Às vezes chega a ser impressionante, mas a relação do Barcelona com jogadores nascidos na Holanda é algo à parte no futebol europeu. O clube espanhol, localizado na Catalunha, historicamente deu -- e segue dando -- espaço para atletas nascidos nos Países Baixos, que, por sua vez, correspondem bem, de uma forma geral. Assim segue sendo construída uma das relações mais bonitas e longas do esporte no Velho Continente: os holandeses nasceram para jogar no Barça.

Obviamente que nem todos os jogadores contratados pelo clube que nasceram na Holanda obrigatoriamente vão chegar, vestir a camisa e pronto. Em um passo está na galeria de ídolos do Barcelona. Ainda assim, a história mais que centenária do maior time da Catalunha reserva um espaço especial para os vizinhos do continente.

A começar pelo ídolo máximo Johan Cruyff. Entre os melhores jogadores de todos os tempos, o holandês fez parte de sua carreira no futebol com a camisa do Barcelona, seja dentro de campo ou como técnico, e estabeleceu tendências que permanecem até hoje ligadas ao clube e à maneira como o Barça entra em campo. O DNA ofensivo, inclusive, deu abertura para que brasileiros brilhassem em La Liga.

O futebol ofensivo, de controle de bola extremo e de pressão no adversário, consagrado nas mãos de Pep Guardiola, mais recentemente, começou com Cruyff, ainda no século passado, e elevou o Barcelona ao patamar de gigante europeu e temido por qualquer adversário.

A seguir, veja quais são os holandeses que mais fizeram sucesso no Barcelona. Como a lista é imensa, certamente alguns nomes ficarão fora (o critério estabelecido foi o talento em campo mais a relevância dentro do clube, com títulos e conquistas individuais).

Johan Cruyff

A história de Cruyff na Holanda, com a seleção local e o Ajax, é muito bonita, mas o talento era tanto que o legado do jogador dominou também o Barcelona. Eleito o melhor do mundo em três temporadas (Cruyff recebeu a Bola de Ouro em 1971, 1973 e 1974), o holandês já chegou na Espanha brilhando.

Depois de uma longa negociação com o Ajax, o Barça conseguiu a contratação de Cruyff em agosto de 1973, e o resultado foi imediato: controlando o meio de campo com técnica e inteligência tática para uma época em que havia pouco debate nesse sentido, o atleta foi o líder da conquista do Campeonato Espanhol de 1973/1974. O clube estava há 14 anos sem levantar o troféu.

Na passagem como jogador do Barcelona, as memórias mais presentes são de lances plásticos, ajustes táticos e vitórias marcantes. Como por exemplo um 5 a 0 em cima do Real Madrid, no Santiago Bernabéu, em 1974. Cruyff permaneceu no clube até 1978. Ao todo, foram 231 jogos e 86 gols.

Mas a história e o legado não pararam por aí. Em 1988, já aposentado, o holandês voltou para o cargo de técnico e venceu a Liga dos Campeões de 1992 com o “Dream Team”. O supertime de Cruyff ainda levou quatro troféus de La Liga, e o ídolo foi eternizado na história do clube.

Em 1999, ele foi eleito o melhor jogador do século na Europa. Em setembro de 2006, foi agraciado com a Cruz de São Jorge pelo Governo da Catalunha. O prêmio é dado anualmente a pessoas que tenham prestado bons serviços à Catalunha.

Johan Neeskens

Uma influência direta de Cruyff no clube foi Johan Neeskens, holandês que também ocupa um lugar na sala de ídolos do Barcelona. O meio-campista chegou no clube a convite do compatriota e rapidamente caiu nas graças da torcida. “Um jogador clássico, com um físico impressionante combinado com um comprometimento absoluto”, escreve o próprio site do Barcelona para descrever o holandês. Ele também tinha muito talento para cobrar penalidades.

Ronald Koeman

Imagina só você ter feito o gol que deu o primeiro título de Champions League ao Barcelona? Essa é a história de Ronald Koeman, que garantiu o primeiro troféu da Liga dos Campeões ao Barça com um tento na decisão de 1992, em Wembley.

Por isso só Koeman já estaria na história, mas o holandês tinha muito mais a oferecer. “Koeman foi uma das figuras centrais do ‘Dream Team’, sendo um jogador magistral na defesa e provedor de passes certeiros e incríveis que geraram tantas oportunidades perigosas”, descreve o site do Barcelona.

Outro ponto interessante é o fato de que Koeman, zagueiro, terminou a passagem pelo clube com 106 gols. A marca é incrível para um defensor, e ele é até hoje o atleta de zaga com mais gols pelo Barça. Recentemente, o holandês retornou à Catalunha para assumir o comando técnico, mas a passagem ficou longe de repetir o sucesso da década de 1990.

Patrick Kluivert

Mais recentemente, quem brilhou com a camisa do Barcelona foi Patrick Kluivert. O atacante holandês permaneceu no clube por seis temporadas, entre 1998 e 2004, e se tornou ídolo com 145 gols em 308 jogos.

Em campo, Kluivert não era um centroavante comum. Exímio finalizador, ele flutuava bastante na frente e às vezes até fazia funções de um meio-campista. “Na verdade, ele era mais um meio-campista criativo que jogou como atacante do que qualquer outra coisa”, relata o próprio Barcelona.

Phillip Cocu, Van Bommel, Rijkaard: mais notáveis

A lista de holandeses que passaram pelo Barça e deixaram alguma contribuição é longa. Ainda há na história dessa relação Phillip Cocu, um volante de boa marcação que dava sustentação ao time no começo do século. Ele permaneceu no clube por seis temporadas.

Também houve a passagem curta, mas intensa de Van Bommel. O meio-campista holandês, em uma temporada, 2005/2006, fez parte do elenco campeão da Liga dos Campeões e de La Liga.

Por fim, Frank Rijkaard. Este último não defendeu o Barcelona como jogador, mas trilhou um bonito caminho na Catalunha do banco de reservas. Rijkaard era o técnico na temporada vitoriosa de 2005/2006, que tinha Ronaldinho Gaúcho como destaque, e já havia levado o clube ao título espanhol em 2004/2005.

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