Por que escolhemos o nosso time de coração e não o rival dele, quando ainda estávamos escolhendo? Vamos tentar entender o processo de escolha que nosso coração faz no futebol
Por que você torce para o seu time e não para outro? O que te levou a escolher, por exemplo, o Palmeiras ao invés do Corinthians, ou o Flamengo ao invés do Vasco?
O futebol mexe com o coração de pessoas no mundo inteiro, mas talvez nenhum outro país tenha tanto amor pelo futebol quanto o Brasil. No meio de tantos apaixonados, o brasileiro com certeza se destaca como o povo que mais leva a sério o futebol.
E um dos requisitos para ser considerado um verdadeiro fã de futebol é ter um time favorito, aquele que quando ganha você fica feliz a semana toda e quando perde, não quer nem sair de casa.
Nós acreditamos que cada um tem um motivo, seja uma influência externa ou simplesmente algo que sentimos quando vimos um jogo na TV. Mas precisamos entender as possibilidades. E não deixe de responder nossa pesquisa no fim do texto para sabermos qual é o motivo mais recorrente que leva alguém a escolher o time A sobre o time B ou C.
Meus pais torcem para esse time
Essa é a mais clássica. Futebol é algo tão importante para o brasileiro que ele é passado dos pais para os filhos, de geração em geração. São raras as famílias que não torcem para o mesmo time.
Para um pai louco por futebol, não há dor maior do que ver seu filho vestindo uma camisa do clube rival.
Meus pais torcem para aquele time, então eu torço para esse
Há também os torcedores rebeldes que, em um ato de revolta, escolheram torcer para um time rival só para provocar os pais ou familiares que o sufocaram na pressão para que ele torcesse para o mesmo clube que todos da família.
Isso costuma começar mais como uma revolta, uma maneira de provocar e se divertir, mas quase sempre acaba em amor, pois no meio dessa torcida “do contra”, as pessoas encontram quem torce para o mesmo time e se sentem acolhidas na semelhança.
Eu gostei da camisa
Parece besteira, mas isso é bastante comum. E se formos lembrar que escolhemos nossos times quando éramos crianças, isso faz total sentido.
Pode ser as cores do escudo e da camisa, pode ser o design, mas o que importa é que foi uma questão de estilo que te levou até lá. E quer ver como isso é comum? Pense nos times estrangeiros que você gosta. Com certeza, pelo menos um deles é baseado em alguma combinação de cor ou algo no escudo que chamou sua atenção. Às vezes é o verde e amarelo do uniforme, que te lembra o Brasil, às vezes é um cachorro no escudo que parece com aquele pet que você teve na infância.
Eu gosto da cidade
Essa aqui vale mais para aquele segundo time, normalmente do exterior ou, pelo menos, de outro lugar de onde moramos.
Em uma viagem ou em um período em que você morou em algum lugar diferente, você pegou apreço pela cidade, pela comunidade local e, claro, pelo time da cidade. E esse amor com cara de saudade é mais forte do que imaginamos.
Era o time que eu podia ver quando era criança
Essa é uma opção quase extinta. Para os mais novos, ela não fará sentido algum, mas para que tem 28 anos ou mais, ela é fácil de compreender.
Dependendo de onde você morava quando era criança, a antena da cidade pegava as transmissões da metrópole ou centro mais próximo. Por exemplo: se você morava no interior de Minas Gerais ou no sul da Bahia, a antena da sua cidade provavelmente acabava recebendo transmissões do futebol carioca. Esse é um dos motivos da torcida do Flamengo ser tão grande.
Em tempos sem internet, TV à cabo e globalização, alguns de nós tinham que se apegar ao que tinham nas mãos.
Eu era fã de tal jogador
Essa também criou muitos fãs. Às vezes, vimos um jogador tão bom ou que nos chamou a atenção por algum motivo, que nós passamos a gostar dele e, por consequência, do time que ele joga ou jogava.
Por exemplo: minha avó era fã do Zetti e, por isso, era são paulina. Ela nem ligava muito para futebol, mas gostava do Zetti, talvez porque ela o achasse um ótimo goleiro. Ou talvez porque o achasse bonito. Mas independente do motivo, ela não perdia um jogo do São Paulo na TV.
O perigo aqui é só a pessoa ser muito mais fã do jogador do que do clube e começar a torcer por qualquer time em que aquele jogador for jogar. É raro, mas acontece.
Meu time ganhava tudo
Essa também é batata. Ninguém gosta de perder, mas quando somos crianças, perder dói de um jeito diferente. E como somos crianças, não sabemos lidar com a derrota, então a solução é fugir dela.
Aí, quando estávamos no processo de escolha de um time, alguns de nós deram a sorte (ou azar) de ver uma baita partida de um time na TV ou um título conquistado. Aí pensamos “nossa, que time legal. Eles ganham. Eu vou torcer para eles”.
É uma relação que nasce de uma forma interesseira, mas que 99 entre 100 vezes se tornará em um caso de amor eterno e incondicional, mesmo que o time perca.
E como disse Bob Marley, “na vida, aprendi que você deve sofrer por futebol. Não por amor”.
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