O volante Jorginho é um dos principais jogadores do Chelsea. Campeão da Liga dos Campeões 2020/21 e da Eurocopa-2020, o atleta nascido em Santa Catarina fez o melhor ano de sua carreira na temporada passada, em que brilhou em solo inglês e na Premier League com os Blues.

Jogando no clube londrino desde 2018, o segundo volante faz uma das melhores duplas de meio de campo do mundo ao lado de N'Golo Kanté. Após a conquista da Champions, o francês foi até cotado para a eleição de melhor do mundo da Fifa.

Como atua centralizado, tem bom passe e é um volante construtivo, Jorginho naturalmente tinha caminho aberto na seleção brasileira comandada por Tite. Além do futebol apresentado na Inglaterra, que já seria suficiente para credenciá-lo a atuar em qualquer país, o atleta natural de Imbituba, uma cidade no litoral sul de Santa Catarina, cairia como uma luva na equipe verde e amarela.

Atualmente, a posição é a que mais rende debates e críticas a Tite, que ora escala Fred, ora dá oportunidade a Lucas Paquetá ou a outro jogador. Nenhum, porém, conseguiu até o momento ser unanimidade para fazer dupla com Casemiro, que joga mais recuado e tem espaço cativo no Brasil.

Jorginho seria este cara, certamente, não fosse um detalhe: ele se naturalizou italiano. Por quê? Abaixo, a Betway detalha a vida do volante do Chelsea, traz números de sua carreira na Europa e explica por que ele escolheu a seleção europeia.

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Descendência fez Jorginho partir do Brasil

Apesar de nascer em Santa Catarina, Jorginho tem pouca identidade com o Brasil. E isso aconteceu porque ele, descendente de italianos pela família paterna, mudou-se para a Itália quando ainda tinha 15 anos. Por isso, a língua nativa do volante é o português, mas ele teve pouquíssimo contato com o país.

Pouco depois de se estabelecer no Velho Continente, o brasileiro foi aprovado nas categorias de base do Hellas Verona. Ele permaneceu no clube do sub-16 ao sub-18, quando foi emprestado ao Sambonifacese, da cidade de San Bonifacio e que hoje disputa a Série D italiana.

Depois de uma temporada (2010/11) emprestado, Jorginho retornou ao Hellas Verona, primeiro clube em que se destacou para valer no futebol profissional. O desempenho abriu caminho para uma proposta do Napoli, onde virou ídolo e ganhou experiência para chegar em alto nível à Premier League.

Por que defender a Itália e não o Brasil?

A resposta para a escolha de Jorginho no futebol de seleções passa simplesmente por uma questão de identidade. Como foi ainda adolescente para o Velho Continente, o volante não criou memória afetiva suficiente para defender a seleção verde e amarela. Em entrevista à ESPN Brasil, logo em sua primeira temporada no Chelsea (2018/19), o jogador revelou que se via muito mais próximo da seleção italiana do que da equipe treinada por Tite.

“Sempre vi a seleção brasileira como uma coisa muito distante, pelo fato de nunca ter atuado no Brasil profissionalmente e ter chegado aqui [na Europa] com 15 anos de idade. Então, como a Itália abriu as portas para mim, eu não podia fechar. Pesou muito essa questão de ter vindo bem cedo”, afirmou o atleta à ESPN.

O brasileiro iniciou sua trajetória pela seleção principal da Itália em março de 2016, depois de já defender o Napoli por dois anos. Desde a vez em que participou do amistoso (1 a 1) contra a Espanha, em 24 de março daquele ano, ele já não poderia mais defender o seu país de origem.

À época, vale destacar, a seleção brasileira era comandada por Dunga, que costumava utilizar Fernandinho, Luiz Gustavo e Renato Augusto no setor de meio de campo. Jorginho também era completamente desconhecido no Brasil.

Exímio batedor de pênaltis, o brasileiro tem bons números pela Itália. Ele atingiu 26 jogos pela Azzurra com excelente participação em lances decisivos: são cinco gols marcados e cinco assistências no período.

Na Euro-2020, Jorginho ganhou ainda mais moral

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Se desde 2016 o volante do Chelsea faz carreira na seleção italiana, na Eurocopa-2020 veio a consolidação. Campeão da Liga dos Campeões, Jorginho chegou ao torneio de seleções confiante e desempenhou um bom futebol. Além da titularidade indiscutível no time de Roberto Mancini, ele distribuiu o jogo da Itália até o título, que marca a renovação do futebol da Azzurra. Antes do campeonato europeu, o país amargava vexames na Copa do Mundo.

Como Jorginho chegou à Premier League

O grande treinador de Jorginho na carreira, até o momento, é Maurizio Sarri. O volante brasileiro se tornou homem de confiança do treinador no Napoli e criou uma relação muito íntima com ele. Tanto é que, por causa da amizade com Sarri, o jogador decidiu pelo Chelsea na Premier League. Jorginho também tinha proposta do Manchester City, para atuar com Pep Guardiola, mas preferiu, à época, trabalhar com o técnico que já conhecia.

“Através de intermediários [do Sarri], a gente soube da vontade dele e do trabalho que seria feito aqui”, destacou ele, à ESPN, pouco depois de chegar ao Chelsea.

“Ele [Sarri] vive brincando, vive zoando. Gosta da resenha do Brasil. Tenho uma relação muito boa com ele”, acrescentou. “Fora de campo ele é muito tranquilo. Acredito que ele saiba dosar bem o trabalho que faz. Lógico, ele gosta muito de trabalho em campo”, finalizou.

No futebol inglês, Jorginho já passou de 100 jogos. São mais de 10 gols com a camisa do Chelsea só na Premier League, e os títulos da Liga Europa e da Liga dos Campeões. O volante brasileiro é titular absoluto do atual time londrino e, em 2021/22, tem a chance de conquistar seu primeiro troféu de um torneio inglês.

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