2000. Manning, por sua vez, teve 3 treinadores diferentes em seu período em Indianápolis e mais uma dupla em Denver, e nenhum deles tão bom quanto Belichick. Então, qual seria o impacto nas carreiras dos dois se os lugares fossem trocados? Vamos tentar imaginar.

Manning entrou na NFL em 1998, com a primeira escolha do draft usada pelos Colts. Mas vamos reescrever a história a partir deste momento.

Os Patriots, até então uma franquia insignificante e quase falida na NFL, tinha Drew Bledsoe como seu QB titular desde 1993. Mas o sucesso ainda passava longe de New England. Após 5 temporadas em New England com melhoras tímidas em sua performance, os Patriots viram em Manning a chance de ter um quarterback de franquia com espírito vencedor. Os Patriots, então, enviam Bledsoe e mais 2 escolhas de primeira rodada em 1999 e 2000 para ter a primeira escolha geral de 1998. Os Colts, que precisavam de um quarterback e ficaram com pé frio sobre apostar em um calouro para resolver os problemas da franquia, aceitam o negócio e Peyton Manning é escolhido pelos Patriots que, assim como Bledsoe, chegou com a pressão de ser a primeira escolha geral.

Ainda com Pete Carroll como seu treinador, os Patriots colocam Manning para jogar como titular, já que o reserva Scott Zolak era um veterano de 30 anos que nunca tinha tido sucesso na liga e Manning era muito mais talentoso.

O primeiro ano de Manning com a camisa 18 dos Patriots é um desastre em termos de interceptações, terminando o ano com 28, duas a mais do que seu número em touchdowns. Mas ele também teve momentos de brilhantismo, como na vitória sobre os Colts na semana 2, quando Manning lançou para 3 touchdowns e 240 jardas em sua partida mais segura em todo o ano. No fim do ano, um número sólido de 3739 jardas em uma nota de QB de 71.2, mostrando muito potencial.

Em seu segundo ano, seu potencial começou a se realizar em uma temporada mágica, ainda sob Pete Carroll, com 26 touchdonws, 15 interceptações, 4135 jardas e o melhor rating da liga, com 90.7. Os Patriots já tinham a certeza de que tinham encontrado seu quarterback para pelo menos os próximos 10 anos.

Mas faltava algo. Faltava um título. E para se ganhar um título na NFL, é necessário muito mais do que um super QB. Os Pats mandaram embora Pete Carroll após mais um ano em que a equipe ficou na fila e algumas decisões do treinador ofuscaram a performance magistral de um quarterback ainda jovem. Para seu lugar, Robert Kraft, dono da franquia de Boston, trouxe um velho conhecido, o ex-coordenador defensivo Bill Belichick, que estava nos rivais do New York Jets.

Enquanto isso, os Colts começavam a pensar em um futuro sem Drew Bledsoe, que seguia com performances boas, mas nada além disso. E o time de Indiana tinha ainda uma escolha de primeira rodada a mais em 2000, fruto da troca de Manning por Bledsoe. Com duas escolhas entre as 16 primeiras escolhas, os Colts usaram sua primeira escolha em Chad Pennington, quarterback da universidade de Marshall. Já nas rodadas finais do Draft, Tom Brady é escolhido pelo New York Jets para ser o reserva de Vinny Testaverde, já com 37 anos. Brady, no entanto, não ficaria muito tempo em Nova York. Após apenas um ano, ele é cortado e os Colts o pegam na Free Agency para ser apenas o 3º reserva de Bledsoe.

Durante a temporada de 2001, Bledsoe sofre uma série lesão e vê sua temporada se encerrar logo no início e Chad Pennington assume a posição contra o New England Patriots de Peyton Manning, que consegue uma vitória avassaladora por 44 a 13. Pennington sofreu 3 interceptações, um indicador de uma performance terrível.

Então, veio uma derrota para os Raiders e, novamentem uma derrota para os Patriots, desta vez em Indianápolis, por 38 a 17. Os fãs pediam a contratação de um veterano para a posição de quarterback e o técnico Jim Mora resolveu apostas em Brady para os próximos jogos. Brady jogou muito bem nas vitórias contra Chiefs e Bills e garantiu a vaga de uma torcida exigente, mas paciente com um jovem que havia sido escolhido no fim do draft e surpreendeu a todos. No fim do ano, uma temporada fraca no geral, com 6 vitórias e 10 derrotas, mas Brady ganhou a confiança da diretoria para mais um ano, já que Bledsoe foi liberado de seu contrato e acabou indo parar nos Bills e Pennington decepcionou quando teve a chance.

Enquanto isso, Manning brilhava em New England. Com números novamente expressivos na temporada regular, o camisa 18 mostrava uma sinergia quase natural com a mente estrategista de Belichick. Com 11 vitórias e 5 derrotas, Manning foi o principal responsável pela volta dos Pats aos playoffs pela primeira vez desde que ele havia sido draftado.

Nos playoffs, Manning comandou as vitórias contra Oakland e Pittsburgh para levar os Patriots aos Super Bowl pela 3ª vez na história da franquia. O título, no entanto, escapou literalmente por entre os dedos de Manning, que sofreu um fumble na última campanha do time e não conseguiu virar o jogo contra os Rams de Kurt Warner e Marshall Faulk. Esta era a primeira grande decepção da carreira de Manning.

Em 2002, Manning teve mais uma temporada com mais de 4000 jardas lançadas, a 4ª seguida, mas os problemas defensivos de New England impediam a equipe de ir mais longe e o time ficou em segundo lugar na divisão, perdendo o lugar na pós-temporada para os Jets. Em Indiana, Brady começava sua parceria mais longeva com um treinador, após Jim Irsay contratar Tony Dungy, um treinador com uma mentalidade muito mais ofensiva do que seu antecessor. Sob o comando de Dungy, Brady floresceu e comandou os Colts em 10 vitórias dos 16 jogos da temporada. Na pós temporada, no entanto, uma derrota histórica para os Jets por 41 a 0 no wild card fizeram os torcedores de Nova York terem certeza de que o time tinha tomado a decisão certa em liberar Brady.

Em 2003, no entanto, a sorte finalmente virou em New England. Manning comandou uma temporada praticamente perfeita em que o time perdeu apenas duas partidas e Manning lançou para 4200 jardas, 29 TDs e apenas 10 interceptações, seu melhor número até então. Já em Indianápolis, Brady teve sua segunda grande temporada individual, com 3620 jardas, 23 TDs e 12 interceptações.

Brady e Manning se encontram, então, para seu primeiro confronto em pós-temporada, no jogo do título da AFC. Em uma partida muito disputada, a defesa de New England, comandada diretamente por Belichick, finalmente apareceu e segurou Brady a apenas 14 pontos e os Patriots foram ao Super Bowl ao marcarem 24 vezes. Era o segundo Super Bowl de Manning, agora um jogador bem mais experiente. Na final contra os Panthers, Peyton Manning finalmente mostrou ao mundo seu real talento e destruiu a defesa de Carolina com 4 TDs, 345 jardas passadas, nenhuma interceptação e um prêmio de MVP ao fim da partida, vencida por 31 a 20. Manning finalmente vencia seu primeiro Super Bowl.

Em 2004, Manning estava pegando fogo, mantendo o nível do ano anterior. Ele finalizou a temporada com 49 touchdowns, algo impensável para um QB até aquele momento e mais uma vez levou os Patriots ao Super Bowl, vencendo Pittsburgh na final por 24 a 21 em mais um show de Manning e da defesa de Belichick, que apareceu em momentos decisivos para segurar Ben Roethlisberger. Brady, por sua vez, mais uma vez girou nas 3600 jardas áreas, com 28 TDs e 14 INTs, suficiente para levar o time à pós-temporada, onde a equipe venceu os Broncos no wild card mas caiu para os eventuais campeões dos Pats na rodada de divisão, em uma derrota por 20 a 3 em que Brady foi interceptado 4 vezes e lançou para apenas 115 jardas.

Em 2005, Brady teve um ano muito superior ao anterior, pela primeira vez passando das 4 mil jardas, dando uma amostra de que finalmente estava evoluindo. Porém, mesmo após uma campanha com 14 vitórias e 2 derrotas, o time parou no Pittsburgh Steelers no round divisional. Já Manning não lançou para mais de 4 mil jardas pela primeira vez em 6 anos, mas ainda assim comandou os Pats a uma campanha de 10 vitórias e mais uma ida aos playoffs. Desta vez, no entanto, a campanha acabou de forma amarga, no round divisional contra os Broncos de Jake Plummer, que perderiam a final da AFC para os eventuais campeões dos Steelers.

Em 2006, as coisas começariam a mudar um pouco em Indianápolis. A torcida começava a perder a paciência com Tom Brady e Tony Dungy, que faziam boas temporadas regulares, mas falhavam nos playoffs. Já na temporada regular, o time venceu o New England Patriots em um verdadeiro show de quarterbacks, com Brady levando a melhor. Manning também teve um bom ano, registrando 31 TDs e apenas 9 INTs, o que viria a ser o menor número em toda a sua carreira. Na pós-temporada, os times se encontraram novamente na final da AFC e Brady finalmente venceu seu algoz em um jogo de pós-temporada, por 38 a 34, em mais uma partida épica dos dois QBs. No Super Bowl, Tom Brady comandou uma vitória sobre o Chicago Bears e venceu seu primeiro título na NFL.

Em 2007, veio um dos anos mais mágicos da carreira de Manning. Com 50 touchdowns, ele estabeleceu um novo recorde na liga e comandou uma campanha invicta na temporada regular, algo que não acontecia desde 1972 com o Miami Dolphins. Brady e Belichick estavam em total sintonia e provavelmente nada podia pará-los. Já em Indianápolis, Brady tinha mais uma boa temporada, levando o time a 13 vitórias em 16 jogos, mas mais uma vez a equipe patinou no primeiro jogo de pós-temporada e caiu para o San Diego Chargers. Voltando para New England, Manning comandou vitórias contra Jacksonville e San Diego para chegar ao Super Bowl.

E que Super Bowl.

Do outro lado estava o New York Giants, que tinha ninguém menos que Eli Manning, irmão de Peyton, como seu quarterback. Foi a primeira vez que irmãos se encontravam em lados opostos do campo na final. Enquanto Peyton era conhecido por seu talento, Eli era visto como um QB menos talentoso, mas muito mais aguerrido do que Peyton.

O jogo teve todos os altos e baixos de ambos os irmãos, com as defesas fazendo jogadas providenciais e segurando o placar do jogo em menos de 30 pontos somados até o seu final. No entanto, com 1 minuto e 34 segundos para o fim e com os Giants na frente por 14 a 10, Ahmad Bradshaw sofreu um fumble na linha de 34 jardas do campo de ataque e os Patriots teriam a bola para mais um ataque, precisando de um touchdown para vencer o jogo. Peyton Manning liderou uma campanha relâmpago que terminou com um passe para touchdown de Randy Moss a 8 segundos do fim. Peyton vencia seu terceiro Super Bowl na carreira e começava a entrar na conversa sobre o melhor de todos os tempos junto com Joe Montana, Johnny Unitas e Dan Marino. E tudo isso após uma campanha invicta, repetindo o feito dos Dolphins de 1972 por completo.

Em 2008, no entanto, a coisa não bem em New England. Apesar da boa temporada, com 11-5 no geral, o time não conseguiu se classificar para os playoffs, ficando na 7ª posição da conferência americana. Já Brady viu uma situação ainda pior. Ao sofrer uma lesão no primeiro jogo da temporada que o tirou do resto do ano, os Colts conseguiram uma vaga no wild card, mas acabaram derrotados mais uma vez por San Diego no primeiro jogo, com Matt Cassell decepcionando como substituto de Brady.

Seguindo para 2009, Manning conduziu os Patriots a mais uma pós-temporada após uma campanha de 10-6 e com números individuais novamente beirando o espetacular, com 4500 jardas. No entanto, a equipe perdeu logo na primeira partida dos playoffs para os Ravens. Em Idiana, Brady quase conseguiu uma temporada invicta, levando o time a 14 vitórias e uma classificação antecipada para a rodada divisional, onde a equipe venceu os Ravens por 20 a 3.

Então, veio o início da consagração de Brady. Na final da AFC, o adversário era o Jets. As provocações dos torcedores de seu ex-time não pararam durante toda a semana que antecedeu o jogo. Mesmo que o time alviverde de Nova York também não estivesse ganhando qualquer coisa, isso parecia que acabaria agora.

Mas quem tem Tom Brady certamente leva vantagem sobre quem conta com Mark Sanchez como seu quarterback titular. Brady deu um show com 4 touchdowns e comandou a vitória por 31 a 17 sobre os Jets, calando os torcedores rivais.

Mas no Super Bowl, o embate seria com alguém muito melhor do que Sanchez. Drew Brees era o responsável por revitalizar os espíritos de Nova Orleans, assolada pela destruição do furacão Katrina. Um título para os Saints era a cereja no bolo da recuperação de uma crise humanitária.

Na final, Brady e Brees tiveram grandes atuações. No começo do último quarto, os Colts lideravam o placar por 17 a 16. Brees continuava empurrando os Saints ao ataque enquanto Duny quebrava a cabeça para ver como segurar o camisa 9. Brady conduziu um drive até a linha de 33 jardas de Nova Orleans, mas Stover errou o chute que colocaria os Colts 4 pontos à frente e ainda deu uma boa posição de campo para a nova campanha dos Saints. Brees então conduziu o time preto e dourado a mais um touchdown. E para não correr risco de um touchdown vencedor dos Colts, Brees tentou a conversão de 2 pontos, mas falhou em um passe incompleto.

Com a partida em 22 a 17 para os Saints, Brady tinha pouco mais de 3 minutos para conseguir a virada. Em uma campanha relâmpago, o camisa 12 conduziu os Colts em um drive relâmpago com a ajuda de Reggie Wayne e Pierre Garçon. Brady seguia firme na condução do drive quando, em um passe em profundidade para Reggie Wayne, Tracy Porter quase conseguiu uma interceptação. A bola bateu em suas mãos, mas ele não a agarrou. Ela pipocou e caiu no colo de Dallas Clark, que levou a bola até a linha de 6 jardas dos Saints. Com algum tempo no relógio, Brady e Dungy decidem correr com Joseph Addai para gastar relógio. Addai entra na endzone faltando apenas um minuto para o fim do jogo e com os Saints sem mais pedidos de tempo. Na campanha decisiva, a dupla infernal da defesa dos Colts, Robert Mathis e Dwight Freeney pressionou Brees com grande força até que, faltando apenas 15 segundos e com os Saints na linha de 32 jardas dos colts, Mathis conseguiu forçar um fumble, recuperado por Freeney, que sacramentou mais um título de Super Bowl em Indianápolis.

O título no Super Bowl foi a última partida de Tony Dungy que decidia se aposentar como treinador. Para seu lugar, os Colts trouxeram Jim Caldwell. Mas sob o comando de Caldwell, Brady e os Colts não tiveram tanto sucesso em 2009, caindo logo na primeira partida da pós-temporada.

Em Boston, Manning, fazia grande campanha, mas acabava caindo para os Jets na rodada divisional em jogo que Manning acabou jogando mal por conta de uma lesão no pescoço que o deixaria de fora de toda a temporada de 2011.

Brady, por sua vez, jogou a temporada de 2011 sem seu maior rival na divisão e em toda a liga e isso abriu caminho para que ele fosse ao Super Bowl mais uma vez, depois de uma ótima temporada regular com 13 vitórias. Só que se não tinha Peyton pelo caminho, Brady teria que lidar com seu irmão Eli, ainda quarterback dos Giants.

No Super Bowl, um jogo tenso com ambas as defesas segurando bem os ataques. Com apenas 1 minuto e 23 segundos no relógio, Ahmad Bradshaw, vilão do jogo contra os Patriots anos antes não falhou desta vez e anotou um touchdown até fácil, colocando o jogo nas mãos dos Colts com o placar marcando 21 a 17 Giants. Brady teria pouco mais de um minuto para fazer o touchdown, mas acabou interceptado e o jogo terminou com o time de Nova York ajoelhando na bola para se sagrar campeão.

Em 2012, Manning voltou ao New England Patriots após perder o ano anterior inteiro por lesão. Mesmo com todas as dúvidas sobre sua saúde e sua capacidade de jogar em alto nível, Belichick apostou em seu veterano e usou sua escolha de primeira rodada para draftar Andrew Luck, tido como substituto natural de Manning e que muitos consideravam pronto para ser titular na NFL.

Mas Manning mostrou que ainda tinha gasolina no tanque e fez uma temporada incrível com mais de 4600 jardas e 37 touchdowns, levando New England a 12 vitórias e mais uma pós-temporada. Em Indiana, por outro lado, Brady amargava mais uma mudança de treinador, com a saída de Jim Caldwell após o Super Bowl. Em seu lugar entrava Chuck Pagano.

Tanto Manning quanto Brady foram à pós-temporada e perderam para os Ravens, que acabariam aquele ano como campeões sobre San Francisco.

Em 2013, Manning teve seu ano mais brilhante. Com 5477 jardas áreas e 55 touchdowns em 16 jogos, ele quebrou ambos os recordes, além de uma série de outros durante o ano. Brady também fez um bom ano, mas com números bem mais modestos. Na pós-temporada, eles se encontraram novamente na final da AFC, com Manning levando a melhor mais uma vez sobre Brady por 26 a 16. Porém, o Super Bowl guardava para Manning o ponto mais baixo de sua carreira.

Surpreendido pela forte defesa do Seattle Seahawks, os Patriots perderam a partida por uma lavada de 43 a 8, com Manning tendo uma partida horrível para acabar com sua temporada de números individuais praticamente insuperáveis.

Só que o destino é uma coisa engraçada. No ano seguinte, após uma temporada um pouco mais modesta, Manning conseguiu levar os Pats de volta ao Super Bowl, novamente passando pelos Colts na final da AFC e mais uma vez encarando Seattle no grande jogo. E desta vez, Manning e Belichick levaram a melhor sobre Russell Wilson e Pete Carroll, em uma jogada que entrou para a história como a pior chamada de todos os tempos, quando Carroll decidiu tentar um passe na linha de uma jarda, precisando de um touchdown e com Marshawn Lynch, o melhor corredor da liga, alinhado atrás de Wilson, com apenas segundos no relógio. A interceptação de Malcolm Butler acabou com o sonho do bicampeonato em Seattle e rendeu a Manning seu 4º anel de Super Bowl, se igualando a Terry Bradshaw e Joe Montana.

Em 2015, Manning sofreu uma lesão no início da temporada e viu Luck ser o principal responsável pela condução dos Pats à pós-temporada. Recuperado de lesão apenas na semana do primeiro jogo da pós temporada, Manning recuperou a posição em decisão de Belichick. E a decisão se provou acertada, com Manning e a defesa de New England passando pelos Broncos na final da AFC e vencendo o Carolina Panthers por 24 a 10 no Super Bowl, fazendo deste o 5º título de Manning e Belichick juntos.

Semanas após o jogo, Manning anunciou sua aposentadoria dos campos, abrindo caminho para Andrew Luck ser o novo titular em New England.

Enquanto isso, Brady, seguiu fazendo boas temporadas, mas esbarrando em lesões e em decisões erradas de Chuck Pagano, que falhou em montar uma linha ofensiva que pudesse proteger seu principal jogador, resultando na maior parte das lesões sofridas pelo camisa 12. Após seguidas tentativas frustradas de título entre 2010 e 2017, Brady decide se aposentar aos 40 anos e com dois títulos em seu currículo.

Quem sofreu nesta versão da história, além de Brady, foram Eli Manning, que venceu apenas uma vez o Super Bowl, e Drew Brees, que acabou ficando sem títulos com os Saints.

 

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