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entrevista marcelinho paraiba

13 Jun | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
entrevista marcelinho paraiba

Multicampeão como jogador, Marcelinho Paraíba fala sobre carreira como técnico e sonho de voltar à Alemanha

Considerado um dos jogadores mais longevos da história do futebol, Marcelinho Paraíba deu os primeiros passos como jogador profissional aos 16 anos, pelo Campinense. Quando entrou em campo pela última vez, com a camisa do Treze, tinha 45. Neste intervalo de 29 anos, passou por incríveis 23 clubes.

Em entrevista à Betway, o ex-jogador revisitou a carreira e elegeu quais foram as passagens mais especiais da carreira. “Primeiro, o São Paulo, clube que me abriu as portas e me fez ser reconhecido. Depois, o Grêmio, onde tecnicamente vivi a melhor fase na minha carreira. E, finalmente, o Hertha Berlin, onde joguei por cinco temporadas e ganhei o respeito de um país como a Alemanha, uma potência do futebol”, revela o craque.

Foi no Hertha, aliás, que Marcelinho jogou mais partidas: 193, marcando 79 gols. Na temporada 2004/05, foi eleito o melhor jogador do futebol alemão. “Lá vivi uma fase incrível. Jogava de meia, mas chegava muito na área e fazia gols. E, como sempre finalizei bem de longe, acabei fazendo muitos gols de fora da área também”.

Marcelinho se aposentou em 2020. Mas, como ama futebol, virou treinador. Não dá pra dizer que a carreira como técnico já engrenou, mas ele garante estudar todo dia. “Sei tudo sobre o que acontece dentro de campo, como os jogadores pensam e se comportam. Agora estou evoluindo na parte tática e de liderança”.

A seguir, confira a entrevista completa com Marcelinho Paraíba.

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Você teve passagens apagadas pela França e Turquia. Por que acha que na Alemanha deu tudo certo?

Eu acredito que foi o país que me recebeu melhor. Eu me sentia como se estivesse no Brasil lá. Até por Berlim ser uma cidade que tem muito estrangeiro, muito brasileiro. E pra melhorar, conseguir levar alguns amigos e pessoas da minha família. Então me sentia mais à vontade na Alemanha. Por me sentir bem e ter sido bem recebido, meu futebol conseguiu fluir melhor também. Sempre fui um jogador dinâmico, que me movimentava muito em campo. Jogava de meia, mas sempre chegava na área e fazia gol. E lá, tudo se encaixou.

A liga alemã é muito diferente da brasileira?

No Brasil é um futebol mais técnico, e com jogadores que gostam de fazer jogadas individuais. Já na liga alemã, o futebol é mais tático. Mais dinâmico também, o jogo não para muito. A arbitragem no Brasil atrapalha muito. Até mesmo os gandulas atrapalham, porque eles demoram muito para repor a bola em jogo. Quando os times estão ganhando, os gandulas somem, desaparecem. O jogador precisa correr para pegar a bola. Isso atrapalha, atrasa o jogo. No Brasil, o tempo de bola parada é bem maior do que na Alemanha.

Você adotou o “Paraíba” no nome e fez questão de ser chamado assim sempre. Por quê?

Tenho muito orgulho de ser paraibano. Lembro que começou em 1999, no jogo entre São Paulo e Ponte Preta, pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro. A gente (São Paulo) estava perdendo de 2 a 0. No segundo tempo, consegui fazer 3 gols, conseguimos virar para 3 a 2, e por baixo da camisa do São Paulo eu estava com uma camiseta escrita “100% Paraíba”. Levantei a camisa e mostrei para todo mundo. Depois desse dia, começaram a me chamar de “Paraíba”. Aí adotei como um nome mesmo, “Marcelinho Paraíba”. Por onde andei, fiz questão de levar o nome da Paraíba junto comigo.

Como vê o que está acontecendo com o Vinicius Júnior na Espanha? Sofreu algum tipo de racismo também?

Na Alemanha eu nunca sofri, e nunca presenciei. Mas fico triste com o que está acontecendo com o Vinicius Júnior. É muito constante, acontece toda hora. Um garoto jovem, com muito talento, jogando um futebol maravilhoso. Na minha opinião, é o melhor jogador do mundo na atualidade. Não podia estar sofrendo o que ele está sofrendo. Lamento muito, e espero que as autoridades tomem providências.

Como viu a mobilização de diversos jogadores e ex-jogadores para defender o Vini Júnior?

Precisamos nos colocar no lugar dele. E se fosse comigo? Só o Vinicius Júnior sabe o que ele está passando. Só consigo imaginar o tamanho da tristeza. Então é importante que todos se manifestem: jornalistas, jogadores, dirigentes. Todos precisam se posicionar contra o racismo.

Agora, como técnico, pretende voltar a trabalhar na Alemanha?

Sim, pretendo trabalhar na Alemanha. Meu maior sonho é voltar para o Hertha Berlin. Nem que seja nas categorias de base, e depois ir crescendo. Estou estudando bastante para que isso aconteça. Ainda tenho contato com pessoas do clube, e estou pensando em dar uma passada lá até o final do ano.

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