Com nove edições realizadas, relembre as finais dos Mundiais de LoL de 2011 até 2019
League of Legends (LoL) foi lançado em 2009, porém apenas em 2011 que começaram a realizar o tão consagrado Mundial. Em 9 anos de evento, chegando à 10ª edição em 2020, muitas surpresas, zebras e até atropelos com oponentes sem reação aconteceram nas grandes finais.
Selecionamos algumas das grandes finais memoráveis da história do evento.
2012 – Taipei Assassins 3 x 1 Azubu Frost
O Mundial de 2012 foi marcado pela estreia das equipes orientais no evento e da grande favorita no ano: Azubu Frost. Chegando do circuito coreano de LoL, essa era a equipe favorita ao título pela dominância na região ao longo do ano e mecânica individual de jogadores como Jung “RapidStar” Min-sung e Hong “MadLife” Min-gi.
No entanto, a surpresa foi a equipe taiwanesa Taipei Assassins, que chegou até a grande final e se consagrou campeã. O começo da série melhor de cinco foi com vitória da Azubu Frost, que deixou muitos espectadores pensando que as predições seriam concretizadas, mas a Taipei mostrou uma mentalidade incrível para não se abalar e aplicar uma sequência de três vitórias.
Dos quatro jogos da série, com toda certeza a partida 4 foi a mais memorável, principalmente porque RapidStar, a estrela da Coreia, selecionou a campeã Lux que o deixou tão famoso na região e deixou Orianna de Lau “Toyz” Wai Kin aberta – um verdadeiro chamado para confronto franco.
No entanto, eles esqueceram que o jogo não roda apenas no meio e os outros jogadores da Taipei Assassins conseguiram acabar com a partida, principalmente o atirador Chang “BeBe” Bo-Wei jogando de Ezreal.
2013 – SK Telecom T1 3 x 0 Royal Club
Não tem como falar de final memorável de Mundial sem lembrar do início da era SK Telecom T1, carinhosamente chamada na época de SKT. A grande final foi marcada pelo primeiro embate que resultaria em uma das rivalidades mais marcantes do cenário: Lee “Faker” Sang-hyeok e Jian “Uzi” Zi-Hao.
Faker era considerado o melhor meio do mundo e até foi apelidado de “Unkillable Demon King” (Rei Demônio Invencível, em tradução livre) por seus rivais. Já Uzi era chamado de melhor atirador do mundo, pois era mecanicamente impecável e capaz de garantir a vitória, se o time garantisse os recursos.
No entanto, o hype para a grande final estava em alta e Uzi acabou cedendo à pressão, principalmente porque tinha apenas 16 anos e muito do peso da região caiu sobre seus ombros.
Do outro lado, estava Faker que, também muito jovem (17 anos), deixou o nervosismo de lado e atuou muito bem com sua equipe. A confiança estava tão em alta que ele até escolheu seu famoso Zed logo de primeira escolha no jogo 2 e ainda conseguiu trabalhar na vantagem – algo nada comum no cenário.
2017 – Samsung Galaxy 3 x 0 SK Telecom T1
Histórias de superação são sempre boas de contar e Samsung Galaxy é um dos maiores exemplos que existe na história de League of Legends. No ano de 2016, eles perderam para a SKT de 3 a 2, em um último jogo cheio de detalhes que definiram o grande campeão.
Com as dores de uma derrota, a line-up se manteve para 2017 para buscar a redenção. Com esse objetivo em mente, eles conseguiram chegar até a final e vencer com um sonoro 3 a 0.
Falar desse evento e não mencionar Kang “Ambition” Chan-yong seria um erro, pois o jogador é experiente e era um dos principais nomes da história do LoL, porém marcado por nunca ter sido bem sucedido. Um exemplo disso está na animação do Mundial de 2018, que mostra sempre a trajetória desta vitória e todas suas tentativas e erros.
O grande momento para se lembrar desta série foi a jogada da vitória. No último jogo, Park “Ruler” Jae-hyuk fez uma decisão em breves segundos que foi muito recompensada: utilizou do Flash para acertar Faker na única janela minúscula que encontrou. O sucesso dessa jogada foi tão importante para o título, pois Faker era quem segurava a última esperança dessa série com a Karma, que ganhou o título de jogador mais valioso do torneio.
Vale lembrar também da cerimônia da abertura, que teve um dragão gigante de holograma, que apareceu durante a apresentação musical do evento. Essas mega-produções se tornaram comuns na abertura da grande final, porém naquele ano foi uma das mais bonitas realizadas em um espaço aberto, no National Stadium de Beijing, na China.
2018 – Invictus Gaming 3 x 1 Fnatic
Além de marcar a primeira conquista do Mundial por uma equipe chinesa, foi a primeira vez que a Fnatic apareceu em uma final, após a entrada do Oriente no evento, pois eles foram campeões do Mundial 2011 quando apenas Europa e América do Norte competiam.
Diferente das outras histórias de Mundiais, Fnatic e Invictus Gaming se enfrentaram anteriormente na Fase de Grupos, com a Fnatic se saindo melhor na maioria dos confrontos e deixando muitas expectativas altas para o confronto final.
Porém o que ninguém esperava era o crescimento da Invictus durante a Fase Eliminatória: após um duro jogo contra a KT Rolster, em que venceram de 3 a 2, eles não perderam nenhum jogo durante as semifinais e final.
Destacar uma série unilateral normalmente é uma tarefa difícil, já que mostra um trabalho completo do time, mas o atirador Yu “JackeyLove” Wen-Bo e o caçador Gao “Ning” Zhen-Ning da Invictus Gaming foram os grandes destaques, pois foram eles que transformaram os jogos em verdadeiros atropelos.
Uma curiosidade é que JackeyLove morreu apenas duas vezes e eliminou 25 oponentes na grande final, isso sem levar em conta as assistências.
Acompanhe a grande final do Mundial 2020 que acontece em dia 31 de outubro às 7h no horário de Brasília. A transmissão será realizada nos canais oficiais da Riot Games na Twitch e YouTube.
Será que teremos mais uma final marcante em 2020? Acompanhe e faça suas apostas para o Mundial de LoL.


















