Desde que passou a ser disputada também com os times que estão na Libertadores, a partir de 2013, a Copa do Brasil praticamente não é mais palco para zebras e resultados emblemáticos de times pequenos contra grandes.

Se quando inseriu as equipes do maior torneio sul-americano na competição mata-mata e tornou anual a disputa da Copa do Brasil a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) repaginou seu produto, deixando-o mais atrativo para as grandes forças do país, empolgadas com a compensação financeira, por outro lado a entidade máxima do futebol brasileiro dificultou a vida das equipes de menor expressão.

É claro que, pela lógica, o novo modelo privilegia os clubes grandes. Os times de maior orçamento e melhores elencos, justamente os que estiveram entre os seis primeiros do Campeonato Brasileiro passado, jogam a Libertadores e se sobrepõem aos adversários, mesmo os de Série A, na competição local. Quando o assunto é um time pequeno, então, o abismo é ainda maior.

É por isso que não se vê tantas zebras em fases decisivas como antigamente. As derrotas vexatórias ficaram para as fases iniciais, em que clubes de maior porte, geralmente no começo da temporada e em má fase, dão adeus ao torneio logo de cara. Elas -- as zebras -- estão cada vez mais escassas, é verdade, mas seguem no imaginário do torcedor.

Abaixo, a Betway relembra duelos marcantes em que clubes grandes não conseguiram confirmar o favoritismo.

Qual grande já passou mais vergonha na Copa do Brasil?

Antes de listar os confrontos clássicos que marcam a Copa do Brasil desde 1989 -- primeiro ano em que começou a ser disputada --, vale destacar um levantamento feito pelo “UOL” no início de 2020. Entre os clubes considerados grandes do país, qual já passou mais vergonha caindo para adversários fora da elite do futebol nacional?

De acordo com a pesquisa do “UOL”, o Botafogo é o rei das eliminações para adversários em tese desconhecidos: são 11 eliminações em 27 participações. O Atlético-MG vem logo em seguida (com 10 quedas), assim como Internacional (7), Vasco (7) e Fluminense (7). Em contrapartida, o Corinthians é o que menos coleciona fracassos. O Alvinegro tem apenas uma eliminação para times fora da Série A, que foi quando perdeu para o Inter em 2017, mas guarda uma memória amarga de 2008.

Os maiores vexames dos grandes na Copa do Brasil

Palmeiras x ASA – 2002

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Fonte: Reprodução

Se você é fã de futebol, muito provavelmente já ouviu falar nesse duelo. O ano era 2002, e o Palmeiras ficou no caminho ao ser eliminado pelo ASA, de Alagoas. Depois de perder por 1 a 0 na ida, o Verdão até chegou a reverter o placar (2 a 1), mas caiu em pleno Parque Antártica por conta do gol fora.

A queda de 2002 ficou marcada, mas a equipe deu ainda mais motivos para os rivais brincarem no ano seguinte. Perdeu, novamente em casa, de sonoros 7 a 2 para o Vitória. O jogo ficou marcado também por uma atuação histórica e ruim de Marcos. Então pentacampeão do mundo com a seleção brasileira, o goleiro falhou no primeiro gol, fez pênalti infantil no segundo e fechou o pacote com uma furada marcante. Ao tentar cortar um lançamento rasteiro, ele foi traído por um ‘morrinho-artilheiro’ e viu a bola acabar dentro de sua meta.

Flamengo x Santo André – 2004

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Fonte: Reprodução

O ano de 2004 é conhecido também como a edição da Copa do Brasil em que o Maracanã foi silenciado. Havia alguma chance de o Flamengo perder o torneio no Maracanã lotado, com mais de 72 mil pessoas, diante do modesto time do ABC paulista, depois de um 2 a 2 na ida? Pois bem, teve. O Santo André construiu uma vitória por 2 a 0 no segundo tempo, calou os cariocas e ficou com a taça. Até pelo fato de que o título estava em jogo, e da forma que foi -- grande parte da torcida já cravava o Rubro-negro como campeão --, esta partida é conhecida como uma das maiores zebras da competição.

Fluminense x Paulista – 2005

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Fonte: Reprodução

Quer replay de um vexame carioca contra um pequeno paulista? Em 2005 teve. Logo no ano seguinte ao estrago do Santo André no Maracanã, foi a vez do Fluminense virar motivo de chacota. Perdeu por 2 a 0 a primeira decisão daquele ano para o Paulista, de Jundiaí, que segurou o 0 a 0 na volta e garantiu mais um troféu para o estado de São Paulo. Desta vez, ao menos, até pelo resultado da ida, a badalação e o otimismo no Rio de Janeiro eram menores.

Corinthians x Sport – 2008

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Fonte: Reprodução

A primeira década do século XXI guarda boas memórias quando o assunto diz respeito a zebras na Copa do Brasil. Em 2008 foi a vez do Corinthians. Depois de encaminhar o troféu com vitória por 3 a 1 no Pacaembu, o Timão foi surpreendido com um 2 a 0 no Recife e ficou com o vice por causa do gol fora de casa. O roteiro ideal para os rivais apelarem na zoeira, claro.

São Paulo x Bragantino – 2014

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Fonte: Reprodução

O São Paulo só teve alegrias com Muricy Ramalho no comando, certo? Não é bem assim. No final de sua carreira como técnico, em 2014, o experiente treinador viu o Bragantino -- então modesto time de Bragança Paulista, sem o aporte financeiro da empresa de energéticos Red Bull -- aplicar 3 a 1 no Morumbi e ficar com a vaga nas oitavas de final do torneio. Dois anos depois, uma queda para o Juventude foi outro vexame da ‘coleção recente’ do Tricolor, em todas as competições.

Botafogo x Aparecidense – 2018

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Fonte: Reprodução

Um resultado vexatório e recente de um time grande em má fase aconteceu em 2018 com o Botafogo. O clube carioca, que há anos sofre com problemas financeiros, simplesmente caiu na primeira fase da “nova Copa do Brasil” para a Aparecidense. A equipe de goiana era um simples time da Série D e venceu o Alvinegro por 2 a 1. O veterano Nonato, aos 39 anos, foi o responsável pelo gol que decretou a eliminação carioca e só deu ainda mais motivos para os rivais se divertirem com a queda. 

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