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Por que ‘My Beautiful Dark Twisted Fantasy’ é o melhor álbum de Kanye

13 Jun | BY Betway Insider | MIN READ TIME |
Por que ‘My Beautiful Dark Twisted Fantasy’ é o melhor álbum de Kanye

No aniversário de 10 anos de seu lançamento, analisamos por que a performance, a produção e a influência fazem desse álbum a obra-prima de Kanye West

“Taylor, vou deixar você terminar, mas Beyoncé teve um dos melhores vídeos de todos os tempos!”

Quando Kanye West subiu ao palco do VMAs 2009 e interrompeu Taylor Swift, parecia que ele havia causado um dano irreparável à sua reputação.

West já havia causado muita controvérsia até aquele moment de sua carreira, mas envergonhar a queridinha da América em rede nacional o tornou o inimigo público número 1. Sua turnê programada para 2009 com Lady Gaga foi cancelada enquanto Barack Obama o chamava de “tonto”.

No entanto, a defesa movida a Hennessey que fez de Beyoncé funcionou como o catalisador para a magnum opus de West.

Após o incidente, ele foi para o exílio no Havaí e emergiu em novembro de 2010 com My Beautiful Dark Twisted Fantasy, um “álbum de desculpas”, como ele mesmo descreveu.

A obra-prima contendo 13 músicas estreou diretamente como número 1 na Billboard 200 e foi considerada um clássico instantâneo por ouvintes e críticos.

Apresentando os singles “Power”, “Runaway”, “Monster” e “All of the Lights”, MBDTF não se destinava a restaurar a simpatia de West. Muito pelo contrário. Pegando emprestada uma frase de seu segundo single, o álbum foi “um brinde aos idiotas”.

Entretanto, foi tão inegavelmente impressionante do início ao fim que até mesmo aqueles que odiavam a pessoa de Kanye tiveram que admirar o Kanye artista.

Então, com a pesquisa feita pelo time de roleta online da Betway, aqui estão as razões por que MBDTF continua a ser o melhor trabalho de West no aniversário de 10 anos do seu lançamento.

Performance

Os álbuns de Kanye West sempre vendem bem, e não foi diferente com MBDTF.

Apesar de a aprovação pública de Kanye estar no nível mais baixo de todos os tempos, seu quinto álbum de estúdio se tornou o quarto trabalho por ele lançado a alcançar de forma consecutiva o topo da Billboard 200, vendendo 496.000 cópias nos Estados Unidos na primeira semana.

O álbum rendeu disco de platina duplo e, embora não seja de forma alguma o mais vendido de West, atualmente tem 1,7 bilhões de streams no Spotify — o terceiro maior de todos os seus álbuns, atrás de The Life of Pablo e Graduation. O ponto em que MBDTF realmente se destaca em sua discografia, entretanto, é a recepção pela crítica.

O álbum recebeu aclamação quase universal, pontuando 94 de 100 no agregador de críticas Metacritic. Essa é a quarta pontuação mais alta de álbuns de hip hop da história, com sete pontos a mais do que The College Dropout, o álbum de estreia de West, considerado um clássico.

Foi eleito o melhor álbum do ano por uma série de publicações, recebendo pontuações perfeitas da XXL, Slant Magazine e Pitchfork.

A atração exercida pelo álbum também durou ao longo do tempo, tendo liderado as listas de álbuns da década de nove sites importantes, incluindo Billboard, Rolling Stone e Complex.

Os contemporâneos de West também se entusiasmaram em seus elogios, com Pusha T descrevendo o álbum como “o melhor rap de todos os tempos”.

Elton John chamou o disco de “um álbum de gênio” enquanto Paul McCartney disse: “Esse foi o álbum de Kanye que eu realmente invejei”.

Produção

Embora os lançamentos recentes de West tenham sido criticados por serem apressados ​​e sem foco, MBDTF foi produto de um planejamento meticuloso e horas e horas de trabalho no estúdio.

Kanye estimou que “Power” levou “5.000 horas de trabalho solitário” para ser produzido e afirmou ter colocado a mesma energia em todas as músicas do álbum.

No entanto, o disco não é fruto apenas do trabalho de um homem, pois West convocou um número incrível de colaboradores para ajudar a criar sua obra-prima.

O álbum teve 11 artistas convidados, incluindo colaboradores de longa data, como Jay-Z e John Legend, e estrelas emergentes, como Nicki Minaj e o vocalista do Bon Iver, Justin Vernon.

Outros 18 vocalistas adicionais também aparecem, incluindo Rihanna, Charlie Wilson, Elly Jackson, do La Roux, Alicia Keys, Drake e Elton John, todos os quais fizeram aparições sem créditos em “All of the Lights”. E mais 20 músicos também contribuíram, incluindo quatro que apenas colaboraram batendo palmas.

Foi, como Q-Tip descreveu, “música por comitê”.

Colaboradores revelaram detalhes sobre as agora lendárias sessões de estúdio de 14 horas, em que West pediu que usassem ternos pretos e colocassem cartazes que exigiam não tweetar, não blogar, não tirar fotos e “ter foco total neste projeto”.

Ele seguiu suas próprias regras também, como a lenda do Wu-Tang Clan, RZA — que produziu “Dark Fantasy” e participou de “So Appalled” —, disse: “A maneira como tudo aconteceu foi concentrada na energia. Eu nunca vi isso de um rapper antes.”

Kanye há muito é considerado um egomaníaco — e com razão —, mas este álbum foi o produto de sua vontade de compartilhar ideias e trabalhar em prol de sua visão com os outros.

Ele certamente não teve medo de compartilhar os holofotes, já que a letra de Minaj em “Monster”, a aparição de Rick Ross em “Devil in a New Dress” e a letra de Pusha T em “Runaway” oferecem alguns dos momentos marcantes do álbum.

Influência

Uma pessoa que não acredita que MBDTF é o melhor álbum de Kanye é ele próprio.

Em 2015, West afirmou que 808s & Heartbreak e Yeezus eram “muito mais fortes” porque eram mais progressivos e eram compostos de música que ele queria fazer, e não do que o público queria ouvir.

Claro, ser mais desafiador não necessariamente torna um álbum superior, mas é verdade que MBDTF não alterou a paisagem do hip hop da maneira que 808s & Heartbreak e até mesmo The College Dropout fizeram.

No entanto, MBDTF teve um grande impacto na percepção do hip hop nos anos 2010.

Entre 2005 e 2009, apenas quatro álbuns de hip hop entraram nas listas dos 10 melhores álbuns do ano da Pitchfork.

MBDTF liderou a lista de 2010 e se tornou o primeiro disco de hip hop da história a ser nomeado Álbum do Ano da Pitchfork.

Nos oito anos após o lançamento do álbum, 15 álbuns de hip hop foram nomeados entre os 10 melhores da Pitchfork no final do ano, com quatro no topo da lista: Good Kid, M.A.A.D City, de Kendrick Lamar, em 2012, To Pimp A Butterfly em 2015 e DAMN. em 2017, além de Run The Jewels 2, de Run The Jewels, em 2014.

O brilho inegável de MBDTF fez com que os críticos gostassem de comentar os principais discos de hip hop, preparando o cenário para que artistas como Kendrick Lamar, Drake e Tyler, The Creator recebessem aclamação massiva da crítica que era amplamente reservada para bandas de rock na década anterior.

Também vale a pena mencionar que o álbum que liderou a lista da Pitchfork em 2011 foi o segundo álbum homônimo de Bon Iver.

O fato de Justin Vernon ter recebido tanto reconhecimento um ano depois de estrelar em MBDTF não é coincidência — alguns dos principais colaboradores de West atingiram novos patamares após o lançamento do álbum.

O álbum de estreia de Nicki Minaj, Pink Friday — que saiu no mesmo dia que MBDTF —, foi um grande sucesso, finalmente chegando ao topo da Billboard 200 em sua 11ª semana, com rappers como Rick Ross dizendo que ela ganhou respeito pela sua letra em “Monster”.

Pusha T desfrutou de um renascimento de carreira depois de aparecer em “Runaway” e “So Appalled”, colaborando regularmente com West como parte da sua gravadora G.O.O.D. Music, da qual ele agora é o presidente.

Ele lançou três álbuns desde 2010, todos com ampla aclamação da crítica e todos com produção de Kanye, com o mais recente, Daytona, recebendo uma indicação ao Grammy em 2019.

Portanto, embora West possa não ter pretendido mudar o jogo com MBDTF, o álbum claramente teve um efeito duradouro sobre as pessoas ao seu redor.

Ele impulsionou o hip hop não levando o gênero a uma nova direção, mas levando as melhores qualidades de West — valores de produção, sampleamento e combinação de colaboradores — a novos patamares.

“Dark Fantasy”, a faixa de abertura em que ele apresenta os temas do álbum, como decadência, hedonismo e o preço da fama, pergunta: “Podemos chegar muito mais longe?”.

A resposta, para Kanye e possivelmente qualquer outra pessoa desde o lançamento do álbum, é “ainda não”.

 

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