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Libertadores: relembre as finais disputadas entre times do mesmo país

21 Jan | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Libertadores: relembre as finais disputadas entre times do mesmo país

Santos x Palmeiras é a quarta decisão de Copa Libertadores entre clubes do mesmo país; relembre como foram os outros jogos

A decisão da Copa Libertadores 2020, no Estádio do Maracanã, entre Palmeiras e Santos, é a quarta final disputada por clubes do mesmo país. Conhecida pelo equilíbrio dos times e pelas torcidas apaixonadas, a competição reservou poucos encontros valendo a taça entre duas agremiações da mesma confederação.

Se ver Peixe e Verdão na mesma final é algo relativamente raro para a história do torneio, os times paulistas também quebraram um recorde: nunca, em nenhuma outra edição, as duas melhores campanhas da fase de grupos chegaram à decisão. Aliás, até 2013, quando o Atlético-MG levou o título, terminar com a maior pontuação na primeira fase não era considerado tão bom assim — justamente pelo retrospecto negativo no mata-mata.

Além do Galo, o River Plate (1996) e o Atlético Nacional (2016) foram os outros times que levaram a taça depois de liderar a primeira fase.

Palmeiras e Santos, que terminaram com 16 pontos cada após os seis jogos em seus grupos, foram os melhores. O Alviverde, se somarmos a pontuação dos duelos do mata-mata, chega ao Maracanã com 29 pontos. O Santos, por outro lado, tem 27.

A final ganha ainda mais emoção por ser disputada em jogo único. É a segunda vez que o torneio é jogado neste formato. Ou seja, as outras finais entre clubes do mesmo país foram realizadas com ida e volta.

Relembre, abaixo, as decisões da Libertadores entre duas equipes do mesmo país.

São Paulo x Atlético-PR – 2005

Se hoje o time paranaense já mudou de nome (chama-se Athletico Paranaense), em 2005, quando chegou pela primeira e única vez à final da Libertadores, não havia H na grafia. Àquela época, diferentemente de hoje, o clube vivia o auge esportivo — ainda que nos tempos atuais consiga fazer frente aos grandes e vencer campeonatos importantes, como a Copa do Brasil.

Por ter a melhor campanha, o temido São Paulo decidiria em casa. A partida de ida, que teoricamente seria realizada no Paraná, foi polêmica antes mesmo de a bola rolar. Tudo começou pelo motivo de que a Arena da Baixada não atendia os pré-requisitos da Conmebol para uma decisão: a entidade pede estádio com capacidade para no mínimo 40 mil. Naquele ano, a casa do Furacão comportava 24 mil pessoas.

O Atlético (nome usado à época) correu e fez de tudo para reformar uma parte da Arena e ampliar o número de lugares. As obras deixaram o local pronto para receber 41.327 pessoas, mas a entidade sul-americana não levou em consideração o pedido, feito por meio da CBF, e confirmou o duelo para o Beira-Rio, no Rio Grande do Sul, casa do Internacional.

“Antecipamos a conclusão das arquibancadas em um dia. O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Polícia Militar iriam vistoriar as obras nesta terça-feira [um dia antes do jogo], mas conseguimos a antecipação desta vistoria e todos os órgãos deram o ok. O estádio do Atlético-PR tem condições de receber o jogo”, disse Onaireves Moura, presidente da Federação Paranaense em 2005.

A diretoria do Furacão ficou furiosa, mas nada mais pôde fazer. Em campo, Aloísio Chulapa fez para os mandantes, ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Durval (contra) deixou tudo igual para o retorno, no Morumbi.

Com casa cheia e tradição na Libertadores, o São Paulo era favorito na prévia do confronto. E o Tricolor fez valer (e muito) o peso da camisa: não tomou conhecimento do adversário brasileiro, venceu por 4 a 0 e fez uma bonita festa pelo tricampeonato. Amoroso, Fabão, Luizão (que se despedia do clube) e Diego Tardelli foram às redes.

Um lance capital, no entanto, poderia ter dado outro desfecho à final: nos acréscimos do primeiro tempo, quando o São Paulo ainda vencia por 1 a 0, Fabrício perdeu um pênalti (acertou a trave de Rogério Ceni) e desperdiçou a chance de ir para o intervalo com a igualdade.

Internacional x São Paulo – 2006

Campeão mundial, tricampeão da Libertadores, finalista pelo segundo ano consecutivo do torneio. O São Paulo tinha o moral elevadíssimo para a decisão de 2006, em que poderia disparar como o clube brasileiro mais vitorioso do campeonato.

Só que havia um Internacional cascudo no caminho. Dono de uma campanha melhor em relação a do rival na disputa pelo título, o Colorado tinha a vantagem de decidir em casa, mas já dificultou para o São Paulo no Morumbi lotado. Rafael Sobis, então um garoto que surgia para o futebol brasileiro, simplesmente brilhou: fez dois gols, abriu um 2 a 0 improvável e liderou uma vitória dos visitantes fora de casa. Edcarlos descontou e manteve os paulistas minimamente vivos.

Na grande decisão, no Beira-Rio, o Inter não diminuiu o volume, em clima de “já ganhou”. Abriu 1 a 0 depois de falha histórica de Rogério Ceni, ainda no primeiro tempo, com Fernandão. Fabão, na volta do intervalo, empatou. Tinga recolocou os mandantes na frente e Lenílson, faltando cinco minutos para o final do jogo, igualou. Como tinha vencido a primeira, a equipe de Abelão ficou com a taça.

Depois desta edição da Libertadores, vale lembrar, a Conmebol mudou o regulamento e colocou uma observação que se houvesse dois times do mesmo país na semifinal, mesmo que em chaves distintas, eles se enfrentariam. A medida era para evitar que o torneio se tornasse “verde e amarelo”. Recentemente, porém, a regra foi extinta.

River Plate x Boca Juniors – 2018

A terceira final entre dois times do mesmo país reservou espaço para o maior clássico sul-americano: Boca Juniors contra River Plate. O primeiro jogo, na Bombonera, já deu indícios de que não seria uma final normal. Um dilúvio alagou o estádio e a decisão foi adiada em um dia. Em campo, quando a bola pôde rolar, guerra. Ábila abriu o placar para o Boca, mas Lucas Pratto igualou dois minutos depois. Benedetto recolocou os mandantes em vantagem, mas Izquierdoz (contra) deixou tudo igual: 2 a 2.

A grande decisão, que tinha tudo para ser um dos maiores espetáculos da história do clássico, acabou manchada por um ataque ao ônibus do Boca. A partida foi cancelada, por conta da falta de segurança, e a Conmebol encontrou uma saída improvável, porém marcante. O jogo foi parar no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, na Espanha.

Em gramado “neutro”, deu o melhor time dos dois naquele momento. Depois de um empate no tempo normal (1 a 1) – na final não há o critério de gol fora –, o River sobrou na prorrogação. Fez o primeiro com Quintero, um golaço de fora da área, e decretou o título em cima do maior rival com um 3 a 1. O terceiro tento foi anotado por Pity Martínez.

Agora chegou a vez de Palmeiras e Santos! Será a quarta decisão entre clubes do mesmo país! Quem leva a melhor no Maracanã: o time de Marinho ou de Weverton? É decisão! Faça suas apostas na Copa Libertadores!

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