A era de ouro da cultura pop segue mais forte do que nunca, com filmes de super-heróis quebrando recordes de bilheterias, cantores fazendo canções que estraçalham os rankings da Billboard e com os quadrinhos retomando uma força que parecia acabada desde o fim da década de 1980. O mercado de video games, então, atravessa seu melhor momento na história, e não dá sinais de desaceleração, faturando mais do que a indústria cinematográfica americana com grande folga.

Um dos elementos mais presentes em todas estas produções da cultura pop, são cassinos, ou mesmo as apostas em jogos de cassino e chances fora deles. As influências estão por toda a parte, mas nós raramente percebemos. Em um país como o Brasil, onde cassinos ainda são um tabu, eles fazem parte de nosso consumo diário de informação, e nós não nos damos conta de que nos influenciam, de uma forma ou de outra, mesmo que nunca tenhamos pisado em um cassino.

 

 Filmes

O mais comum é vermos cassinos retratados em filmes. É dali que vêm todas as nossas referências sobre cassinos, que preenchem nosso imaginário com todo o glamour que vemos na telona. E não se fala sobre cassinos no cinema sem falar do agente secreto com licença para matar. James Bond e seus mais de 20 filmes fazem parte dos sonhos até de agentes de inteligência reais, e em praticamente todos os seus filmes, ele dá pelo menos um pulinho no cassino para apostar o dinheiro da Coroa enquanto persegue sorrateiramente o vilão do filme.

No primeiro filme da franquia como a conhecemos (o filme do Peter Sellers não conta), a aventura de Bond começa exatamente dentro de um cassino. Os primeiros 5 minutos de “007 Contra o Satânico Dr. No” são uma síntese do que viria a ser a adaptação de Ian Fleming para os cinemas. O filme começa em uma mesa de cassino, durante uma partida de Bacará. Bond vence a partida, recebe uma missão ultrassecreta, diz seu nome em sua maneira característica e se envolve com uma das inúmeras Bond Girls, todos elementos fundamentais para a mística em volta da franquia. Cassinos só têm a agradecer a 007 pelos serviços prestados, e eles o fazem de diversas formas, como em uma ação promocional ao alcance de praticamente qualquer turista em Las Vegas, de alguns anos atrás. O MGM Grand Hotel & Casino oferecia um pacote onde você poderia dirigir um Aston Martin, usando um smoking com caimento perfeito, acompanhado de sua companheira ou uma atriz, igualmente produzida com um lindo vestido, estacionar na frente do cassino, como um verdadeiro magnata (ou agente secreto que não se preocupa em ser discreto) e ter uma noite de rei em um dos cassinos mais espetaculares do mundo.

Mas cassinos não dependem apenas de 007. Eles estão por toda a parte em Hollywood. Por exemplo, o drama “Crupiê”, de 1998, é um filme que passa longe dos momentos de ação que James Bond oferece, mas acerta em cheio com uma história dramática que mostra as entranhas do negócio de cassinos, pelo ponto de vista de um escritor frustrado, que encontra na vida de crupiê não apenas uma saída para seus problemas financeiros, mas o objeto de estudo de seu próximo romance. Resta a ele voltar a ser escritor e sair desta vida de dealer, tão cheia de emoções. Estrelado por Clive Owen, este filme é uma excelente escolha para um sábado de chuva com seu amor e um prato de brigadeiro.

Porém, se você gosta mesmo é de um thriller mais dinâmico e divertido, o filme “Quebrando a Banca” será uma boa escolha. O longa acompanha a vida de um universitário afundado em dívidas estudantis, que é recrutado pelo professor de estatística para fazer parte de uma equipe de contadores de cartas em Las Vegas. O longa é repleto de clichês hollywoodianos, mas se você conseguir abstrair o melodrama desnecessário, vai se divertir com boas cenas de ação, apostas altas e um tutorial de como contar cartas (não façam isso em um cassino, hein?).

Outro grande hit é o filme “Cassino”. Este aqui é para quem curte filmes de máfia e, em especial, do gênio Martin Scorsese. Acompanhe a vida de um gerente de cassino com laços mafiosos e paixões proibidas neste longa de 1995 que alçou a já reconhecida Sharon Stone a um novo patamar, com um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar por seu papel como Ginger, uma ex garota de programa que é o interesse romântico de Robert de Niro no longa, que ainda conta com o rei dos filmes de máfia, Joe Pesci.

Para completar nossa lista de filmes, escolhemos um grande clássico que não se passa em um cassino, mas tem um jogo de roleta onde as consequências podem ser fatais. Em “O Franco Atirador”, vemos uma das cenas mais memoráveis de um jogo de roleta no cinema. O problema é que a roleta jogada na cena, é a versão russa, em que prisioneiros de guerra são forçados a jogarem entre si, para divertimento de soldados vietnamitas, até que um dos dois tenha o azar de encontrar a bala no tambor do revólver. Até hoje, a cena dá calafrios em quem assiste, por conta da tensão e emoção que Robert de Niro e Christopher Walken conseguiram transmitir.

Músicas

Porém, não é só de filmes que é feita a cultura pop. E não são apenas eles que aproveitam a temática de cassinos em suas produções. Outra forma de contar histórias é através de músicas. Como vemos em séries medievais, muitas das histórias contadas sobre heróis e tragédias não eram contadas, mas cantadas. Isso é assim até hoje, com diversos cantores escrevendo melodias sobre suas conquistas, perdas e a sorte (ou falta dela) em suas músicas.

Quem escreveu um dos hits dos últimos anos sobre cassinos foi Lady Gaga. Ou quase sobre cassinos. O primeiro hit da cantora que estourou com suas roupas bizarras e persona misteriosa, lá em 2008, foi “Poker Face”. Nas letras, Gaga usa uma série de elementos do pôquer para fazer uma alusão lúdica e bastante inteligente ao pôquer, enquanto fala sobre os cuidados de se entrar em um relacionamento com tudo. A música, acompanhada do clipe muito bem produzido e que tem uma partida de pôquer sendo jogada, fizeram de Lady Gaga uma estrela. Hoje, cantora não aposta mais no personagem controverso que tomou conta dos tabloides no final da década passada, mostrando um lado mais maduro e focando em sua carreira como atriz, onde também vem ganhando muito reconhecimento, mas nunca esqueceremos do hit “Poker Face”.

Um ano depois, outra música de outra cantora pop igualmente poderosa, com elementos de cassino e de chances sendo jogadas, chegaria às paradas da Billboard para sacudir o mundo da música. Rihanna lançou em 2009 uma de suas músicas mais marcantes, “Russian Roulette”, onde ela canta sobre um duelo de roleta russa com seu parceiro amoroso. O clipe, também muito bem produzido, ajudou a música a alcançar a 9ª posição no top 100 da Billboard, sendo uma das responsáveis pelo estrelato da cantora natural de Barbados.

E como não são apenas essas duas cantoras pop que existem, claro que teríamos outra música sobre cassinos na voz de outra cantora. Desta vez, Katy Perry é quem aparece, com a canção “Waking Up In Vegas”. Também lançada em 2008, a canção narra as desventuras de um casal na cidade do pecado, onde eles ganham, perdem, se perdem e se encontram, contra todas as chances. É uma letra muito mais leve do que as duas anteriores, e o clipe é igualmente divertido, como é o estilo da cantora.

Só que não é só de cantoras pop que o cassino vive na música. Um dos grandes clássicos do country, na verdade, se tornou no hino dos jogadores de cassino que não chegam às fortunas ou ao estrelato. Em “The Gambler”, Kenny Rogers conecta com sutileza e carinho, as jogadas de cassino com as jogadas da vida. Em ambos, a hora das escolhas é tudo que importa. A música narra com tanta precisão a vida do apostador anônimo e suas escolhas erradas, que Rogers é considerado o padrinho dos apostadores nos Estados Unidos, frequentemente invocado com um “que Kenny Rogers me ajude” na hora da decisão de um apostador.

O rei da jogatina e padrinho do heavy metal também não poderiam ficar de fora. Lemmy Kilmister canta em “Ace of Spades” sobre as apostas que fez em sua vida. E não apenas no sentido lúdico, mas nas decisões reais também. Lemmy era um verdadeiro roqueiro, que fumava e bebia o dia inteiro, apostando com a própria vida. Ele também tinha algumas paixões. As principais eram a música e as apostas. Lemmy era um frequentador de pequenos cassinos em Los Angeles, onde apostava em blackjack e, principalmente, em máquinas caça-níqueis.

Por fim, o rei do rock e de Las Vegas com certeza marcaria presença por aqui. Ele produziu algumas das músicas mais importantes do rock, é o símbolo original da rebeldia que o estilo trazia, e é, possivelmente, o principal responsável por Las Vegas ser o que é. Tudo bem, isso pode ser um ligeiro exagero, mas o hino da cidade é dele, mesmo. “Viva Las Vegas” foi escrita por Elvis Presley para um de seus filmes, mas ela acabou sendo melhor do que qualquer filme em que Elvis atuou. A canção é tão icônica que ela já foi regravada uma série de vezes, por diversas bandas diferentes, em homenagens ao saudoso rei do rock.

Video Games

Outra vertente da cultura pop que é altamente influenciada pelos cassinos são os video games. Jogos, num geral, fazem parte do universo dos cassinos. Um jogo de tabuleiro, por exemplo, também conta com dados para que seu peão ande um determinado número de casas, ou que você consiga vencer os exércitos adversários na soma dos dados.

Porém, nosso foco hoje ficará nos jogos eletrônicos. Especificamente em alguns jogos que aproveitaram a influência dos cassinos em outro nível.

Um dos primeiros jogos a usar referências de jogos de azar em sua história foi o clássico do RPG, “Star Wars: Knights of the Old Republic”. Considerado por fãs de RPG e da franquia criada por George Lucas, como um dos melhores jogos sobre o universo dos cavaleiros Jedi, este game foi o primeiro a conseguir inserir um jogo de cassino para que o jogador pudesse aproveitá-lo, ao invés de tratar o jogo apenas como parte do enredo em cenas de corte da história. Obviamente, o jogo não poderia ter o mesmo nome que tem no mundo real, pois as coisas têm nomes diferentes na galáxia tão, tão distante, mas a ideia é a mesma. Em diversos planetas que o jogador visita durante sua saga para descobrir a real história de um temido Lord Sith, há a oportunidade de jogar partidas de uma espécie de blackjack, apostando créditos que são adquiridos no jogo ao completar partes da história e negociar contrabandos de mercadorias.

O jogo se chama Pazaak e é uma referência claríssima ao jogo conhecido no Brasil como 21. As regras são basicamente as mesmas, mas há algumas diferenças que foram colocadas para que o jogo não fosse uma cópia idêntica. A primeira é que, ao invés de um deck único de cartas, como em cassinos reais, no Pazaak você tem seu deck, que você deve utilizar para derrotar o adversário que tem o próprio baralho. As cartas não têm naipe, mas todas tem números, estes iguais aos nossos. O objetivo é acertar ou ficar o mais perto possível do número 20, outra ligeira diferença para o blackjack. A terceira diferença é que, para ficar perto do número 20, você não depende apenas da soma das cartas de seu deck, mas pode também usar cartas de subtração. Você tem um limite de cartas e de jogadas, então faça as contas corretamente para conseguir créditos e prêmios que o jogo oferece ao jogador para melhorar o progresso do personagem na história.

Outro jogo que faz uso de um jogo de cassino é o clássico “Red Dead Redemption”. O jogo é adorado por fãs mundo afora, devido a seu realismo e enredo ímpares na indústria dos games. O jogo se passa no velho oeste americano que vemos nos filmes, e o jogador vive um anti-herói fora da lei que busca vingança. O jogo é tão realista, que o jogador pode apostar o dinheiro que conseguiu saqueando e matando outros personagens do jogo, em partidas de pôquer em um tradicional saloon. O jogo conta com todas as regras e possibilidades de uma partida real de pôquer, sendo uma das reproduções mais fiéis já feitas de um jogo de cassino na história dos games. Só tome cuidado para não ser pego trapaceando pelos outros jogadores na mesa, ou as coisas podem complicar muito e bem rápido.

Finalizando nossas escolhas de games, não poderia faltar o clássico “Fallout New Vegas”. O próprio nome do jogo já entrega onde se passa a história, e Las Vegas é famosa por conta dos cassinos. Então, como um jogo que tem uma temática pós-apocalíptica poderia aproveitar o espírito de Las Vegas? A cidade devastada por uma guerra nuclear se torna um lugar sem lei, paraíso de gangsters e agiotas que farão de tudo para levar vantagem sobre o jogador. Mas como Las Vegas não é Las Vegas se não tiver cassinos, o jogador pode ir a estabelecimentos apostar os dinheiros do game em jogos reais, como dados, roletas, blackjack, máquinas caça-níqueis e outros jogos, dando ao jogador a experiência mais imersiva até hoje em jogos de cassino, em um game onde a proposta central não é fazer apostas.

HQs

Estas referências são óbvias, mas elas podem passar despercebidas por boa parte do público, pelo simples fato de não se perguntarem “por quê?”. Nós ainda estamos no clima do dia da toalha, então HQs não podiam faltar nas nossas relações da cultura pop com o espírito apostador dos cassinos.

O mais comum é que estas referências apareçam em forma de personagens, mas há elementos nos arcos destes personagens que também aproveitam a temática dos cassinos.

E não há personagem mais famoso e óbvio dentro desta proposta do que o Coringa. O vilão mais famoso dos quadrinhos é totalmente baseado em uma carta de baralho, aquela que não segue regras dos jogos e pode funcionar como quiser. Este vilão se tornou o principal oponente do Homem-Morcego e um favorito dos fãs de quadrinhos e cultura pop ao redor do mundo.

Suas adaptações para o cinema foram as mais marcantes possíveis, com Jack Nicholson e Heath Ledger dando vida ao personagem em performances gloriosas, enquanto o Coringa de Jared Leto sofreu críticas. Ledger, inclusive, foi premiado com um Oscar póstumo por sua atuação em O Cavaleiro das Trevas. Há, ainda, um novo filme do Coringa, estrelado por Joaquin Phoenix, que será lançado em outubro deste ano. O personagem também é muito aproveitado em desenhos animados do Batman, comumente dublado por Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker. Nas séries, o papel mais marcante ainda é o de Cesar Romero, na década de 1960. Porém, é nos quadrinhos em que vemos o Coringa ter maior liberdade para cometer os crimes mais violentos e revoltantes. Devido ao público mais restrito, as histórias do vilão podem ser mais criativas e adultas, e costumam ser recheadas de armadilhas, gargalhadas diabólicas, crimes e mortes que chocaram os fãs dos quadrinhos. Não daremos spoilers aqui, mas o quadrinho “Piada Mortal” é espetacular e definiu o Coringa como ele é atualmente.

Outro clássico vilão das histórias do Batman que também tem a ver com chances e apostas é o Duas-Caras. Harvey Dent, nome original do Duas-Caras, é um notório criminoso de Gotham que também dá muito trabalho ao Homem-Morcego. O apelido, no entanto, não tem a ver apenas com seu rosto simetricamente desfigurado, mas principalmente pela prática que ele tem desde antes de se tornar um criminoso. Dent era um promotor de justiça implacável, responsável por uma série de prisões de criminosos perigosos. Quando em dúvida sobre o que deveria fazer, Dent lançava uma moeda, chamando um cara ou coroa e deixando as chances decidirem por ele.

Nos filmes, Dent já foi vivido por Tommy Lee Jones na saga Batman Forever, e por Aaron Eckhart em O Cavaleiro das Trevas. Ainda que nos filmes, o personagem tenha tido diferentes episódios que destruíram metade de seu rosto e diferentes motivos para se corromper, nos quadrinhos, ele é atacado pelo mafioso Sal Maroni com ácido, o que faz Dent sofrer uma dor irremediável, ter metade de seu rosto destruído e enlouquecer, passando de protetor da lei a fora da lei. A aclamada edição #14, nomeada “Eye of the Beholder”, é a melhor escolha para entender o arco do personagem de Harvey Dent e seu declínio à insanidade e ao crime.

Agora, vamos falar de outro vilão. E outro vilão do Batman. O pessoal da DC Comics realmente se empolgou nas referências a cassinos. O Pinguim também tem uma relação com cassinos, e ela é até mais literal do que outros personagens. Oswald Cobblepot, ou simplesmente Pinguim, é um dos 3 principais criminosos que Batman persegue em Gotham City. Nos cinemas, o Pinguim foi vivido por Burgess Meredith em 1966 e por Danny DeVito em 1992. Há também uma celebrada performance de Robin Lord Taylor na pele de Cobblepot para a série Gotham. Porém, é nos quadrinhos que o arco do Pinguim é mais explorado. Diferente de outros personagens, que enlouquecem e passam a ser vilões, ele começa a história como um criminoso, dono de um cassino clandestino em Gotham, chamando de “Iceberg Casino”. Lá era o reduto dos mais perigosos bandidos da cidade. Uma boa leitura para conhecer mais sobre este personagem enigmático é o quadrinho “Pinguim: Dor e Preconceito”.

Por fim, o último personagem que selecionamos que se relaciona com o universo dos cassinos é, finalmente, um mocinho! Controverso, é verdade, mas o coração dele é bom. E outra, ele não faz parte do universo do Batman. Estamos falando do Gambit! O mutante é parte da equipe do Professor Xavier, os X-Men, e usa cartas de baralho que ele arremessa em seus oponentes. As cartas são energizadas pelos poderes mutantes de Gambit, fazendo com que elas detonem no impacto. Se nos quadrinhos, ele é um dos personagens favoritos dos fãs, no cinema ele ainda não foi bem aproveitado, ficando limitado a uma aparição como coadjuvante no filme X-Men Origens: Wolverine.

Nos quadrinhos, Remy Etienne LeBeau é um ladrão profissional que é recrutado pelos X-Men para lutar contra as forças de Magneto. Atormentado por seu passado de crimes, ele se apaixona por Vampira e passa a ser um dos membros mais poderosos do grupo. Se quiser conhecer bem o arco do personagem, leia a edição “Honra entre ladrões”.

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