Atacante Eduardo Nascimento da Silva Júnior tem 29 anos, chegou no Cruzeiro no ano passado e tem sido fundamental na reconstrução do clube
O tinha um elenco com jogadores reconhecidos quando caiu para a em 2019. Três anos depois, agora em 2022, a Raposa encara a terceira temporada seguida na segunda divisão. Em abril, Ronaldo Fenômeno assinou o contrato de compra da SAF e, após quatro meses do anúncio, virou oficialmente dono de 90% das ações do clube.
O time mineiro tem se reestruturado aos poucos e busca, desta vez, a vaga na elite do , do qual é tetracampeão. Também é o maior vencedor da Copa do Brasil, com seis taças. Com uma boa campanha inicial, cresce a esperança de estar entre os quatro primeiros colocados da Série B e garantir o acesso.
Um dos destaques da equipe tem sido Eduardo Nascimento da Silva Júnior, conhecido como Edu. Com 29 anos, o atacante está entre os principais goleadores da competição e entre os artilheiros do elenco cruzeirense na temporada. O camisa 99 vive o auge, depois de ter uma história de superação, como muitos jogadores.
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Edu foi criado em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, no Jardim Miriambi, local que tem tatuado no braço – as tatuagens, aliás, são paixões do jogador. Ele tem o corpo repleto por elas, como o rosto da avó e os nomes dos pais.
O atacante também tem três irmãos e um filho. Por ser o mais velho e agora estar em destaque, se considera o pilar da família. E faz de tudo por eles. “Dar orgulho pro meu pai e pra minha mãe, que me viram sair de casa novinho… Isso é o mais prazeroso, não tem gol, não tem título… O que mais me enche de orgulho é essa alegria que levo para minha família”, disse, ao Globo Esporte.
Chegada ao Cruzeiro
Edu nunca havia jogado profissionalmente em um clube de destaque nacional antes de chegar ao Cruzeiro. Na base, passou por , e , mas o primeiro clube profissional foi o São Gonçalo FC. Também atuou por Boavista, Itaboraí, Portuguesa-RJ, Nova Iguaçu e Atlético Tubarão.
Foi no Brusque, porém, que ele chamou atenção da Raposa. Em 2021, com 17 gols em 33 jogos, foi , ganhando projeção. No time catarinense, foi apelidado de ‘Imperador do Vale’.
Um ano antes de brilhar na segunda divisão, o atacante sofreu uma grave contusão. Na estreia da Série C de 2020, já pelo Brusque, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho e teve lesões meniscal e condral. Foram cerca de oito meses afastado dos gramados, retornando apenas em abril de 2021.
“Escutei muitas pessoas falando que eu não jogava mais. Passei cinco dias na cadeira de rodas, tomando banho com lenço umedecido. Tive um momento de depressão. São coisas que, pra quem vê de fora, não sabe a luta que é para a gente vencer”, contou Edu, ao ‘ge’.
Oito meses depois do retorno, no dia 9 de dezembro, foi anunciado pelo Cruzeiro, que desembolsou R$ 600 mil para contar com o jogador – investimento que, até aqui, vem sendo bem correspondido.
Inspiração em Ronaldo
Quando foi contratado, Edu, do Cruzeiro, não imaginava que, pouco depois, estaria na mesma equipe de Ronaldo Fenômeno, com o craque, três vezes eleito o melhor jogador do mundo, no comando, sendo dono de grande parte do clube.
O Fenômeno é, para Edu, uma grande inspiração – não poderia ser diferente. Eles até têm coisas em comum: são do Rio de Janeiro, atacantes, goleadores, vestiram a camisa do Cruzeiro e tiveram lesão grave no joelho. É lógico que as comparações são em tom de brincadeira, o próprio Edu sabe disso, mas é fato que os torcedores não perdem a oportunidade.
O próprio Ronaldo, em live, elogiou Edu: “Que faro de gol. Ele tem essa relação muito próxima com o gol, além da entrega que tem durante o jogo”, disse o ex-centroavante, elogiando o camisa 99 da Raposa – em entrevista à Betway.
Autor dos dois gols do Brasil na final da Copa do Mundo de 2002, contra a Alemanha, o Fenômeno chegou desacreditado naquele Mundial, por conta da lesão até então recente no joelho, e precisou superar as expectativas para brilhar.
Edu também sabe o que é enfrentar a adversidade da dor. “Sinto dor todo dia. Sei que todo atleta sente dor, mas ter dor não é bom todo dia. A gente luta. Estamos na batida. Tem dia que as dores são agudas. A gente conversa com o pessoal da fisioterapia, da comissão, e se disponibiliza a abrir mão de algumas coisas”, afirmou, ao ‘ge’.
“Ter frieza”
Edu é artilheiro nato. O atacante do Cruzeiro vai bem com os pés e também com a cabeça, em cruzamentos ou bola parada. Em uma idade boa, já madura, sabe o que precisa fazer para balançar as redes e se destacar no time. O mais importante, ele destaca, é a calma na hora de finalizar a jogada. “Tem que ter muita frieza”, disse, no Globo Esporte.
É com esse pensamento que ele caminha e se esforça para ser um dos pontos-chave na campanha do Cruzeiro na Série B do Brasileirão, em busca da taça e, sobretudo, do acesso à elite do futebol nacional.


















