Renato Portaluppi é o único brasileiro que conseguiu vencer a Copa Libertadores como jogador e técnico; veja a quem ele se une
Ter uma Copa Libertadores no currículo é marcante para qualquer jogador ou técnico, que entram para a história do glorioso torneio sul-americano e do clube campeão. No Brasil, São Paulo, Santos e Grêmio dividem o posto de times com maior número de troféus da competição: cada um soma três títulos.
O Tricolor gaúcho, último do trio acima a conquistar a terceira taça, em 2017, viu o técnico daquela campanha fazer história: Renato Portaluppi se tornou o primeiro brasileiro a vencer a Libertadores como jogador (1983) e como técnico.
Renato, que deixou o Grêmio depois de quase cinco anos no comando da equipe em que já era ídolo como jogador, venceu quase tudo comandando os atletas do banco de reservas: Copa do Brasil, Campeonato Gaúcho e Libertadores.
O título continental de 2017 o colocou em um seleto grupo de esportistas que venceram o campeonato dentro de campo e à beira dele, como treinador. Antes de o brasileiro brilhar com o Grêmio, apenas argentinos e uruguaios haviam conseguido o feito.
Abaixo, veja quais são os futebolistas que venceram a Copa Libertadores como jogador e como técnico.
Humberto Maschio
O primeiro nome a conseguir o título da Libertadores como jogador e treinador foi o argentino Humberto Maschio. Ele se tornou uma lenda da mística competição sul-americana depois de fazer parte do Racing campeão de 1967 e, em menos de seis anos, voltar a faturar o troféu como técnico. Ele comandou o Independiente, justamente o grande rival do Racing, no título da edição de 1973.
Roberto Ferreiro
Depois de Maschio ‘inaugurar’ a sessão de futebolistas que venceram a Copa Libertadores nas duas funções, outro argentino conseguiu o feito já no ano seguinte, em 1974. Talvez inspirado no compatriota, Roberto Ferreiro assumiu o comando do “Rei de Copas” e garantiu o tricampeonato consecutivo do Independiente — o clube argentino ainda seria tetracampeão de forma consecutiva.
Antes, como jogador, Ferreiro já tinha levado dois títulos da competição. Defendendo as cores do Independiente, venceu os torneios de 1964 e 1965. Está na história do time de Avellaneda.
Luis Cubilla
Ainda na década de 1970, outro nome do futebol sul-americano registraria o feito. Desta vez, o uruguaio Luis Cubilla. Megacampeão da Libertadores, o ex-ponta sabia como vencer a competição.
Como jogador, levou duas vezes a taça com o Peñarol (1960 e 1961) e outra com o Nacional (1971). Já como treinador, Cubilla virou ídolo no Paraguai e conduziu o Olimpia a duas conquistas (1979 e 1990). No total, ele tem cinco títulos de Libertadores.
Juan Martín Mujica
O segundo uruguaio da lista é Juan Martín Mujica. O zagueiro e ídolo do Nacional tem uma conquista em cada função: em 1971, liderou a zaga da equipe uruguaia campeã; já em 1980, mostrando sua força como treinador, levou o clube a mais um título.
José Omar Pastoriza
Outro ídolo do Independiente a conquistar o troféu da Libertadores como técnico e jogador foi José Omar Pastoriza. Nos gramados, o meia que disputou a Copa do Mundo de 1966 fez parte do elenco campeão de 1972. Já em 1984, como técnico, o argentino faturou mais uma taça continental com o clube vermelho de Avellaneda.
Nery Pumpido

O sexto nome da lista é Nery Pumpido, considerado um dos maiores goleiros da história da Argentina. Campeão da Copa do Mundo em 1986, ele ainda viveu a glória de vencer a Copa Libertadores neste mesmo ano, com o River Plate.
Depois de marcar época embaixo das traves, Pumpido foi se aventurar na função de treinador, e conseguiu êxito. Entrou para o hall de lendas que venceram a Libertadores das duas formas em 2002, quando treinou o campeão Olimpia.
Marcelo Gallardo

Pouco antes de Renato Gaúcho entrar para a história da Libertadores também como técnico, outro ex-atacante havia conseguido o feito, em 2015. Marcelo Gallardo, que já era ídolo do River Plate por tudo que fazia dentro de campo, demonstrou, e ainda demonstra, ser ainda melhor guiando os jogadores do banco de reservas.
Técnico mais vitorioso da história do River, com 11 títulos até o momento, Gallardo é o mais longevo da América do Sul (está no clube desde 2014) e o mais admirado, também. Mais do que os títulos da Libertadores de 2015 e 2018, e o vice-campeonato de 2019, o River de Gallardo é respeitado por jogar muita bola e colocar medo em todo o continente. Sem dúvidas, a história do futebolista como técnico já é maior do que a carreira dentro das quatro linhas.
Renato Gaúcho

Renato Portaluppi bateu na trave em 2008, quando o seu Fluminense foi vice-campeão daquela edição da Libertadores. Mas, no Grêmio, ele confirmaria o talento também para gerir elencos e comandar os times da beira do campo.
Campeão e grande destaque do título de 1983 do Tricolor gaúcho, Renato já era ídolo do clube por conta disso e da conquista do Mundial de Clubes. Ele brilhou no encontro diante do Hamburgo, da Alemanha, e garantiu a vitória brasileiro (2 a 1) com dois gols.
Como treinador, ele desembarcou em Porto Alegre em 2016 com uma dura missão: fazer o Grêmio retornar ao caminho das grandes conquistas. E conseguiu. Além da Copa do Brasil, levou o time ao topo da América em 2017, com uma vitória maiúscula contra o Lanús-ARG na decisão.


















