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Copa do Mundo: os maiores artilheiros do Brasil em Mundiais

02 Sep | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Copa do Mundo: os maiores artilheiros do Brasil em Mundiais

Maior campeão da Copa do Mundo com cinco títulos, Brasil tem alguns dos principais artilheiros do torneio máximo da Fifa; veja a lista

Maior campeão da Copa do Mundo com cinco troféus e único país a disputar todas as 22 edições do evento, o Brasil ostenta uma das histórias mais ricas no torneio organizado pela Fifa e nas fases classificatórias, com as Eliminatórias Sul-Americanas.

Conhecido por ser o país do futebol justamente por ser a única seleção pentacampeã do mundo, o Brasil acaba sobrando nas Eliminatórias diante dos países vizinhos. É por isso que a equipe verde e amarela nunca ficou fora de um Mundial desde a primeira edição, em 1930.

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O Brasil é também um dos países com mais gols em Mundiais. Ronaldo Fenômeno foi, até 2014, o maior artilheiro da história do evento — ele acabou ultrapassado pelo alemão Miroslav Klose (16 gols contra 15 do brasileiro), no trágico 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil, em pleno Estádio do Mineirão.

JOGADOR GOLS EM COPA
Ronaldo 15
Pelé 12
Ademir de Menezes, Vavá e Jairzinho 9
Leônidas da Silva, Rivaldo e Neymar 8
Careca 7

 

Atualmente, o brasileiro com mais gols em Copas do Mundo é Neymar. Com os dois gols marcados no Catar, o atacante do PSG balançou as redes em 8 oportunidades no total e, portanto, entrou para a lista de atacantes históricos da seleção amarelinha em Mundiais. O camisa 10 ainda tem idade para estar na próxima edição da Copa, marcada para junho de 2026, nos EUA, Canadá e México.

Abaixo, veja quais são os maiores artilheiros brasileiros em edições de Copa do Mundo.

Careca – 7 gols

O primeiro da lista é Antônio de Oliveira Filho, popularmente conhecido por Careca. O centroavante, que brilhou nas décadas de 1980 e 1990, é um dos melhores que o futebol brasileiro já produziu e exportou para a Europa. De 1987 a 1992, o ex-jogador fez dupla de ataque com Diego Armando Maradona no Napoli, venceu a Liga Europa e se tornou um dos maiores ídolos do clube italiano.

Em solo brasileiro, não foi diferente. Careca brilhou com as camisas do Guarani e do São Paulo. Ele tem duas taças do Campeonato Brasileiro (em 1978, com o time de Campinas, e em 1986, com o Tricolor do Morumbi) e um prêmio de artilheiro da competição nacional, no ano em que levantou o troféu com o time da capital.

Com a seleção brasileira, Careca viveu um drama em 1982. Uma lesão o tirou da Copa do Mundo da Espanha, e ele só conseguiu representar a equipe canarinha quatro anos depois, em 1986, no México. Apesar da eliminação para a França nas quartas de final, o centroavante saiu valorizado do Mundial. Ele fez cinco gols no torneio, atrás apenas do inglês Gary Lineker (6).

Já na Copa de 1990, Careca brilhou logo na estreia. Fez dois gols diante da Suécia, garantiu a vitória por 2 a 1 e somou um total de sete gols pelo Brasil em Copas.

Leônidas da Silva, Rivaldo e Neymar – 8 gols

Ídolo do São Paulo e conhecido por ter inventado a bicicleta no futebol, Leônidas da Silva foi um dos melhores jogadores do Brasil no início da era profissional do esporte, na década de 1930. O ‘Diamante Negro’ esteve nas Copas de 1934 e 1938 e, apesar de derrotas da seleção tupiniquim, foi um espetáculo em campo. Em apenas cinco jogos de Copa do Mundo, Leônidas anotou oito gols. Isso lhe dá uma média impressionante de 1,60 gol por partida em Mundiais, a melhor marca entre todos os brasileiros.

Empatado com o craque da década de 1930 aparece Rivaldo. Campeão do mundo em 2002, o canhoto meia-atacante viveu momentos especiais com a camisa verde e amarela. Além de ser decisivo no penta, ao lado de Ronaldo e Ronaldinho, teve participação importante no vice-campeonato de 1998, na França. Apesar de não ser um atacante de ofício, Rivaldo decidiu muitos jogos para o Brasil e tem oito gols em 14 partidas de Mundiais (nas duas vezes em que foi à Copa, disputou os sete jogos).

O terceiro jogador a somar 8 gols com a amarelinha em Copas do Mundo é o atual camisa 10, Neymar. O astro do PSG é o último craque brasileiro a integrar a seleta lista de artilheiros do país em Mundiais, já que os dois gols anotados no Qatar, nas oitavas contra Coreia do Sul e nas quartas contra a Croácia, lhe garantiram ultrapassar Careca (7 gols) e igualar Leônidas e Rivaldo na relação. Neymar, porém, ainda sonha em jogar a Copa de 2026 para superar a marca pessoal e se aproximar do Fenômeno no topo da lista.

Ademir de Menezes, Vavá e Jairzinho – 9 gols

O triste episódio do ‘Maracanazo’, quando o Uruguai venceu o Brasil (2 a 1) de virada na decisão da Copa de 1950 e calou um Maracanã com quase 200 mil pessoas presentes, marcou uma geração de craques no futebol brasileiro. Não faltavam craques ao time, como Friaça, Zizinho e Bauer. Havia também um camisa 9, atacante do Vasco da Gama, com um faro de gol absurdo: Ademir de Menezes.

O pernambucano marcou nove gols só na edição da Copa de 1950. Ele atingiu o feito disputando seis partidas (média de 1,50 tento por jogo).

Em 1958 e 1962, edições do bi consecutivo e inédito para o Brasil, Vavá foi extremamente decisivo. Ele fez nove gols em 10 partidas, o suficiente para se credenciar como um dos melhores atacantes de todos os tempos no esporte.

Quem também brilhou com gols e título foi Jairzinho. Campeão em 1970, no México, em um dos melhores times da história do futebol, ele tem nove tentos em 16 jogos de Mundial. O feito mais interessante é que Jairzinho marcou ao menos um gol em cada um dos seis jogos naquela Copa, algo inédito na história do torneio.

Pelé – 12 gols

Quinto maior artilheiro da história da Copa do Mundo, o Rei do futebol foi um absurdo disputando Mundiais. Conquistou o primeiro troféu ainda aos 17 anos — e como protagonista do time –, na Suécia. Ele também participou das Copas de 1962 (campeão), 1966 (eliminado na fase de grupos) e 1970 (campeão e com show do camisa 10).

Pelé é um dos grandes nomes da Copa do Mundo por tudo que fez e conquistou dentro da competição. No total, o maior jogador de todos os tempos fez 12 gols em 14 partidas disputadas. Entre títulos, dribles, lances de efeitos, lesões e muitas faltas sofridas, o eterno camisa 10 brasileiro terminou com uma média de 0,86 gol a cada 90 minutos em Mundiais.

Ronaldo – 15 gols

Ronaldo tem algo em comum com Pelé: também disputou quatro Copas do Mundo, de 1994 a 2006. O Fenômeno, que participou de duas campanhas vitoriosas (1994, ainda jovem, e 2002, quando foi o grande destaque do Brasil), não só superou os números do Rei do futebol, como se tornou o maior goleador da história da Copa.

Uma grave lesão no joelho quase tirou Ronaldo do futebol para sempre, mas o atacante conseguiu uma recuperação improvável e, em dois anos (de abril de 2000 para junho de 2002), conduziu a seleção ao pentacampeonato. O talento absurdo, e potencializado quando vestia a camisa do Brasil, é representado em números: são 15 gols em 19 partidas de Copa, com média de 0,79.

Ronaldo permaneceu por oito anos como o maior artilheiro das Copas, mas foi ultrapassado por Klose em 2014. O alemão disputou incríveis 28 partidas em Mundiais e chegou a 16 gols.

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