BrTT é um dos maiores ídolos do LoL (League of Legends). Conhecido no Brasil e no mundo por seu desempenho na bot lane e jeito agressivo de jogar, é considerado um dos veteranos dos esportes eletrônicos (eSports) no país. Carioca da gema e flamenguista de coração, passou pelas equipes mais consolidadas do cenário e vive uma pausa em sua carreira para se reencontrar. Em entrevista exclusiva cedida à equipe de apostas no CBLOL da Betway, nossa equipe descobriu um pouco mais sobre quem é o pro player, músico e competidor nato Felipe Gonçalves.

Com 31 anos e tendo jogado profissionalmente Counter Strike e DotA 2, foi no LoL que brilhou. A competição sempre esteve presente na vida do ADC, que fez jiu jitsu quando criança e chegou a garantir muitas medalhas de natação ainda pequeno, mas conta que o verdadeiro gosto por competir veio através das telas do computador: era bem novinho, eu deveria ter uns 13 anos, 14… mas já comecei a participar de alguns campeonatos e tal. Eu já era muito competitivo, odiava perder”.

Amor pelos esportes tradicionais

Os esportes tradicionais também foram uma paixão recorrente do carioca, cuja admiração vai além do basquete e do futebol: “eu acho que se eu fosse falar, hoje em dia, o esporte que eu mais acompanho… cara, é boxe, mas eu gosto de todos. [...] Acompanhar, no final não é acompanhar, né? Só pegar a parte boa”, diz dando risada.

Pensando que BrTT é o ídolo de muitos jogadores de LoL, você já parou para pensar quem são os ídolos dele? Segundo Felipe, existem muitos. No futebol ele escalaria Romário, Adriano, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Na Fórmula 1, o campeão das pistas seria Ayrton Senna. E no basquete, Michael Jordan é quem arrancaria mais pontos do astro, que o destacou dentre os outros:

“Eu pesquisei algumas coisas dele, assisti documentário e ele é um cara que eu me identifiquei bastante em muitos aspectos da pessoa, de como ele leva a competição e tudo mais… então, eu acho que é o cara que eu diria: pô, esse cara é o brabo!”

Ainda falando dos ídolos, segundo o campeão brasileiro, tomar uma cerveja com alguns deles seria o ideal, rendendo “muitas histórias legais para contar”:

“Seria legal trocar uma ideia com ele [Michael Jordan] e acho que pegar um brasileiro também, né? Eu acho que eu ficaria muito entre o Ronaldinho Gaúcho e o Adriano Imperador. Numa mesinha de bar… eu acho que daria uma troca de ideia legal!”

Reflexo de trabalhar, trabalhar e trabalhar

Com uma pausa na carreira para recarregar os ultimates de Twitch, BrTT passou por um momento que considerou “estar muito mal”. Para ele, faltava algo que o fizesse bem e que o tirasse do momento que estava vivendo. A música chegou para salvar o ídolo de muitos.

“Mesmo não sendo eu que ia gravar, foi um momento que eu tava ali [no estúdio] me sentindo muito bem e meio que virou uma chave na minha cabeça de que fazia tempo que eu não me sentia assim. Pô, acho que é um sinal para fazer isso aqui, né? Já que tá me fazendo bem. Então, foi aí que eu entrei nesse meio [do trap] aí.”

A música, inclusive, esteve presente nas rodadas de campeonatos oficiais. Felipe confessou que não tinha tanta ligação com a música a não ser em momentos mais específicos.

“Aquele momento de reflexão, [eu] colocava uma música. Lembro que na maioria das finais eu colocava um Eminem e ficava escutando; ninguém podia me incomodar. Meio que me fazia entrar naquele ambiente, no personagem, sei lá.. Meio que tava pronto pra guerra, num clipe alí”.

Segundo o carioca, foi difícil entender que estava na hora de cuidar de si mesmo, sendo que só percebeu que estava em uma situação complicada quando realmente conseguiu se sentir bem novamente.

“Quando eu comecei a me sentir bem com algumas coisas, percebi: pô, é melhor eu tomar mais cuidado, começar a cuidar de mim e parar de viver para o trabalho e parar de viver para outras coisas e parar e cuidar um pouco de mim. Acho que foi aí que eu realmente percebi e eu acho que é o que acontece com a maioria das pessoas que passam por isso.”

“Primeiro de tudo é não desistir”, afirma BrTT

O atirador e artista deixou um recado para quem precisa de ajuda: “primeiro de tudo é não desistir”. O conselho sábio do veterano é procurar algo que te faça sentir melhor.

“Acho que a pessoa pode buscar essas coisas, seja em amigos, seja em uma pessoa, seja em alguma coisa, alguma atividade, música, seja lá o que for. Eu aconselho a nunca desistir e sempre estar buscando algo que vai te fazer bem, por menor que seja essa coisa, mas começa por alguma coisa”, diz.

Confira a entrevista completa abaixo: