Torneio nacional é disputado no formato de mata-mata; veja o que é critério para desempatar confrontos na Copa do Brasil
Um torneio de mata-mata sempre gera apreensão e expectativa nos torcedores. Competições com esse formato de disputa nem sempre consagram o time mais consistente, já que, em uma ou duas partidas, tudo pode acontecer. Há quem ache que isso é injusto, mas também há quem diga que torna o futebol ainda mais emocionante.
Desde 2003, o . A mudança de formato (antes era mata-mata) deixou a competição ainda mais difícil e restrita a um grupo de times – nos quase 20 anos, apenas oito clubes ergueram a taça.
A , por outro lado, é disputada em mata-mata desde a primeira edição, em 1989. Não apenas pelo formato, mas também pelo grande número de participantes, a competição é considerada . Ao longo dos anos, , com times menores eliminando os favoritos. .
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Como a Copa do Brasil funciona atualmente
A edição de 2022 contou, inicialmente, com 92 participantes. Ela está dividida em sete fases. Na primeira, participaram 80 times. Foram 40 confrontos, em partida única, com 40 equipes avançando à etapa seguinte. A segunda fase aconteceu da mesma maneira, chegando, portanto, ao número de 20 times classificados para a terceira etapa.
Neste momento, entraram na competição mais 12 participantes: os classificados para a e os campeões da , Copa Verde e Série B. A Copa do Brasil, na terceira fase, fica com 32 clubes, que passam a se enfrentar não mais em partida única, mas em duelos de ida e volta.
O formato se repete, assim, até o fim do torneio: 16 clubes avançam para as oitavas; oito jogam as quartas; quatro disputam as semifinais; e dois chegam à grande final. A competição abrange a temporada inteira.
Nesta edição, a decisão deve ser disputada nos dias 12 e 19 de outubro – vale destacar que o calendário de 2022 está mais ‘apertado’ por conta da Copa do Mundo do Catar, que, como consequência das altas temperaturas entre junho e julho, será disputada pela primeira vez na história no fim do ano, entre 21 de novembro e 18 de dezembro.
Quais são os critérios de desempate da Copa do Brasil?
Os campeonatos da mata-mata também possuem, claro, critérios de desempate, tanto para partidas únicas como decisões em ida e volta. Desde a edição de 2018, seguindo uma tendência mundial, a Copa do Brasil aboliu o ‘gol qualificado’ ou ‘gol fora’ como forma de desempatar as partidas.
Os gols marcados como visitante tinham um peso maior. Funcionava da seguinte maneira: se uma equipe vencesse o duelo em casa por 1 a 0 e perdesse a partida fora de casa por 2 a 1, mesmo assim se classificaria sem precisar de disputa por pênaltis, porque o gol fora valia por 2. Muitos consideravam essa regra injusta e, por vezes, cruel.
Sem esta diretriz, o critério de desempate da Copa do Brasil ficou mais simples. Na edição de 2022, a primeira fase, que é disputada em partida única, ‘favorece’ a equipe melhor colocada no Ranking Nacional de Clubes. Caso o jogo termine empatado, é ela quem avança.
A segunda fase também é resolvida em partida única. Em caso de empate, porém, a vaga é definida por disputa de pênaltis.
A partir da terceira fase – e em todas as etapas seguintes, até mesmo na final – os duelos são em ida e volta. A equipe que somar mais pontos leva a melhor (duas vitórias, ou uma vitória e um empate, por exemplo). Em caso de empate na soma (dois empates, ou uma vitória e uma derrota), prevalece quem teve o maior saldo de gols nos dois jogos. Caso o saldo seja igual, os clubes se enfrentam em pênaltis.
Por que é tão importante avançar na Copa do Brasil
Além do aspecto esportivo, avançar na Copa do Brasil tem um retorno financeiro considerado bom pelos clubes. A CBF oferece premiação por fases. Quanto mais longe um time chega, portanto, maior será a quantia arrecadada. Nos últimos anos, inclusive, o valor subiu consideravelmente.
Na primeira fase, os valores são diferentes, seguindo o Ranking Nacional dos Clubes. Os piores colocados, grupo III, recebem R$ 620 mil; os participantes do grupo II recebem R$ 1 milhão e 90 mil; e os melhores colocados, grupo I, recebem R$ 1 milhão e 270 mil.
Na segunda fase, o grupo III recebe R$ 750 mil; grupo II, R$ 1 milhão e 190 mil; grupo III, R$ 1,5 milhão.
A partir da terceira fase, não há distinção de valores: os participantes embolsam R$ 1,9 milhão. Nas oitavas, R$ 3 milhões; nas quartas, R$ 3,9 milhões; nas semifinais, R$ 8 milhões.
Após a final, o vice-campeão recebe R$ 25 milhões. Já o grande campeão ganha R$ 60 milhões. Um campeão que venha do grupo I, onde estão os grandes clubes brasileiros, soma, ao fim da competição, quase R$ 80 milhões.


















