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Sudeste é a região do Brasil com o maior número de nascimento de atletas de Esports

05 Nov | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Sudeste é a região do Brasil com o maior número de nascimento de atletas de Esports

Coletamos dados de centenas de jogadores das principais ligas do país e do mundo para descobrir qual a cidade é o berço dos atletas de CS:GO, LoL, Free Fire e R6. São Paulo levou o título com 38%

O Brasil é um dos países onde a prática de esportes eletrônicos está se tornando cada vez mais popular, atingindo pessoas do norte ao sul. Mas, apesar desse boom de atletas, o estudo sobre esses profissionais e sobre as modalidades de Esports ainda é bem escasso. Por exemplo: quais cidades são os pólos dos jogadores? Qual região mais investe na área?

O nosso time de esports bets, curioso com o crescimento da modalidade que tem sido cada vez mais assunto nas grandes mídias e a fim de montar estudos sobre o assunto, fez uma pesquisa e levantou as regiões do país onde nasceram alguns dos principais nomes dos cenários de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), League of Legends, Rainbow Six: Siege (R6) e Free Fire. Foram coletados dados de 140 profissionais que, além de atuarem nas principais ligas do país, disputam as maiores competições do cenário mundo afora.

Fique por dentro:

    Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO)

    Entre os atletas de Counter-Strike: Global Offensive, a maioria esmagadora nasceu e cresceu no Sudeste, que levou o primeiro lugar com folga em cima das regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. 

    O desfalque nesta modalidade foi a região Norte, não representado por nenhum dos entrevistados.

    Rainbow Six: Siege (R6)

    O cenário é bem parecido quando o assunto são os atletas de Rainbow Six: Siege, que predominantemente nasceram nas regiões Sudeste e Sul. Norte e Centro-Oeste somaram, ao todo, somente seis talentos, enquanto o Nordeste não teve nenhuma representação.

    A predominância das regiões Sudeste e Sul na regionalidade dos atletas de CS:GO e R6 é normal, principalmente se levar em consideração que são dois jogos pagos. No caso do título da Valve, ainda é possível jogar de maneira gratuita, com algumas limitações, o que não acontece no caso do jogo da Ubisoft – é preciso pagar um valor considerável se quiser jogar. 

    League of Legends

    League of Legends seguiu um caminho diferente. A modalidade registrou pelo menos um atleta de cada região do país. Entre os nomes que se destacam no League of Legends, 76,7% nasceu no Sudeste, enquanto os outros 23,3% representam as demais regiões.

    Free Fire

    Entre os atletas de Free Fire, o Sudeste também levou o primeiro lugar, mas com pouca diferença em relação às regiões Norte e Nordeste, que pela primeira vez se sobressaíram em comparação às demais.

    Não à toa, League of Legends e Free Fire são mais populares nas regiões Norte e Nordeste, onde o poder de compra é menor. Os dois jogos são gratuitos e, diferente dos concorrentes, não exigem uma máquina muito potente. O Free Fire é ainda mais democrático por se tratar de um jogo mobile. O battle royale da Garena é um dos jogos mais populares do país e carrega a maior audiência dos eSports em solo brasileiro justamente pelo fácil acesso.

    Por dentro das análises

    Entre as regiões, a que mais formou atletas foi a região Sudeste, com 58% dos representantes. São Paulo, não à toa considerado o polo dos esportes eletrônicos no Brasil, é o berço da maioria dos talentos do país. As regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste, nessa mesma ordem, aparecem representadas por um número bem parecido de atletas (17%, 9%, 8%, 6%, respectivamente). 

    Minas Gerais e Rio de Janeiro dividem o protagonismo com São Paulo no Sudeste, enquanto o Paraná formou mais atletas no Sul. O Amazonas se destaca na região Norte; a Bahia no Nordeste e o Distrito Federal no Centro-Oeste. 

    Há vários fatores que explicam a força da região Sudeste, responsável pela formação do maior número de atletas brasileiros. 

    Infraestrutura é um dos grandes motivos. São Paulo e Rio de Janeiro recebem, há anos, os principais eventos de Esports. Isso significa que, desde cedo, tanto o paulista, quanto o carioca, têm acesso ao cenário competitivo, o que ainda é algo mais restrito às regiões e estados mais bem desenvolvidos. Além disso, também são nesses estados que tecnologias e uma melhor conexão à internet estão mais à disposição da população. 

    O Sul não tem um cenário tão desenvolvido, mas se destaca pela infraestrutura, algo que não favorece tanto a região Norte do país, por exemplo. Apesar disso, a região Norte é  responsável pela formação de grandes nomes, como o tricampeão brasileiro de League of Legends Alexandre “TitaN” e pela organização apelidada de AmazonCripz, que disputa a Série A da Liga Brasileira de Free Fire, a competição de esportes eletrônicos mais popular do país, segundo a Pesquisa Game Brasil 2021. 

    Ou seja: embora carente de infraestrutura, incentivos o Norte tem de sobra. O engajamento da comunidade, aliado ao apoio do governo, faz com que a região se destaque no cenário de eSports. 

    Um exemplo disso é que, recentemente, no dia 18 de outubro, o prefeito de Manaus, David Almeida, sancionou a Lei nº 188/2021, que reconhece os jogos eletrônicos como modalidade esportiva, favorecendo não somente os atletas, mas toda a capital do Amazonas.

    O modelo adotado pelo Norte, onde com “pouco se faz muito”, deve servir de espelho para o Nordeste, por exemplo, que é maior e possui mais estados, mas formou menos atletas. 

    No Nordeste, o foco dos Esports é na Bahia. No estado ocorreu grandes iniciativas, como a holding BDS que, além de fomentar o cenário, tem como objetivo a formação de talentos para atuação nos bastidores, quebrando o paradigma de que os profissionais que atuam nos diversos segmentos dos esportes eletrônicos precisam ter nascido nas regiões mais bem desenvolvidas.

    A região Centro-Oeste é bem desenvolvida, mas formou poucos talentos devido à falta de incentivo – o que tem mudado com o investimento de organizações nacionais como Rensga e TropiCaos, que abraçaram o regionalismo e têm fomentado o cenário.

    O que os atletas dizem

    Renato “nak”, uma das lendas do Counter-Strike, quase desistiu da carreira competitiva na época do CS 1.6. nak foi multicampeão na modalidade vestindo a camisa do MIBR e atualmente faz parte da comissão técnica do time. Depois de muito tempo, ele reflete que “se não morasse em São Paulo, não teria seguido a carreira de jogador profissional, já que as melhores oportunidades estavam na capital”, afirma com exclusividade à Betway.

    Gustavo “yel”, da Bahia, e Bruna “bizinha”, do Rio de Janeiro, também do MIBR,  mudaram-se para São Paulo para poderem começar a construir suas carreiras e abraçar oportunidades que não conseguiriam caso continuassem onde nasceram e cresceram.

    Os Esports estão cada vez mais democráticos, fazendo-se presente em praticamente todo o país. O Sudeste, especialmente São Paulo, tem o seu protagonismo como o polo da modalidade, onde estão as principais equipes, organizações e empresas que fazem o cenário girar, mas as outras regiões e estados do país estão correndo atrás e aos poucos vêm conquistando espaço nessa cena enorme que tem tudo para crescer cada vez mais nos próximos anos. Mesmo que a diferença entre as regiões fique evidente na teoria, a tendência é que fique cada vez menor na prática, principalmente com o surgimento de iniciativas que partem da própria comunidade, que nada mais é do que o reflexo dos esportes eletrônicos.

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    The Insider is an editorial blog for Betway, one of the best betting sites, featuring sporting insight, intelligent comment and informed betting tips for football betting and all other major sports.

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