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Grandes esquadrões do futebol: São Paulo 2005-2008

18 May | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Grandes esquadrões do futebol: São Paulo 2005-2008

O tricolor paulista viveu épocas gloriosas, mas poucas foram tão marcantes quanto esses 4 anos incríveis

O torcedor são-paulino lembra bem desta época. O início foi turbulento. Após anos sem participar de uma Libertadores, a equipe, então comandada pelo chileno Rojas, conseguiu se classificar para a competição sul-americana pelo Brasileirão de 2003, graças a uma excelente temporada de Luís Fabiano. Era em 2004 que começava a ser montado o esquadrão do São Paulo que marcou época entre 2005 e 2008.

Em 2004, o time se reformulou e uma baciada de jogadores do Goiás foi contratada, junto com o treinador, Cuca. Chegaram ao clube alguns nomes que nem o torcedor mais otimista imaginaria que ficariam marcados na história do clube. Danilo, Josué, Fabão e Grafite deixaram o Esmeraldino junto com o treinador e foram para o Morumbi. Mas eles não foram os únicos contratados naquele ano. Além deles, Rodrigo, zagueiro da Ponte Preta, Cicinho, do Atlético Mineiro, César Sampaio, que estava no futebol japonês chegaram no início da temporada. No meio do ano, a adição do lateral esquerdo Júnior fechou o elenco.

O primeiro semestre do São Paulo foi conturbado, mas promissor. O clube foi eliminado no Paulistão em março, nas quartas-de-final, pelo São Caetano, após uma primeira fase invicta, com 8 vitórias em 9 jogos. Porém, a grande dor do ano ainda estava por vir. Na Libertadores, a equipe fazia uma excelente temporada, vencendo 5 dos 6 jogos da primeira fase, eliminando o Rosario Central nas oitavas e o Deportivo Táchira nas quartas. Porém, na semifinal que todos achavam que seria fácil, contra um adversário inexpressivo, veio a surpresa. Um empate sem gols no Morumbi e uma derrota na Colômbia fizeram o tricolor ser eliminado pelo eventual campeão daquele ano, o Once Caldas.

Com a eliminação surpreendente, o São Paulo voltou suas atenções ao brasileirão, onde a situação ainda era razoável, mas piorou muito logo na sequência da eliminação na Libertadores, com derrotas para Paysandu e Palmeiras. O time começou a oscilar e caiu na tabela. Para se ter uma ideia, durante agosto e setembro, foram 14 partidas, com 5 derrotas, 4 empates e 5 vitórias. A gota d’água foi a derrota para o Coritiba, em casa, na 28ª rodada, que resultou na demissão de Cuca. Para seu lugar, foi contratado Emerson Leão.

E o novo treinador deu jeito na equipe. Sob seu comando, a equipe subiu muito de produção no nacional. Foram apenas 3 derrotas 4 empates nos últimos 18 jogos da equipe, o que resultou em uma terceira colocação no Brasileirão e uma nova vaga na Libertadores em 2005.

No ano seguinte, a maior parte dos jogadores da campanha elogiável de 2004 permaneceu na equipe. Um jogador, porém, passou a ter mais espaço. Ele estava na equipe desde 2003, contratado como um pedido específico do então presidente do clube, Marcelo Portugal Gouvêa. Um zagueiro uruguaio que atende por Diego Lugano, mas que na época era conhecido como “o zagueiro do presidente”. Contratado sem respaldo dos treinadores em 2003 e preterido por Cuca em 2004, ele ganhou a confiança de Leão e da torcida ainda no Paulistão de 2005.

De novas caras em janeiro, apenas Richarlyson, o que mostrava que a equipe tinha a confiança da diretoria tricolor. E começou a temporada, com o tricolor conquistando logo o campeonato paulista, com a última partida disputada em 17 de abril, sacramentando o título com apenas 2 derrotas em 19 jogos, nenhuma delas em clássicos.

Mas para a Copa Libertadores, abril ainda era a primeira fase do torneio e o São Paulo sentiu que precisaria de ajuda. Por isso, foi buscar alguns jogadores de grande renome. Os atacantes Luizão e Amoroso, se juntaram ao elenco e foram fundamentais na campanha da Libertadores. Juntos, marcaram 7 gols na Libertadores e formaram a dupla de ataque do tricolor nas finais contra o Atlético Paranaense. Após um empate em 1 a 1 no Paraná, o São Paulo dominou o jogo no Morumbi, fez 4 a 0 sem qualquer dificuldade e venceu os paranaenses para conquistar a América pela terceira vez. Os grandes nomes da conquista? Rogério Ceni, que além de pegar tudo, fez 5 gols no torneio, Luizão, outro que fez 5 gols no campeonato, Amoroso, o craque do time, Danilo, que participou de todos os gols da campanha do time na Libertadores, e Lugano, líder da zaga que montou junto com Fabão e Alex Bruno, além dos laterais Júnior e Cicinho.

Após a final da Libertadores, duas saídas colocaram o mundial de clubes do tricolor em xeque. O técnico Emerson Leão deixou a equipe, assim como o atacante Luizão. Para o lugar deles, chegaram Paulo Autuori e Aloísio.

O restante do ano no Morumbi foi focado no mundial de clubes, o que fez com que a equipe terminasse o Brasileirão na 11ª posição. Chegado dezembro, o tricolor viajou ao Japão para tentar o tri-mundial. No primeiro jogo, um adversário que quase surpreendeu. O Al Ittihad, da Arábia Saudita, fez o time brasileiro suar muito para vencer por 3 a 2 e garantir uma vaga na final.

Do outro lado, na final, estava o Liverpool, que chegava àquele jogo sem sofrer gols nas últimas 12 partidas na temporada europeia. Liderados por Steven Gerrard, Pepe Reina, Sammi Hyppia, Luís Garcia e Fernando Morientes, os Reds chegavam como francos favoritos ao jogo em Yokohama.

Porém, tabus foram feitos para serem quebrados. Em um jogo tenso do começo ao fim, o São Paulo venceu o time inglês por 1 a 0, em gol marcado por Mineiro, em passe de Aloísio. O Liverpool teve 3 gols anulados, todos corretamente e por questão de centímetros. Mas o grande destaque do jogo foi o goleiro Rogério Ceni, que teve uma das melhores performances de sua carreira, isso se não for, de fato, a melhor.

O capitão tricolor defendeu praticamente tudo que foi no gol. O que ele não defendeu, foram aqueles 3 gols anulados por impedimento. No fim da partida, ele foi eleito como o melhor jogador do mundial e o São Paulo conquistava o mundo pela terceira vez.

Para a temporada de 2006, o time perdeu peças importantes. As principais delas foram Cicinho, Amoroso e Paulo Autuori. Para seus lugares, chegaram Ilsinho, Alex Dias e Muricy Ramalho. Era o início da montagem do time tricampeão brasileiro.

No Paulistão, um vice-campeonato não abalou a confiança no Morumbi. O objetivo ainda era o quarto título da Libertadores, mas as coisas pareciam mais difíceis naquele ano. Na primeira fase, duas derrotas para o Chivas Guadalajara ligaram o alerta no Morumbi. A vitória nos pênaltis contra o Estudiantes colocou o time em alerta máximo. Mas a vitória na semifinal sobre o algoz da primeira fase, com duas vitórias e nenhum gol sofrido, podem ter tido um efeito negativo no time. Na final, o São Paulo não foi páreo para o Internacional e acabou derrotado no placar agregado por 4 a 3.

Mas engana-se quem pensava que o ano tricolor acabava ali. Quando perdeu a final da Libertadores em agosto, o time já fazia boa campanha no brasileirão, com apenas 3 derrotas em 16 jogos. Depois disso, o time perdeu apenas mais uma vez, no clássico para o Palmeiras e foi campeão brasileiro pela 4 vez em sua história. O título consagrou a forte defesa montada por Muricy Ramalho, que tinha André Dias, Miranda e Fabão à frente de Rogério Ceni. Eles foram os principais nomes da melhor defesa do campeonato, com apenas 32 gols sofridos.

Para o ano seguinte, o conseguiu manter muito de sua estrutura vencedora para o início do ano. Se nomes como Lugano, Danilo e Cicinho já tinham saído ainda em 2006, alguns jogadores da base começavam a subir para o time titular. O zagueiro Breno e o meia Hernanes despontavam como as grandes promessas do futebol brasileiro naquele ano. O time não jogava um futebol vistoso e decepcionou no Paulistão, sendo eliminado na semifinal para o São Caetano e caindo nas oitavas-de-final da Libertadores para o Grêmio.

Mas foi neste ano que o estilo “Muricy Ramalho finalmente foi reconhecido. Seu estilo defensivo, com 3 zagueiros e muita insistência em bolas paradas foi consagrado por uma defesa que sofreu apenas 19 gols em 38 jogos. Nomes como Souza, Jorge Wagner, Leandro Guerreiro, Richarlyson, Alex Silva, Borges e Dagoberto deixaram sua marca na eternidade tricolor naquele ano, juntando-se àqueles que foram importantes na campanha de 2006 e permaneceram no clube.

Em 2008, as mudanças no elenco foram mais profundas e isso acabou refletindo não apenas no estilo de jogo do time, mas nos resultados. Aquele mês de janeiro foi o começo do fim da última era vencedora do São Paulo.

O time perdeu jogadores importantes na conquista nacional de 2007. Breno foi para o Bayern de Munique, Leandro Guerreiro foi para o Verdy Tokyo, Diego Tardelli saiu para o Flamengo, Souza foi para o PSG e Aloísio sairia para o Al Rayyan no meio do ano.

Os jogadores que chegaram não tinham o mesmo nível. Joílson, Jancarlos, Carlos Alberto, Éder, Éder Luís, André Lima e Anderson, além do velho conhecido zagueiro Rodrigo, mostraram que não tinham a mesma qualidade daqueles que deveriam substituir.

Mas um jogador tinha muita qualidade. Adriano Imperador, que atravessava problemas pessoais na Itália, foi contratado para se recuperar no Brasil. Sua passagem pelo tricolor foi curta, mas produtiva. Foram 17 gols em 21 jogos. Mas mesmo com um rendimento tão alto, as polêmicas não deixavam de acompanhá-lo e o time eventualmente desistiu de tentar recuperá-lo e encerrou seu contrato de empréstimo com a Internazionale.

A saída do Imperador fez com que o time tivesse que se reajustar e isso foi alcançado, mesmo após campanhas frustradas no Paulistão e na Libertadores. Porém, no Brasileirão, mesmo não jogando aquele futebol que os torcedores estavam acostumados, o time conseguiu vencer, o título, graças a grandes contribuições de Borges, Hugo e, mais uma vez, uma defesa sólida, composta por André Dias, Miranda e Rodrigo.

No final, se somarmos todas as escalações do time nestes 4 anos, provavelmente chegaríamos nos seguintes 11 iniciais: Rogério Ceni; André Dias, Lugano e Miranda; Mineiro, Hernanes, Cicinho, Júnior e Danilo; Dagoberto e Aloísio. Mas muitos outros grandes jogadores marcaram seus nomes na história do clube durante este período.

 

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