Ora desagradáveis, ora encantadores. Paradoxais o suficiente para que se assemelhem às pessoas reais, cheias de nuances. Apesar de suas imperfeições, secretamente gostaríamos de nos comportar como eles. Esses são os anti-heróis, personagens deliciosamente maliciosos, que ganham nossos corações.

O cinema soube traduzir todos esses anseios perfeitamente, em obras que marcaram o imaginário de gerações. Personagens que bebem do improviso, do sarcasmo, da imprevisibilidade e da incompreensão.

 Anti-heróis são primeiramente caracterizados pelo seu nível de moralidade e empatia. Eles costumam jogar dos dois lados, aproveitando o que bandidos e mocinhos têm a lhes oferecer e são cheios de contradições, oferecendo um prato cheio de ambiguidade. Depois uma característica marcante desses personagens - e que geralmente as pessoas os confundem e os colocam na mesma seara dos vilões - é o nível de crueldade. O que os motiva pode variar da vingança à honra e o errado sempre lhes parece mais fácil.

 Montamos então, diante de um contexto social cada vez mais complexo e mutável - sem maniqueísmos, sem o bem contra o mal bem definidos -, um ranking com os maiores anti-heróis do cinema. Em “Coringa” (2019), de Todd Phillips, o personagem de Joaquin Phoenix questiona: “sou apenas eu, ou o mundo está ficando mais maluco lá fora?”.

Bem pertinente ao mundo que vivemos, cada vez mais desenvolto em camadas e perspectivas diferentes. A democratização de vozes na Internet, por exemplo, é um fenômeno que trouxe as minúcias dos discursos, as particularidades de pontos de vista e a amplificação de pós-verdades. Nada é simples e agora todos, o real, têm seu direito ao holofote - assim como esses personagens.

Aqui no cassino online da Betway, ranqueamos neste infográfico os principais anti-heróis do cinema, baseado em seus níveis de moral, empatia e crueldade. Confira!

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Em quinto lugar, Deadpool (2016-2018), é desbocado, inconsequente e muito divertido. Ele acabou ganhando poderes quando se submeteu a um tratamento experimental que prometia curar seu câncer, mas ficou com uma aparência bem esquisita e perdeu um pouco da noção. Deadpool faz piada com tudo e com todos - e o público o ama por isso.

Em quarto, Travis Bickle, de Taxi Driver (1976), está preparado para realizar seus objetivos moralmente ambíguos por quaisquer meios necessários. Ele é um homem comum, que sai em uma cruzada para limpar uma sociedade desprovida de morais.

Bronze do nosso pódio, o Arhur Fleck transformado em Coringa, em Coringa (2019), não é simplesmente um contraste insano do Batman ou uma força caótica da natureza. Ele é um homem que nasceu em meio a muitas adversidades e foi empurrado incessantemente em direção a uma inevitável explosão violenta de auto-aceitação.

Vice-campeão, Alex DeLarge, de Laranja Mecânica (1971), é um assassino, estuprador e psicopata extremamente carismático, que abraça sua natureza selvagem e trabalha para se aceitar ao invés de tentar mudar quem ele é.

O grande campeão, Hannibal, de filmes como Silêncio dos Inocentes (1991) e Dragão Vermelho (2002), não só mata, como come a carne de suas vítimas com o refinamento de quem janta num restaurante listado no guia Michelin. O modus operandi de um assassino são as ações que ele toma para matar. A assinatura é o que ele faz por trás disso, um comportamento ritualístico que satisfaça algum aspecto de sua fantasia. O canibalismo é a assinatura de Lecter, mas não é só isso. Ele deve brincar com suas vítimas. A elaborada preparação de um jantar cinco estrelas de carne humana, como a que vimos em o Dragão Vermelho, é uma grande parte de sua fantasia. O ato de comer, de preparar o jantar e ver seus convidados comendo a iguaria tem o mesmo peso.

Essa linha tênue de atitudes é o que caracteriza o anti-herói. Um elemento que traz novas camadas e torna as relações entre os personagens mais densas. Os personagens listados são complexos e envoltos em uma atmosfera sombria e misteriosa - e talvez por isso despertem tanto interesse, sejam tão populares e tenham seu lugar na história.