{"id":89680,"date":"2022-06-21T19:12:46","date_gmt":"2022-06-21T18:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.betway.com\/nba\/os-estrangeiros-estao-tomando-conta-da-nba\/"},"modified":"2023-12-15T10:50:54","modified_gmt":"2023-12-15T10:50:54","slug":"os-estrangeiros-estao-tomando-conta-da-nba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/basquete\/nba\/os-estrangeiros-estao-tomando-conta-da-nba\/","title":{"rendered":"Os estrangeiros est\u00e3o tomando conta da NBA?"},"content":{"rendered":"","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":0,"featured_media":53592,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[514],"tags":[],"class_list":["post-89680","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nba"],"acf":{"brief_description":"Pela quarta temporada seguida, jogadores estrangeiros levaram o MVP. Eles se tornaram as grandes estrelas? E como foi o processo que levou a NBA at\u00e9 aqui?","auto_update_sportal365":true,"main_image":53593,"authors":[86259],"properties":{"ads_enabled":true,"adult_content":false,"important":false,"live":false},"live_url":"","type_of_redirect":"permanent","body":[{"acf_fc_layout":"editor_block","content":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O primeiro jogo da <strong>NBA<\/strong> aconteceu cerca de 75 anos atr\u00e1s. O New York Knicks venceu o Toronto Huskies por 68 a 66. Placar baixo, certo? Era um jogo diferente. N\u00e3o havia limite de tempo na posse de bola ou cesta de tr\u00eas. A NBA nem se chamava NBA, mas<strong> BAA (Basketball Association of America)<\/strong>. O pr\u00f3prio Toronto Huskies durou apenas uma temporada. Um dos jogadores em quadra se chamava Hank Biasatti. Ele aparentemente n\u00e3o era muito bom. Fez seis pontos em seis jogos e achou que teria mais sorte no beisebol &#8211; e teve mesmo. Mas bastou a ele sair do vesti\u00e1rio para fazer hist\u00f3ria. O \u00edtalo-canadense \u00e9 considerado o primeiro estrangeiro do melhor basquete do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Havia um alem\u00e3o naquela partida,<strong> Charlie Hoefer<\/strong>, mas ele cresceu nos Estados Unidos e tinha cidadania norte-americana. <strong>Biasatti<\/strong> nasceu na It\u00e1lia, mas era canadense para todos os efeitos. Partindo deles, a NBA passou por um processo de globaliza\u00e7\u00e3o, inicialmente lento, intensificado na d\u00e9cada de noventa, para comemorar tr\u00eas quartos de s\u00e9culo como uma liga verdadeiramente internacional, que come\u00e7ou a sua \u00faltima temporada com mais de 100 jogadores de dezenas de pa\u00edses diferentes, e alguns deles n\u00e3o est\u00e3o apenas fazendo papel de coadjuvante. Os \u00faltimos quatro pr\u00eamios de MVP foram vencidos por atletas que n\u00e3o nasceram nos Estados Unidos: o grego <strong>Giannis Antetokounmpo<\/strong>, do Milwaukee Bucks, em 2019 e 2020, e o s\u00e9rvio <strong>Nikola Jokic<\/strong> em 2021 e 2022.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 a maior sequ\u00eancia de estrangeiros sendo eleitos o melhor jogador da temporada regular, mas o fato em si \u00e9 raro. O piv\u00f4 nigeriano Hakeem Olajuwon ficou com o trof\u00e9u em 1994, e depois houve dois para o canadense <strong>Steve Nash<\/strong> e um para o alem\u00e3o<strong> Dirk Nowitzki<\/strong>, entre 2005 e 2007. Todos os outros, desde o primeiro em 1956, s\u00e3o acompanhados por bandeirinhas dos Estados Unidos. Um franc\u00eas, <strong>Rudy Gobert<\/strong> do Utah Jazz, e o grego Giannis foram eleitos os melhores defensores por quatro temporadas consecutivas, at\u00e9 Marcus Smart do Boston Celtics quebrar a s\u00e9rie. O \u00faltimo jogo das estrelas teve seis estrangeiros, al\u00e9m de <strong>Karl-Anthony Towns<\/strong>, nascido nos EUA, mas que defende a sele\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Dominicana. Foram oito nas duas edi\u00e7\u00f5es anteriores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Desde a chegada de jogadores europeus no final dos anos oitenta, o protagonismo de estrangeiros foi intermitente na NBA. <strong>Hakeem Olajuwon<\/strong> liderou o Houston Rockets a dois t\u00edtulos consecutivos, enquanto Michael Jordan brincava de beisebol e salvava o mundo de uma invas\u00e3o alien\u00edgena, e o argentino <strong>Manu Ginobli<\/strong> e o franc\u00eas <strong>Tony Parker<\/strong> foram pilares do San Antonio Spurs, um dos melhores times dos \u00faltimos 15 anos. Steve Nash liderou um Phoenix Suns que n\u00e3o ganhou nada, mas encantou pelo seu estilo de jogo super ofensivo, super r\u00e1pido e com princ\u00edpios que influenciariam o basquete que domina a liga no momento. <strong>Dirk Nowtizki<\/strong> foi o protagonista de uma das melhores hist\u00f3rias recentes, um Dallas Mavericks cheio de veteranos que superou at\u00e9 o Miami Heat de LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh para ser campe\u00e3o. O chin\u00eas <strong>Yao Ming<\/strong>, primeira escolha do draft em 2002, foi uma das estrelas do Houston Rockets. O espanhol<strong> Pau Gasol<\/strong> ajudou Kobe Bryant a ganhar dois an\u00e9is.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Agora, por\u00e9m, parece consolidado. Al\u00e9m de Giannis e Jokic, pelo menos <strong>Joel Embiid<\/strong>, do <strong>Philadelphia 76ers<\/strong>, e <strong>Luka Doncic<\/strong>, dos Mavericks, est\u00e3o em qualquer lista de melhores jogadores da NBA na atualidade. Ali\u00e1s, est\u00e3o na lista do pr\u00eamio de MVP tamb\u00e9m: o camaron\u00eas Embiid foi o segundo colocado, o esloveno Doncic foi o quinto, com Jokic na ponta. Giannis, Jokic e Doncic foram eleitos para o quinteto ideal da temporada, e Embiid ficou no segundo time. Ent\u00e3o ser\u00e1 que as maiores estrelas da liga hoje em dia s\u00e3o estrangeiros? \u201cN\u00e3o. As maiores estrelas ainda s\u00e3o os jogadores norte-americanos. Eles t\u00eam mais acordos de patroc\u00ednio, (vendem) bem mais camisas e as audi\u00eancias de televis\u00e3o para os seus times ainda s\u00e3o maiores\u201d, afirma o rep\u00f3rter Joe Vardon, do site The Athletic, com exclusividade \u00e0 equipe de\u00a0<a rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/betway.com\/pt\/sports\" target=\"_blank\">apostas esportivas online<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0da Betway. \u201c que cobrem a liga e n\u00e3o estamos baseando nossos votos em popularidade\u201d. Ok. Mas ent\u00e3o eles s\u00e3o os melhores jogadores? \u201cSe eu disser sim, voltaria apenas at\u00e9 a temporada passada. Jokic foi o MVP e Giannis ganhou o t\u00edtulo. Antes disso, no entanto, n\u00e3o. Eu n\u00e3o diria isso necessariamente. Vencer importa para mim\u201d, completa Vardon.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/28223\/nba-info-01_estrelando-estrangeiros.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/d30b89c97b194451b1d01e232b703c6d\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O pr\u00eamio de melhor jogador da temporada regular premia\u2026 a regularidade. Quem ao longo de 82 partidas consegue ser mais importante para a sua equipe. Isso depende bastante do time em que o atleta se encontra, \u00e0s vezes para o bem, \u00e0s vezes para o mal. Giannis se destacou em uma m\u00e1quina de vencer jogos. Jokic foi eleito porque levou um Denver Nuggets devastado por les\u00f5es quase sozinho \u00e0 sexta melhor campanha do Oeste. No topo do pau de sebo, por\u00e9m, est\u00e1 o t\u00edtulo, e os playoffs s\u00e3o animais completamente diferentes. As partidas s\u00e3o mais pegadas, os momentos decisivos se multiplicam. O verdadeiro craque aparece ali. Giannis at\u00e9 agora \u00e9 o \u00fanico que foi at\u00e9 o fim, tamb\u00e9m porque, apesar de a NBA valorizar esses pr\u00eamios individuais, nela ainda se pratica um esporte coletivo, e o grego est\u00e1 em uma melhor situa\u00e7\u00e3o. Jokic e Doncic defendem franquias a um ou dois movimentos de realmente se tornarem candidatas, e Embiid tem sido engolido pelos problemas em s\u00e9rie dos 76ers. Na \u00faltima temporada, apenas o Dallas de Doncic esteve entre os quatro melhores times, e os estrangeiros dos finalistas foram coadjuvantes. Alguns ilustres, mas secund\u00e1rios. O canadense Andrew Wiggins, do campe\u00e3o Golden State Warriors, foi o que mais se destacou.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nenhum ainda conseguiu emplacar m\u00faltiplas conquistas ou uma dinastia, o que no fim das contas separa os \u00f3timos das lendas, mas eles ainda t\u00eam muita carreira pela frente. A idade \u00e9 um fator importante nessa discuss\u00e3o e em parte explica o protagonismo que eles apresentam neste momento: quase todos est\u00e3o entre os 27 e 28 anos, maduros, mais ou menos no auge de seus poderes f\u00edsicos. Doncic, 23 anos, \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o, mas tem se mostrado extremamente precoce em seu desenvolvimento.\u00a0 Enquanto isso, os norte-americanos est\u00e3o em uma troca de gera\u00e7\u00f5es: suas principais estrelas passaram dos 30 anos ou ainda n\u00e3o se estabeleceram como estrelas. LeBron James, 37 anos, Kevin Durant, 33, e Stephen Curry, 34, ganharam todos os pr\u00eamios de MVP entre 2008 e 2016, com exce\u00e7\u00e3o de um, e ainda estiveram entre os jogadores dos Estados Unidos mais bem cotados para quebrar essa sequ\u00eancia recente de estrangeiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Antes dela, James Harden e Russell Westbrook foram os premiados, outros dois jogadores que passaram dos 30 anos e, diferente dos outros tr\u00eas, apresentaram quedas bruscas de rendimento. A nova gera\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguiu dar o salto. \u201cLeBron James ter\u00e1 38 anos na pr\u00f3xima temporada e sofreu les\u00f5es importantes em tr\u00eas dos \u00faltimos quatro anos. Ele nunca se machucou assim antes\u201d, lembra Vardon. \u201cKevin Durant \u00e9 provavelmente o melhor jogador norte-americano em atividade, mas ele tamb\u00e9m se machuca demais para ser considerado como o melhor no geral. Steph Curry \u00e9 incr\u00edvel, mas tamb\u00e9m est\u00e1 ficando mais velho e \u00e9 propenso a les\u00f5es. H\u00e1 muitas jovens estrelas norte-americanas na NBA, que uma hora ser\u00e3o \u00f3timos &#8211; Ja Morant \u00e9 um deles, Jayson Tatum outro e Devin Booker tamb\u00e9m -, mas eles ainda est\u00e3o buscando espa\u00e7o. Ent\u00e3o sim, definitivamente \u00e9 um momento de mudan\u00e7a na liga\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A matem\u00e1tica \u00e9 bem simples: quanto mais jogadores estrangeiros, maior a chance de alguns deles se tornarem grandes estrelas. Essa troca de guarda norte-americana \u00e9 acompanhada pela sustentada expans\u00e3o da presen\u00e7a de talentos de outros pa\u00edses. S\u00e3o oito anos consecutivos em que a noite de abertura tem mais de 100 jogadores estrangeiros nos elencos das 30 equipes &#8211; que t\u00eam a liberdade de fazer mudan\u00e7as, trocas, contrata\u00e7\u00f5es emergenciais, mas \u00e9 naquele momento em que apresentam a base para toda a temporada. Isso d\u00e1 mais ou menos um quarto de toda a liga.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/28225\/nba-info-03_estrangeiros-ganham-espaco-copiar.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/d9591cd6c69248e186a37f60305cc26b\" \/><\/span><\/p>\n<p>\u201cA NBA fez um trabalho incr\u00edvel para o jogo continuar crescendo no mundo inteiro\u201d, afirma um executivo do Philadelphia 76ers com exclusividade \u00e0 Betway. \u201cA NBA criou os Global Games, que consistem em jogos de pr\u00e9-temporada e temporada regular sendo realizados fora dos Estados Unidos e do Canad\u00e1. Durante a temporada 2022\/23, jogos de pr\u00e9-temporada ser\u00e3o organizados em Abu Dhabi e Paris. Al\u00e9m disso, a NBA desenvolveu academias de basquete em Austr\u00e1lia, \u00cdndia, M\u00e9xico e \u00c1frica. Essas academias focam no desenvolvimento das principais promessas escolares em cada pa\u00eds para permitir que cada uma delas maximize seus potenciais. Com a cria\u00e7\u00e3o da Liga Africana de Basquete (BAL, criada com colabora\u00e7\u00e3o da NBA), agora haver\u00e1 uma presen\u00e7a ainda maior da NBA em v\u00e1rios pa\u00edses africanos que receberem jogos. Durante todo meu tempo na NBA, os times sempre investiram recursos em seus departamentos internacionais de observa\u00e7\u00e3o. Continuam ampliando suas redes internacionais para receber informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre as promessas internacionais\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem sempre foi assim.<\/span><\/p>\n<h2><strong>A quest\u00e3o sovi\u00e9tica<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando os anos oitenta chegaram, a NBA estava em maus len\u00e7\u00f3is. As partidas quase n\u00e3o eram transmitidas ao vivo. O grosso passava na televis\u00e3o dos Estados Unidos com horas de atraso, e a ideia de transmitir para outros pa\u00edses poderia at\u00e9 arrancar algumas risadas. As chegadas de estrelas excepcionais como Magic Johnson e Larry Bird, e posteriormente de Michael Jordan, come\u00e7aram a mudar o panorama. David Stern, al\u00e7ado a comiss\u00e1rio em 1984, soube aproveitar esses novos protagonistas para transform\u00e1-la e ele sempre teve uma miss\u00e3o muito clara em mente: torn\u00e1-la global.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante as primeiras d\u00e9cadas da liga, havia um estrangeiro aqui e outro ali, mas a quantidade come\u00e7ou a atingir os dois d\u00edgitos nos anos oitenta. Em 1978, <strong>Mychal Thompson<\/strong>, pai de Klay, hoje no Golden State Warriors, tornou-se o primeiro jogador nascido fora dos Estados Unidos a ser escolhido em primeiro lugar no draft da NBA. O piv\u00f4 das Bahamas teve uma boa carreira, ganhou dois t\u00edtulos com o Los Angeles Lakers, mas era mais coadjuvante. O primeiro candidato a estrela foi Hakeem Olajuwon, a prefer\u00eancia do Houston Rockets no draft de 1984. No ano seguinte, o New York Knicks selecionou Patrick Ewing, que nasceu na Jamaica, mas representou os Estados Unidos. Tamb\u00e9m havia o franc\u00eas Dominique Wilkins, que entrou na liga pelo Atlanta Hawks em 1982, e era norte-americano no basquete. Todos eles t\u00eam algo em comum. Passaram pelo sistema universit\u00e1rio norte-americano, o principal garimpo da NBA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Muito do talento do basquete daquela \u00e9poca estava sob a Cortina de Ferro, e a\u00ed havia um probleminha burocr\u00e1tico: jogadores sovi\u00e9ticos n\u00e3o podiam se tornar profissionais. O piv\u00f4 lituano <strong>Arvydas Sabonis<\/strong>, por exemplo, foi selecionado na quarta rodada pelo Atlanta Hawks em 1984, mas, como tinha menos de 21 anos, a NBA o vetou. No draft seguinte, o Portland Trail Blazers usou sua escolha de primeira rodada para contar com os servi\u00e7os do jogador, mas foi a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica quem vetou dessa vez. Queria manter seu status de amador para a Olimp\u00edada de 1988 em Seul. Sabonis chegaria \u00e0 liga norte-americana apenas em 1995, depois de passar pelo basquete espanhol, ao qual se transferiu com a queda do Muro de Berlim.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O momento hist\u00f3rico, no fim das contas, era favor\u00e1vel \u00e0 vis\u00e3o de David Stern. A Guerra Fria estava em seus \u00faltimos suspiros. O l\u00edder sovi\u00e9tico <strong>Mikhail Gorbachev<\/strong> era o cara da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">glasnost<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> e da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">perestroika<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, duas pol\u00edticas que culminaram com a dissolu\u00e7\u00e3o da USSR. Em 1988, o Atlanta Hawks se tornou o primeiro time da NBA a jogar em solo sovi\u00e9tico, com tr\u00eas jogos em Tbilisi, na Georgia, Vilnius, na Litu\u00e2nia, e em Moscou. Naquele mesmo ano, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica ganhou a medalha de ouro na Coreia do Sul, passando por um time norte-americano universit\u00e1rio na semifinal, e logo em seguida deu carta branca para seus jogadores atuarem na NBA. \u201cIsso mudou o jogo. Muitos dos outros pa\u00edses do Leste Europeu n\u00e3o poderiam dar esse passo at\u00e9 que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica o fizesse\u201d, disse a vice-presidente de opera\u00e7\u00f5es internacionais da NBA, Kim Bohuny, \u00e0 Sports Illustrated.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Em 1989, o talento europeu come\u00e7ou a chegar de vez. Nomes como <strong>Vlade Divac<\/strong>, o primeiro jogador nascido e treinado fora dos Estados Unidos a fazer pelo menos 1.000 jogos de NBA, e<strong> Drazen Petrovic<\/strong>, protagonistas do document\u00e1rio <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Once Brothers<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, foram os principais destaques, ambos da Iugosl\u00e1via, ao lado do lituano <strong>Sarunas Marciulionis<\/strong>. Eles estiveram entre os primeiros estrangeiros que realmente se tornaram estrelas. Naquela mesma \u00e9poca, houve outra decis\u00e3o que tamb\u00e9m mudou o jogo: a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Basquete passou a permitir que jogadores da NBA atuassem em seus torneios. Logo, poderiam jogar o Campeonato Mundial. Ou os Jogos Ol\u00edmpicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era uma progress\u00e3o natural. Naquela \u00e9poca, apenas os jogadores da NBA n\u00e3o podiam jogar nos torneios da FIBA. Mesmo outros profissionais, como Oscar Schmidt, que atuava na It\u00e1lia, n\u00e3o eram barrados. A mudan\u00e7a foi aprovada oito meses depois dos Jogos de Seul, mas quase passou em 1986. O s\u00e9rvio<strong> Boris Stankovic<\/strong>, ent\u00e3o secret\u00e1rio-geral da entidade administrativa, foi um dos principais entusiastas. \u201cNossa competi\u00e7\u00e3o era fechada para jogadores da NBA e para mais ningu\u00e9m. Isso parece imoral\u201d, disse, segundo o site da sele\u00e7\u00e3o norte-americana de basquete. \u201cN\u00e3o faz sentido ter 200 milh\u00f5es de jogadores no mundo como membros da FIBA, mas n\u00e3o os 300 melhores jogadores. O fato \u00e9 que os profissionais dos EUA s\u00e3o muito mais fortes, mas apenas jogando contra eles com times fortes o resto do mundo pode melhorar. Se voc\u00ea \u00e9 de outro pa\u00eds e pode correr contra Carl Lewis, talvez voc\u00ea n\u00e3o tenha uma chance. Mas voc\u00ea ainda quer correr\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1992, sem nenhum tipo de amarra, a galera inteira pegou o avi\u00e3o para a Olimp\u00edada de Barcelona: Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, Karl Malone, Scottie Pippen, Patrick Ewing, David Robinson, John Stockton e outros figur\u00f5es. A sele\u00e7\u00e3o norte-americana simplesmente passou por cima dos advers\u00e1rios, ganhando todos os jogos por pelo menos 30 pontos, recuperou a medalha de ouro e exibiu o melhor que a NBA tinha a oferecer em um palco mundial. A liga havia fechado seu primeiro contrato de transmiss\u00e3o internacional na d\u00e9cada anterior, mas ainda n\u00e3o era como hoje. A Olimp\u00edada foi uma oportunidade para o mundo inteiro ver Michael Jordan de perto. E muitos dos aspirantes a jogador de basquete em outros pa\u00edses come\u00e7aram a querer ser como Michael Jordan. Ou Bird. Ou Magic.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Stern estava bem focado em abrir o mercado asi\u00e1tico. Discutia passar jogos na China e em 1990 levou um jogo de NBA entre Phoenix Suns e Utah Jazz para T\u00f3quio, o primeiro disputado fora da Am\u00e9rica do Norte. Quatro anos depois, enquanto Hakeem Olajuwon era o primeiro n\u00e3o-norte-americano a ganhar o pr\u00eamio de MVP, a China enviava uma equipe de transmiss\u00e3o da sua emissora estatal para cobrir o Jogo das Estrelas. Na virada do s\u00e9culo, Yao Ming foi o primeiro jogador que nunca atuou no sistema universit\u00e1rio dos Estados Unidos a ser selecionado com a principal escolha do draft. A popularidade do basquete naquele pa\u00eds pode ser constatada no All-Star de 2005, quando Ming foi titular com 2,5 milh\u00f5es de votos, quebrando o recorde de Michael Jordan. Jordan, ali\u00e1s, havia feito seu primeiro tour pela China no ano anterior e inspirou outros grandes nomes, como Kobe Bryant e Stephen Curry, a fazerem o mesmo regularmente.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/28224\/nba-info-02_o-caminho-dos-jogadores.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/ce0e651052fe44fb9c8d7a37a651a6bc\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2001, a NBA inaugurou uma iniciativa chamada Basquete Sem Fronteiras. S\u00e3o campos de treinamentos que re\u00fanem talentos jovens, t\u00e9cnicos, jogadores e olheiros da NBA, da WNBA e da FIBA em um mesmo teto. Todos passam alguns dias em alguma cidade ao redor do mundo exibindo suas habilidades, trocando ideias e fazendo contatos. Os elencos da noite de abertura da temporada 2021\/22 contaram com 35 jogadores que passaram pelo programa. Entre eles, Joel Embiid (2011), Jamal Murray (2015) e Deandre Ayton (2016). \u201cFoi uma ben\u00e7\u00e3o\u201d, disse Ayton, das Bahamas, dois anos antes de ser selecionado com a primeira escolha do draft pelo Phoenix Suns. \u201cEu nunca estive perto de tantos jogadores da NBA e jogadores experientes. \u00c9 motiva\u00e7\u00e3o para chegar ao topo como esses caras\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">A globaliza\u00e7\u00e3o como um todo, o desejo da NBA de se tornar internacional e o simples fato de que hoje em dia voc\u00ea pode acessar informa\u00e7\u00f5es sobre qualquer coisa a hora que quiser andaram de m\u00e3os dadas para abrir as portas do basquete norte-americano ao mundo. \u201cH\u00e1 mais jogadores nascidos estrangeiros e, logo, mais estrelas, do que em qualquer outro ponto da hist\u00f3ria da NBA\u201d, afirma o rep\u00f3rter do The Athletic, Joe Vardon, \u00e0 reportagem da Betway. \u201c\u00c9 um efeito natural da dissemina\u00e7\u00e3o gradual do esporte nos anos 90 e 2000, uma opera\u00e7\u00e3o de olheiros e de ensino feita pela NBA que se expandiu rapidamente, e o mundo cada vez menor (gra\u00e7as \u00e0 internet), que torna nosso jogo mais acess\u00edvel ao redor do mundo, e o desempenho de jogadores estrangeiros mais acess\u00edvel aqui\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA NBA \u00e9 uma liga global\u201d, acrescenta o armador brasileiro Raulzinho, que est\u00e1 na NBA desde 2015, atualmente no Washington Wizards. \u201cTodas as equipes possuem estrangeiros, algumas com mais presen\u00e7a, mais influ\u00eancia, outras com menos, e a quest\u00e3o dos pr\u00eamios ou do protagonismo acaba sendo consequ\u00eancia do trabalho e da oportunidade para esse n\u00famero cada vez maior de jogadores internacionais. Quase um quarto da liga \u00e9 de atletas estrangeiros, h\u00e1 uma mistura muito grande de estilos e escolas. S\u00e3o cerca de 40 pa\u00edses (39 na primeira rodada de 2021\/22), isso impacta tamb\u00e9m, faz com que todos aprendam e evoluam os seus jogos. Hoje temos jogadores internacionais se destacando ao ponto de concorrerem ao trof\u00e9u de MVP. Isso mostra a qualidade e o n\u00edvel dos estrangeiros que jogam na NBA\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Claro que al\u00e9m da expans\u00e3o, o protagonismo que esses jogadores estrangeiros atingiram hoje em dia tamb\u00e9m exige uma gera\u00e7\u00e3o especialmente talentosa. Raulzinho atuou com um desses caras, Joel Embiid, no ano em que passou defendendo o Philadelphia 76ers em 2019\/20: \u201cEmbiid \u00e9 um piv\u00f4 que tem habilidade, vis\u00e3o de jogo e recursos como poucos, al\u00e9m de saber usar bem a sua envergadura. Tem mobilidade, bom arremesso e \u00e9 um jogador extremamente inteligente, que ajuda a equipe a jogar melhor. Fico feliz por ver ele fazendo uma temporada t\u00e3o boa. Isso \u00e9 fruto de muito treino e principalmente muita dedica\u00e7\u00e3o. Ele nunca est\u00e1 satisfeito, sempre buscando mais\u201d.<\/span><\/p>\n<p>O executivo do 76ers tamb\u00e9m destacou a \u00e9tica de trabalho e o desejo de melhorar de Embiid: \u201cJoel \u00e9 um jogador que sabe atacar e defender e que continua trabalhando quando a temporada n\u00e3o est\u00e1 em atividade para melhorar seu jogo. Joel continua expandindo o alcance do seu arremesso, junto com a habilidade de criar arremessos para si e para os companheiros em transi\u00e7\u00e3o ou na meia-quadra. Al\u00e9m disso, o manuseio da bola e o trabalho com os p\u00e9s s\u00e3o elementos que ele levou a outro patamar\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O chefe de desenvolvimento internacional da NBA, Troy Justice, disse em entrevista ao site Basketball News que acredita que os estrangeiros precisam se provar nos Estados Unidos, t\u00eam \u201chumildade, desejo e fome\u201d, e uma forte \u00e9tica de trabalho. \u201cE n\u00e3o estou falando que os jogadores dom\u00e9sticos (n\u00e3o trabalham duro). N\u00e3o estou falando negativamente sobre eles, mas diretamente sobre caracter\u00edsticas que vejo nos jogadores internacionais. Diria que s\u00e3o incr\u00edveis alunos, muito humildes na maneira como abordam isso\u201d, disse, destacando que eles s\u00e3o \u201ctipicamente \u00f3timos jogadores de equipe\u201d e colocam o time em primeiro lugar \u201ccom muito pouco ego\u201d, o que tamb\u00e9m foi observado pelo rep\u00f3rter Joe Vardon. \u201cToda essa atual gera\u00e7\u00e3o de estrelas estrangeiras parece jogar com muito empenho nos dois lados da quadra e n\u00e3o parece interessada em atrapalhar a qu\u00edmica dos seus times nos vesti\u00e1rios\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><strong><span class=\"mce--header-two\">A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Sports Illustrated produziu uma hist\u00f3ria oral com jogadores estrangeiros relatando as dificuldades que encontraram assim que chegaram \u00e0 NBA. Tem para todo gosto. Literalmente, inclusive, porque o esloveno Goran Dragic reclamou que achou a comida muito doce. Drazen Petrovic e Vlade Divac comentaram sobre os diferentes estilos entre o basquete europeu e o norte-americano. Durante muito tempo, houve uma esp\u00e9cie de preconceito, cada vez menor e dif\u00edcil de sustentar em um momento no qual eles dominam pr\u00eamios defensivos, de que os jogadores de outros pa\u00edses eram mais moles, n\u00e3o jogavam t\u00e3o duro assim. A l\u00edngua sempre foi uma quest\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o tive problemas de adapta\u00e7\u00e3o quando cheguei \u00e0 NBA\u201d, afirma Raulzinho. \u201cNa verdade, a \u00fanica coisa que precisei entender melhor, que levou um pouco mais de tempo, foi me encaixar melhor, me acostumar com a velocidade, com o tipo de jogo, que era bem mais f\u00edsico do que na Europa. Todos me receberam bem. Alimenta\u00e7\u00e3o, clima, tudo foi simples, at\u00e9 porque a liga \u00e9 global. Tem mais de uma centena de jogadores internacionais h\u00e1 muitas temporadas, ent\u00e3o era uma quest\u00e3o de tempo at\u00e9 assimilar melhor o estilo de jogo\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse processo \u00e9 facilitado aos jogadores estrangeiros que entram na NBA por meio do sistema universit\u00e1rio dos Estados Unidos. Atuando por faculdades, t\u00eam tempo de assimilar uma nova cultura antes de se tornarem profissionais. Outros caem diretamente de outros pa\u00edses na press\u00e3o de um neg\u00f3cio multimilion\u00e1rio, e a adapta\u00e7\u00e3o pode ser um fator considerado na hora de tomar decis\u00f5es que moldam o futuro das franquias. Luka Doncic, hoje em dia uma super-estrela e com potencial de ser um dos melhores jogadores da liga, havia sido eleito o MVP da competitiva Euroliga carregando o Real Madrid ao t\u00edtulo, com apenas 19 anos, e tr\u00eas times deixaram passar a chance de contar com ele. Preferiram jogadores que haviam se destacado nos torneios universit\u00e1rios norte-americanos. Giannis e Jokic foram draftados diretamente da Gr\u00e9cia e da S\u00e9rvia, respectivamente, com escolhas do meio da primeira rodada e da segunda do draft. <strong>Embiid<\/strong> jogou por Kansas antes de ser convocado pelos 76ers em terceiro lugar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As simula\u00e7\u00f5es do draft deste ano da NBA na imprensa norte-americana sugerem alguns candidatos com potencial, como <strong>Ousmane Dieng<\/strong>, franc\u00eas que atua na Nova Zel\u00e2ndia, <strong>Christian Koloko<\/strong>, camaron\u00eas da Universidade do Arizona, e Nikola Jovic, outro s\u00e9rvio do time local Mega Basket e que precisar\u00e1 encontrar um apelido para evitar confus\u00f5es. A principal promessa parece ser o canadense Bennedict Mathurin. Ele est\u00e1 previsto em sexto lugar pela ESPN, em s\u00e9timo pelo Yahoo e em d\u00e9cimo pela Sports Illustrated. De qualquer maneira, entre as escolhas mais valiosas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em entrevista ao The Ryen Russillo Podcast, o vice-presidente associado de opera\u00e7\u00f5es internacionais de basquete da NBA, Chris Ebersole, contou que Mathurin \u00e9 mais um fruto das iniciativas da liga para atrair talentos do mundo inteiro. Nesse caso, de uma mais nova, a NBA Academy, fundada em 2016. Segundo Ebersole, Mathurin preferiu encarar o choque de culturas mais cedo e trocou Montreal pelo M\u00e9xico quando ainda era muito jovem, dando um voto de confian\u00e7a porque a iniciativa ainda n\u00e3o tinha um hist\u00f3rico t\u00e3o longo, como a do Basquete Sem Fronteiras, por exemplo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o falava espanhol, n\u00e3o conhecia nenhum companheiro. Ele passou por algumas adversidades. Perdeu o irm\u00e3o mais velho, que era seu melhor amigo e morreu em um tr\u00e1gico acidente de bicicleta. Acredito que ele tinha 12 anos quando isso aconteceu\u201d, afirmou. \u201cO que torna Ben t\u00e3o impressionante \u00e9 como ele se recuperou disso. Ele manteve sempre a guarda alta e demorou para desenvolver confian\u00e7a com nossos t\u00e9cnicos e com os seus companheiros. Uma vez que fez isso, n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que voc\u00ea queira ao seu lado em uma trincheira mais do que ele. Ele tem uma forte mentalidade, n\u00e3o tem medo, sua motiva\u00e7\u00e3o para ter sucesso \u00e9 incompar\u00e1vel com qualquer jogador que eu j\u00e1 vi no Basquete Sem Fronteiras e nas academias\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trabalhando para internacionalizar a liga desde 2013, Ebersole conta que <strong>Mathurin<\/strong> foi o primeiro canadense nesse programa, que agora conta com muitos outros garotos de Montreal que o admiram. A NBA n\u00e3o parece disposta a desacelerar a atra\u00e7\u00e3o de talento estrangeiro. O dirigente afirma que \u00e9 \u201cdefinitivamente poss\u00edvel\u201d que metade da liga seja de jogadores internacionais nos pr\u00f3ximos 20 anos, considerando que o total passou de aproximadamente 45 duas d\u00e9cadas atr\u00e1s para mais de 100 h\u00e1 oito temporadas consecutivas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTodos os tr\u00eas finalistas do MVP este ano s\u00e3o internacionais. Os \u00faltimos quatro MVPs s\u00e3o internacionais. Tr\u00eas jogadores do primeiro time da temporada foram internacionais. N\u00e3o \u00e9 apenas a quantidade, mas tamb\u00e9m o alto n\u00edvel. Voc\u00ea v\u00ea o impacto que os jogadores internacionais podem ter. Estamos olhando para mercados emergentes de basquete e ainda estamos na superf\u00edcie. Esse crescimento est\u00e1 em andamento. N\u00e3o acho que chegou ao \u00e1pice\u201d, encerrou.\u00a0<\/span><\/p>\n"}],"property_type":["","run_ads","","","",""]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=89680"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":89681,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/89680\/revisions\/89681"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=89680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=89680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=89680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}