Um mês depois do lançamento oficial do VALORANT, em 2 de junho de 2020, o jogo de tiro tático da Riot Games — desenvolvedora de jogos de sucesso, como League of Legends (LoL) — já teve o seu primeiro campeonato oficial de esportes eletrônicos (eSports) em solo brasileiro.

Antes mesmo do jogo ter sido lançado, pro players, personalidades consolidadas entre a comunidade e até mesmo profissionais aposentados aproveitavam para testar a versão beta do game, deixando os fãs do gênero e da empresa cada vez mais ansiosos para a criação de um cenário competitivo e o anúncio de lançamento oficial do jogo com servidor dedicado ao Brasil.

De fato, não era nenhuma novidade que o jogo viraria um eSport em breve, porém, o sucesso foi mais do que imediato. Aqui no Brasil, a final do principal torneio nacional, o VALORANT Champions Tour: Brasil (VCTBR) contou com 120 mil espectadores ao mesmo tempo. Com picos de visualização de entre cerca de 68 mil e 97,708 mil durante os embates, a final entre a gigante LOUD e a Ninjas in Pyjmas (NIP) foi vista por 123,992 mil brasileiros. Considerando que o LoL possui um competitivo desde 2012 e um dos maiores picos foi de 400 mil espectadores conquistados em quase 10 anos de campeonatos da Riot Games, não há como negar que o VALORANT é uma paixão nacional.

Outro amor dentre os fãs de diversas modalidades de eSports é a LOUD e, mesmo assim, no cenário internacional, a equipe foi considerada underdog, ou seja, uma perdedora. Mas, afinal, você já parou para pensar o porquê de times do VALORANT Masters invalidaram uma das line ups mais brilhantes e amadas pela nação brasileira? Analisamos alguns pontos para entender os possíveis e principais motivos. Se prepare para o round pistol e rushe nesse mapa com a gente.

O reflexo do LoL brasileiro

Em campeonatos internacionais e mundiais de LoL, tais como o MSI (Mid Season Invitational) e o Campeonato Mundial de League of Legends (Worlds), os brasileiros infelizmente não possuem grandes números em comparação a outras regiões do game. Mesmo com um título do All Stars, quase toda vez é a mesma história: uma equipe muito forte no Brasil, que é capaz de muitas vezes vencer o CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) de forma invicta, consegue o título e cria grandes esperanças para os fãs.

Chegando no mundial, os pro players acabam não desempenhando boas jogadas e na maior parte das vezes não consegue passar nem da primeira fase do campeonato mais importante da modalidade.

Os próprios fãs de LoL fazem piadas com a própria região, considerando-a inferior às outras. Diversos técnicos de times e profissionais de eSports já demonstraram desgosto sobre época de treinamento pós nacional, em que a maior parte dos pro players saem de férias e a equipe vencedora não tem como treinar contra outras organizações para elevar o nível competitivo e testar novas composições. Além disso, aparentemente os elencos internacionais se recusam a treinar contra os jogadores brasileiros. De qualquer forma, existe uma ideia entre torcida e organizações internacionais de que o Brasil não deve ser considerada uma região que possa render bons jogos.

O fator LOUD

Qualquer pessoa que acompanhe minimamente eSports ou ao menos jogue algum game competitivo sabe que a LOUD é a maior organização em fãs na América Latina. Criado em 2019, o time nasceu no cenário de Free Fire (FF), que por muito tempo também foi desacreditado pelos fãs de eSports por conta de ser um game mobile.

O estigma de que quem jogasse no celular não era um “gamer de verdade” demorou um tempo para ser esquecido, dando chance a um cenário competitivo que trouxe oportunidades para diversas pessoas que não tinham dinheiro para ter um computador gamer e jogar os últimos games lançados.

A LOUD também criou um novo modelo de negócio dentro do universo dos games dos eSports: a organização não focou apenas no competitivo como se é esperado de equipes, mas, também investiu em talentos para realizar criação de conteúdo. Isso foi o que diferenciou os verdinhos de diversos outros clubes competitivos dentre os jogos eletrônicos, dando força total para a organização que atualmente possui quase 12 milhões de seguidores no Instagram e no canal oficial do YouTube. Tirando isso, conta com personalidades consolidadas entre a comunidade, que sozinhas contam entre 5 e 10 milhões de fãs, tais como  o caso de Thaiga e Coringa.

Conclusão

Com recordes em redes sociais e números considerados absurdos, muitos acham que a LOUD é apenas uma empresa com muitos fãs, desconsiderando o lado competitivo dos times. Porém, a empresa é considerada uma das que mais investe em estrutura atualmente entre os times brasileiros. É bom se segurar, que a LOUD vem aí para fazer o L nos próximos torneios.

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