Quantas pessoas apaixonadas por eSports que você conhece que realmente sabem quais são as nacionalidades dos seus pro players preferidos? Ou, então, entendem de fato quais regiões são as melhores nas diferentes modalidades de competições deste mundo? 

Quando o assunto são os pro players brasileiros, fica um pouco mais fácil. Afinal, vemos tudo de perto: acompanhamos os campeonatos oficiais, sabemos um pouco a história de cada atleta e assistimos o crescimento do cenário como um todo. Mas, e quando falamos de times europeus? Ter esse panorama geral fica um pouco mais difícil, não?

Pensando nisso, o time de bets em eSports da Betway convidou um cientista de dados para buscar, organizar e analisar a nacionalidade de todos os  8.900 pro players de eSports em atividade de quatro modalidades, LoL, CS:GO, DotA e VALORANT e, com isso, descobrir: quais países são os berços dos eSports?

CS:GO: Brasileiros brilham no top 3

Não tem como falar de CS:GO e não falar de história. Os apaixonados por CS jogam o FPS (First Person Shooter) da Valve desde 2003 —ainda no CS 1.6 —, mas vale lembrar que o primeiro campeonato oficial listado aconteceu só em 2013, com premiação total de US $250 mil na época, e a europeia Fnatic foi a primeira vitoriosa da história do game ao vencer a Ninjas in Pyjamas (NIP), também sueca. 

São quase 20 anos de competição, sendo o CS um dos jogos que marcou o início da era dos eSports, quando eles ainda não eram levados muito a sério e não eram considerados uma modalidade esportiva.

Na nossa pesquisa, descobrimos que a Suécia é o país que possui mais pro players em todo o mundo, contabilizando 328 dos 2.940 profissionais que vivem de defusar ou plantar a C4. Ou seja, desde a DreamHack Winter em 2013, os suecos já mostravam que eram apaixonados pelo game.

Além disso, mais de 50% dos profissionais são do continente europeu, mas o segundo lugar é da América: Estados Unidos. Sabe quem é americano? A gente te lembra: EliGE, Stewie2K (que inclusive já jogou ao lado de brazucas) e nitr0 são alguns dos caras que estão em meio aos 212 pro players.

Agora, só quem é brasileiro sabe a loucura que é acompanhar uma série de CS. E daí que o olofmeister é sueco? Nós temos FalleN, TACO, ART, FER, fnx, KSCERATO, Olga, AMD, HEN1, boltz e muitos outros atletas que ajudaram no crescimento da modalidade no nosso país. Inclusive, foi o FalleN que conseguiu popularizar cada vez mais o cenário no nosso país e, além de integrar a fatia de 212 pro players brasileiros, com certeza, serviu de inspiração para muitos da lista. 

O bronze é nosso por uma diferença de apenas 16 jogadores profissionais. E fica aqui uma aposta: como o CS tem crescido muito entre a população brasileira, pode ser que em pouco tempo consigamos alcançar o segundo lugar do top. Confira o balanço geral:

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Dominância chinesa no DotA 2

Lançado oficialmente em 2013, depois da comunidade já ter jogado muito a versão não oficial, o DotA conquistou diversos públicos de jogadores ao criar um estilo totalmente novo de game. 

No mundo, atualmente, temos um total de 1.517 pro players da modalidade. O primeiro lugar é da China, que detém 266 profissionais em seu país. O motivo do game da Valve ser tão popular entre os chineses é a própria cultura local, sem falar que uma das maiores empresas de games do mundo é de origem chinesa. Diferente de outros países, eles competem para valer nos eSports, que desde sempre foram vistos com bons olhos enquanto outras nacionalidades ainda estavam se acostumando com o fato dos games virarem uma profissão. A Rússia segue em segundo lugar com 175 profissionais e novamente os EUA aparecem com 121 dos pro players. 

Apesar do DotA 2 ter sido um boom em terras brasileiras, o Brasil conta com apenas 56 jogadores competitivos e está em 8º lugar. Confira:

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A tradição do LoL

Com mais de 10 anos de existência, o competitivo do LoL escalou muito rápido por conta do cuidado e investimento da Riot Games nos campeonatos oficiais. São 2.597 pro players em todo o mundo com a maior parte (44%) de competidores vindos da Europa. Mesmo assim, a China domina novamente o ranking com 32 players a mais do que a Coréia, que conta com 200 profissionais. 

A dominância asiática no TOP 3 é um tanto quanto esperada, principalmente o destaque coreano. Seria até chocante a Coreia não estar no top 3 por conta do Faker e da cultura do LoL ser levada tão a sério no país.

Fechando o Top 3, temos novamente os EUA, com 164 profissionais e, em seguida, o Brasil com 146 pro players. Dentre os brasileiros, temos grandes nomes do cenário como BrTT, FNB, Dynquedo, DudsTheBoy e RedBert. Veja no infográfico para análise completa.:

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VALORANT: tem que respeitar

O CS criou a nossa paixão por jogos de tiro e o VALORANT só prova isso. Um jogo novo, com pouco tempo de competitivo e que já tem 1.846 pro players no mundo. 

Os EUA lideram com 278 competidores, enquanto o Brasil é prata e conta com 130 pro players apaixonados pelo estilo clássico de tiro com as novidades criadas pela Riot Games. 

Toda a equipe da LOUD pode ser destacada dentro de nossos jogadores profissionais, contando com o experiente Sacy que já competiu no LoL anteriormente. 

A Turquia, que por anos tem sido o pesadelo brasileiro em algumas modalidades, fica logo atrás de nós, com 95 profissionais que desempenham gameplays nos mapas do jogo. Saiba mais:

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CS no topo das modalidades

CS no topo das modalidadesO bom e velho CS conta com o maior número de players profissionais do cenário de eSports e o Brasil ajuda neste pódio. Aliás, os brasileiros contam com presença massiva nas modalidades, mostrando que por mais que tenha demorado para profissionalizar o cenário, muitos dedicaram suas vidas em prol dos eSports. 

O LoL vem em seguida, mostrando sua força e quase alcançando um dos eSports mais tradicionais de todos os tempos. A surpresa maior foi o VALORANT ficar em terceiro lugar e bater o DotA 2, mais antigo e consolidado, com cerca de 300 pro players de diferença: Entenda no X1 das modalidades:

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Apesar do cenário dos eSports hoje já ser consolidado em muitos países, a tendência é que o número de pro players só aumente. A cada ano são criadas competições oficiais de mais modalidades e cada vez mais vêm surgindo jogadores que enxergam nos esportes eletrônicos uma profissão, não mais somente um divertimento. 

Ou seja: é um contexto bem positivo para quem pensa em ser atleta. Investimento aumentando, estrutura crescendo e modalidades se consolidando. Vale a pena o esforço.