O GTA Roleplay (RP) se tornou uma febre durante os dois últimos anos. E o motivo? O fenômeno se deu principalmente porque as pessoas estavam mais em suas casas e, consequentemente, sentindo falta de viver as experiências do mundo real. O termo “Roleplay” significa “interpretar um personagem”, o que resume bem a proposta do GTA RP.

Muito além dos crimes e missões mirabolantes, a história no GTA RP é escrita de maneira autêntica, o que significa que todas os personagens que frequentam os servidores precisam viver como na vida real, o que envolve questões familiares, relacionamentos conturbados, problemas do dia a dia e até mesmo um trabalho. 

Porém, toda essa interação só é possível graças à existência de um servidor, onde são criadas essas experiências e sensações próximas à realidade. 

Mas como funciona isso? É só criar um servidor, reunir os amigos e começar a jogar? Bom, não é tão fácil quanto parece. A nossa equipe de esports bets desenvolveu uma série de infográficos com o passo a passo para você entrar neste mundo. Confira!

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É claro que, utilizando de um recurso ou outro, é possível criar um universo mais simples e se divertir, na medida do possível, com seus amigos. Entretanto, hoje, o GTA RP se tornou mais que uma forma de entretenimento. Ele é um negócio. Isso graças aos grandes servidores, que recebem investimentos e conseguem entregar algo muito próximo do mundo real. 

Estes grandes servidores, normalmente abrigados no FiveM - plataforma mais utilizada para a criação de servidores ao redor do globo, normalmente têm toda uma equipe de desenvolvimento, criação e administração, responsável por traçar todas as estratégias do universo a ser criado.

Isso tudo, mais a contratação de um serviço de hospedagem, necessário para abrir o mundo para o público, demanda um investimento médio de R$ 20 mil, que oscila para mais ou menos a depender da proposta do servidor.

O investimento é dedicado ao pagamento do serviço de hospedagem e contratação de uma equipe de desenvolvedores, administradores, entre outros profissionais que fazem tudo acontecer nos bastidores. 

Existe, sim, a chance de gastar muito menos que R$ 20 mil, mas precisa ter em mente as limitações que um baixo investimento traz - entretenimento limitado, poucas interações e um público pequeno, por exemplo-, é ideal para quem tem vontade de criar um mundo só para interação com amigos e nada mais.

Baseando-se nas estruturas de servidores como Cidade Alta, Complexo, Cidade dos Anjos, entre outros frequentados por diversos criadores de conteúdo, o investimento precisa ser alto, uma vez que é necessário, principalmente, suportar o maior número de pessoas interagindo simultaneamente, o que demanda custos de hospedagem e salários pagos a uma equipe dedicada na manutenção e administração/moderação do servidor.

Bem como todo negócio, o GTA RP não vive só de gastos. Então, sim, é possível lucrar com a criação de um mundo virtual no universo do clássico da Rockstar. E isso é feito através de elementos que podem ser adquiridos com a moeda do mundo real, ações publicitárias e até mesmo apostando no comércio de NFT – que tem um potencial enorme nessa brincadeira toda.

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O Cidade Alta, um dos maiores servidores de GTA RP do continente, é um case de sucesso. Brahma, iFood e Tinder são alguns gigantes do mercado não-endêmico que deixaram suas marcas dentro do servidor, com ações que aproximaram ainda mais o público alvo e também foram capazes de despertar a curiosidade naqueles que não imaginavam o que era GTA RP e o próprio Cidade Alta. 

Banco do Brasil e Logitech, outras duas marcas tradicionais em seus segmentos, também apostaram nesse universo, mas em outro servidor: o Complexo, que recentemente foi palco de lançamento do novo BMW iX, um dos últimos lançamentos de uma das gigantes do mercado automobilístico. 

E acreditem: é só o começo.

Definitivamente, não se pode colocar o GTA RP na prateleira de sucessos momentâneos. O que em algum momento durante 2020 e 2021 foi diversão para personalidades como Anitta, Lebron James, Travis Scott e Haaland e elevou diversos criadores de conteúdo brasileiros (como Coringa, Funbabe, Gabepeixe, Marcão, Reh...), agora tem um potencial enorme e promete ir ainda mais longe, principalmente com a febre que vem se tornando o metaverso.