A Fórmula 1 é um sucesso absoluto de audiência e como marca no mundo do automobilismo. Maior categoria do esporte a motor, a F1 entrega estrutura, tradição e emoção nas pistas ao longo das temporadas, recheadas de grandes prêmios por todo o planeta. Recentemente, o torneio informou que irá expandir o calendário com mais de um GP nos Estados Unidos. O movimento não é aleatório e estava nos planos da direção há décadas.

Antes de esmiuçar a estratégia da F1 em inserir ainda mais os Estados Unidos no calendário anual, é preciso entender uma ação de marketing que aumenta ainda mais a força da categoria e ‘turbina’ as receitas milionárias da Fórmula 1.

O interesse global dos fãs pela Fórmula 1 está em uma crescente há pelo menos quatro anos e não acontece por acaso. A Liberty Media, empresa que gerencia as ações do campeonato, desenvolveu a série ‘Drive to Survive’, disponível no catálogo da Netflix desde 2018 e que tem por objetivo trazer os bastidores da categoria, com detalhes do dia a dia dos pilotos durante as etapas. A ideia é aproximar a audiência dos pilotos (veja qual é o salário dos atletas na F1).

De acordo com levantamento do blog da Betway, a audiência da Fórmula 1 cresceu, entre 2020 e 2021, mais de 58% somente nos Estados Unidos, e graças à produção disponível na Netflix. No cenário global, o crescimento foi de 5% no mesmo período, e a categoria atingiu 1 bilhão de espectadores pelo mundo. Além da série, a organização desenvolveu um streaming para facilitar a transmissão das corridas e entregar números em tempo real e VTs históricos do torneio aos assinantes.

Consolidada na Europa e bem estabelecida na América do Sul, onde disputa o GP de São Paulo, no Autódromo de Interlagos (saiba quais são os recordes do circuito), e possui muitos fãs no Brasil, a Fórmula 1 recentemente fez um movimento para atingir os grandes ricos do Oriente Médio: prova disso são os grandes prêmios do Bahrein, Arábia Saudita e Abu Dhabi.

Na visão da norte-americana Liberty, faltava justamente adentrar os Estados Unidos, um mercado de muito potencial para qualquer categoria do automobilismo. ‘Drive to Survive’, que fez sucesso entre os americanos, foi a primeira estratégia para abrir portas e começar um movimento de ‘ocupação’.

A seguir, entenda por que a direção da Fórmula 1 está investindo em GPs nos EUA e quais os objetivos da categoria.

Estados Unidos sediarão 3 GPs da Fórmula 1 em 2023

Se até pouco tempo atrás a Fórmula 1 não ‘pisava’ nos Estados Unidos, hoje a parada no país da América do Norte é obrigatória a cada temporada. Em 2022 – veja quais são os pilotos do grid na temporada  –, além do já estabelecido GP de Austin, na reta final do campeonato, a F1 fará mais uma corrida no país: o Grande Prêmio de Miami é o quinto desafio do ano, entre 6 e 8 de maio, em um circuito montado nos arredores do estádio do Dolphins.

A partir de 2023, e por um contrato de três anos, Las Vegas também entrará na jogada, com uma corrida recheada de entretenimento. O pacote inclui prova noturna em um sábado, com cassinos como pano de fundo e no fim de semana de Ação de Graças. Ou seja, no horário nobre da televisão americana.

Com este terceiro circuito, a F1 passará a ter uma prova na costa leste do país, outra no centro e mais uma na costa oeste. A distribuição dos locais também é uma jogada de marketing da Liberty, que tenta de vez consolidar a categoria nos Estados Unidos.

Fórmula 1 já fracassou mais de uma vez nos Estados Unidos

Houve uma época em que Michael Schumacher escolhia os Estados Unidos para passar férias com a família porque, mesmo colecionando títulos e sendo o grande nome da Fórmula 1, não era reconhecido nas ruas e nos hotéis. O fato vivido pelo alemão no início do século simboliza qual era a relação da categoria com o país até pouco tempo atrás: um fracasso.

Na década de 1950, quando a F1 foi criada, a solução da organização foi incorporar as 500 Milhas de Indianápolis ao calendário. Não deu certo: os pilotos europeus não topavam se aventurar do outro lado do Atlântico, em uma prova complexa e bem perigosa. A década de 1970 marcou um período importante da relação campeonato/país, com um grande prêmio no estado de Nova York. Emerson Fittipaldi, aliás, conquistou a primeira vitória da carreira em Watkins Glen.

As décadas de 1980 e 1990, no entanto, foram um fracasso para a Fórmula 1 nos Estados Unidos. Fora do calendário na maior parte do tempo, os EUA viveram o ‘boom’ da Indy e da Nascar, e os fãs de automobilismo pouco ligavam para a F1. Em 2000, a tentativa foi correr em Indianápolis, aproveitando um trecho do circuito oval. Durou cerca de cinco anos a aventura, que logo saiu do radar do torneio.

Desde que a Liberty, grupo americano de mídia, comprou a Fórmula 1, há cerca de cinco anos, o movimento para entrar no país foi acelerado. E ele parece, enfim, dar resultado. A empresa tenta concretizar algo que Ecclestone nunca conseguiu (quase todos os fracassos citados acima foram com o mandatário no comando do campeonato).

Depois do sucesso de ‘Drive to Survive’, ficou mais fácil para a Liberty negociar a entrada nos Estados Unidos. A corrida de Austin de 2021, por exemplo, bateu recorde: 400 mil pessoas estiveram no GP ao longo de três dias de evento, um recorde histórico de público em toda a história da Fórmula 1.

O próximo passo, agora, é produzir espetáculos importantes e com o mesmo sucesso de bilheteria em Miami e Las Vegas. A Liberty ao menos terá tempo para tentar ‘fincar’ de vez a Fórmula 1 no país e cair no gosto dos americanos. O GP de Austin tem contrato até 2026, Miami ficará por 10 anos no campeonato (a partir do evento de 2022) e Las Vegas, que entrará em 2023, tem contrato de três anos.

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