{"id":88356,"date":"2021-10-28T20:05:50","date_gmt":"2021-10-28T19:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.betway.com\/copa-libertadores\/o-que-faz-com-que-o-brasil-tenha-um-dominio-tao-grande-na-libertadores\/"},"modified":"2023-12-15T10:27:39","modified_gmt":"2023-12-15T10:27:39","slug":"o-que-faz-com-que-o-brasil-tenha-um-dominio-tao-grande-na-libertadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/futebol\/copa-libertadores\/o-que-faz-com-que-o-brasil-tenha-um-dominio-tao-grande-na-libertadores\/","title":{"rendered":"O que faz com que o Brasil tenha um dom\u00ednio t\u00e3o grande na Libertadores?"},"content":{"rendered":"","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":0,"featured_media":48712,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[513],"tags":[],"class_list":["post-88356","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-copa-libertadores"],"acf":{"brief_description":"Dos \u00faltimos cinco t\u00edtulos da Libertadores, o Brasil conquistou quatro. Mas, como este dom\u00ednio se estabeleceu? Aumento substancial de receitas, aumento de vagas e crises econ\u00f4micas s\u00e3o alguns dos motivos. Confira!","auto_update_sportal365":true,"main_image":48713,"authors":[86259],"properties":{"ads_enabled":true,"adult_content":false,"important":false,"live":false},"live_url":"","type_of_redirect":"permanent","body":[{"acf_fc_layout":"editor_block","content":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Libertadores ter\u00e1 uma final brasileira pela segunda vez seguida. Depois de Palmeiras e Santos, agora ser\u00e3o Palmeiras e Flamengo que disputar\u00e3o o t\u00edtulo da edi\u00e7\u00e3o 2021. N\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia. Os clubes brasileiros se tornaram mais e mais fortes ao longo dos \u00faltimos 20 anos, a ponto de terem conquistado 7 dos \u00faltimos 11 t\u00edtulos da Libertadores. Os processos que levaram a isso combinam alguns fatores, como aumento substancial de receitas, aumento de vagas para o pa\u00eds e crises econ\u00f4micas que afetaram mais os vizinhos do que o Brasil.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Libertadores 2021 come\u00e7ou com oito clubes brasileiros, ou seja, 40% da S\u00e9rie A. Destes, sete disputaram a fase de grupos, com um eliminado nas fases preliminares. Seis se classificaram \u00e0s oitavas de final e cinco avan\u00e7aram at\u00e9 as quartas de final \u2013 ou seja, mais da metade das quartas de final foi com clubes brasileiros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>Diversifique suas apostas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na semifinal, foram tr\u00eas clubes brasileiros e um equatoriano, que ficou pelo caminho. A final ser\u00e1 totalmente brasileira pela quarta vez na hist\u00f3ria, depois de 2005, 2006 e 2020. O cen\u00e1rio atual do futebol sul-americano indica que o dom\u00ednio dos brasileiros deve continuar por mais algum tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO dom\u00ednio brasileiro \u00e9 mais l\u00f3gico que futebol\u00edstico. Apenas River, o Millonario [apelido do clube], conseguiu fazer c\u00f3cegas nos \u00faltimos anos. Tr\u00eas das \u00faltimas quatro Libertadores foram para o Brasil. O per\u00edodo coincide com um grande retrocesso argentino em mat\u00e9ria econ\u00f4mica. Na Argentina, fazemos magia para chegar ao fim do m\u00eas, mas n\u00e3o fazemos milagres. E isso se nota\u201d, conta com exclusividade \u00e0 Betway o jornalista argentino Martin Macchiavello, rep\u00f3rter do di\u00e1rio Ol\u00e9, de Buenos Aires.<\/span><\/p>\n<h2>Explos\u00e3o nas receitas dos clubes brasileiros<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O aumento do n\u00famero de t\u00edtulos brasileiros especialmente ap\u00f3s 2011 tem uma raz\u00e3o simples: os clubes ficaram mais ricos com um novo contrato de TV do Campeonato Brasileiro. Com a implos\u00e3o do Clube dos 13 naquele ano, os contratos de direitos de transmiss\u00e3o passaram a ser negociados individualmente entre os clubes e a TV.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Globo aumentou muito o valor pago pelos direitos e isso se tornou uma escalada a partir de ent\u00e3o, com disputas pesadas contra a Record e, mais recentemente, com a Turner, dona do Esporte Interativo, que mais tarde se tornaria TNT Sports. Esta receita, que j\u00e1 era a principal dos clubes, tornou-se muito maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m das receitas de TV, dois outros fatores importantes melhoraram a situa\u00e7\u00e3o financeira dos clubes brasileiros: receitas com s\u00f3cios-torcedores e transfer\u00eancias de jogadores, este \u00faltimo ponto especialmente por causa da desvaloriza\u00e7\u00e3o do real em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar. A combina\u00e7\u00e3o de todos esses fatores fez as receitas dos clubes brasileiros explodirem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante destes motivos, nossa equipe de <\/span><a href=\"https:\/\/betway.com\/pt\/sports\"><span style=\"font-weight: 400;\">apostas esportivas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> montou uma s\u00e9rie de infogr\u00e1ficos contando da hegemonia brasileira no campeonato. Confira!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/25725\/info-1_ajustado.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/5356a32d46bf4293a897257aa8ef99a6\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o Levantamento Financeiro dos Clubes Brasileiros 2020, da consultoria Ernst &amp; Young (EY), os clubes brasileiros tiveram um crescimento de 152% na receita total entre 2011 e 2020. Mesmo se descontarmos a infla\u00e7\u00e3o, que teve alta no per\u00edodo, o aumento real de receitas \u00e9 de 86%, algo impressionante em um per\u00edodo t\u00e3o conturbado economicamente em todo o continente, especialmente nos \u00faltimos anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNa an\u00e1lise que realizamos na EY, n\u00e3o observamos correla\u00e7\u00e3o direta entre o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds com o aumento das receitas dos clubes, isso em \u00e2mbito global. Podemos observar que toda a Europa foi afetada pela crise econ\u00f4mica de 2008 e ainda assim a receita dos clubes europeus continuou crescendo, afinal o futebol \u00e9 l\u00edder de audi\u00eancias em quase todo o mundo, move a paix\u00e3o dos torcedores, o que torna um produto atrativo para o investimento de grandes empresas em patroc\u00ednios, tanto para os grupos de m\u00eddia quanto para os pr\u00f3prios clubes\u201d, explica Pedro Menezes, Senior Business Consulting da EY, \u00e0 Betway.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se somarmos os dados de 2016 a 2020, cinco clubes brasileiros ultrapassaram a marca de R$ 2 bilh\u00f5es em receitas totais no per\u00edodo. O Flamengo foi o \u00fanico que passou dos R$ 3 bilh\u00f5es, com R$ 3,321 bilh\u00f5es, ainda segundo o relat\u00f3rio da EY. O Palmeiras, o outro finalista da Libertadores 2021, foi o segundo colocado com R$ 2,836 bilh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As receitas com direitos de transmiss\u00e3o e premia\u00e7\u00e3o por competi\u00e7\u00e3o representam a maior parte do bolo. Nesse mesmo per\u00edodo de 2016 a 2020, o Flamengo teve R$ 1,255 bilh\u00e3o desse tipo de receita; R$ 782 bilh\u00f5es de transfer\u00eancias de jogadores; R$ 531 milh\u00f5es de matchday (que incluem bilheteria e s\u00f3cio-torcedor) e R$ 502 milh\u00f5es em receitas comerciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Palmeiras \u00e9 o segundo colocado em receitas totais. Separando item a item, h\u00e1 algumas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao Flamengo: recebeu menos por transfer\u00eancias de jogadores, mas tem uma receita comercial maior. Em direitos de transmiss\u00e3o, arrecadou um total de R$ 938 milh\u00f5es, o que o torna o segundo colocado no ranking; em transfer\u00eancias de jogadores, o alviverde \u00e9 o quinto, com R$ 515 milh\u00f5es, atr\u00e1s de Flamengo (R$ 782 milh\u00f5es), S\u00e3o Paulo (R$ 711 milh\u00f5es), Corinthians (596 milh\u00f5es) e Gr\u00eamio (R$ 576 milh\u00f5es).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em receita de matchday, o Palmeiras est\u00e1 muito pr\u00f3ximo ao Flamengo, com R$ 507 milh\u00f5es. \u00c9 na receita comercial que o clube paulista se destaca. Aqui se computa, entre outros, os acordos de patroc\u00ednios diversos. O Palmeiras tem arrecada\u00e7\u00e3o total no per\u00edodo de 2016 a 2020 de R$ 603 milh\u00f5es, \u00e0 frente dos R$ 502 milh\u00f5es do Flamengo. Em parte, isso tem a ver com o patroc\u00ednio da Crefisa, j\u00e1 que o per\u00edodo engloba os primeiros anos da parceria, quando houve investimentos grandes da patrocinadora no clube.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da crise econ\u00f4mica pela qual o pa\u00eds passa ao menos desde 2016 e da ainda atual circunst\u00e2ncia que abalou gravemente todos os setores, incluindo o futebol, os clubes brasileiros conseguiram manter um patamar bastante alto de arrecada\u00e7\u00e3o, o que d\u00e1 uma vantagem significativa em rela\u00e7\u00e3o aos concorrentes sul-americanos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA fonte de receita que correlaciona mais forte com o crescimento econ\u00f4mico s\u00e3o as receitas comerciais, principalmente devido ao poder de compra da popula\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de investimentos pelos patrocinadores em per\u00edodos de crise, tendo sa\u00eddo de R$ 440 milh\u00f5es em 2011 para R$ 677 milh\u00f5es em 2020\u201d, afirma Menezes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cUm ponto importante e que nos difere de outros mercados, \u00e9 a venda de atletas. O Brasil como um grande e reconhecido celeiro de atletas, em 2011 faturou R$ 309 milh\u00f5es e em 2021 R$ 1,6 bilh\u00f5es, cinco vezes o valor de 10 anos atr\u00e1s, corroborando com o fato de ser um pa\u00eds formador de atletas\u201d, diz ainda o consultor da EY. Neste caso a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda acaba tendo um peso importante parta o aumento da receita em reais dos clubes.<\/span><\/p>\n<h2>Compara\u00e7\u00e3o com os rivais sul-americanos<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em novembro de 2019, a Pluri Consultoria elaborou o relat\u00f3rio \u201cGigantes das Am\u00e9ricas\u201d, com a compara\u00e7\u00e3o de receitas dos clubes de todas as Am\u00e9ricas (Norte, Central e Sul) em 2018. O resultado mostra o tamanho da domin\u00e2ncia financeira dos brasileiros na Am\u00e9rica do Sul. Dos 20 clubes com maiores receitas das Am\u00e9ricas, 10 eram brasileiros, cinco mexicanos, quatro argentinos e um americano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/25724\/info-2.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/2be441d42b5d4b1da94fadeb7575ec5a\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dos 60 clubes que aparecem no ranking, 19 s\u00e3o brasileiros. Os dois gigantes argentinos conhecidos internacionalmente, Boca Juniors e River Plate, est\u00e3o apenas em sexto e s\u00e9timo lugares no ranking, atr\u00e1s de Palmeiras, Flamengo, Corinthians e S\u00e3o Paulo, al\u00e9m do Chivas Guadalajara, do M\u00e9xico \u2013 finalista da Libertadores em 2010, quando os mexicanos ainda participavam do torneio. Ali\u00e1s, o Tigres, em 29\u00ba lugar no ranking, foi outro finalista da Libertadores em 2015, contra o River Plate.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se olharmos o ranking, h\u00e1 poucos clubes fora de Brasil, Argentina, M\u00e9xico e Estados Unidos. O primeiro clube fora desses pa\u00edses que aparece na lista \u00e9 Colo Colo, do Chile, em 26\u00ba. O pr\u00f3ximo a aparecer \u00e9 a Universidad de Chile, em 46\u00ba. Depois, vem o Barcelona de Guayaquil, 55\u00ba no ranking. N\u00e3o h\u00e1 clubes da Col\u00f4mbia, Uruguai, Paraguai, Bol\u00edvia ou Venezuela nos 60 mais ricos das Am\u00e9ricas. Mesmo se contarmos os argentinos, s\u00e3o apenas sete no ranking de 60.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para termos algum par\u00e2metro, enquanto o finalista da Libertadores 2021, Flamengo, teve receitas totais de R$ 669 milh\u00f5es em 2020, ano at\u00edpico, o Atl\u00e9tico Nacional, campe\u00e3o da Libertadores em 2016 e maior receita entre os clubes colombianos, teve apenas 94,6 milh\u00f5es de pesos colombianos, equivalente a R$ 141 milh\u00f5es, ou US$ 29,9 milh\u00f5es em 2019.<\/span><\/p>\n<h2>Argentina em crise econ\u00f4mica e futebol\u00edstica<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Boca Juniors e River Plate s\u00e3o os dois maiores clubes argentinos e, pelo seu gigantismo, ainda conseguem competir na Libertadores, mas mesmo os dois tiveram o poder de fogo minado nos \u00faltimos anos. Em um contexto de crise econ\u00f4mica no pa\u00eds, com a Associa\u00e7\u00e3o de Futebol Argentino (AFA) passando pela maior crise de poder da sua hist\u00f3ria, desmandos no futebol local e uma desorganiza\u00e7\u00e3o enorme do Campeonato Argentino, os clubes do pa\u00eds perderam ainda mais for\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos brasileiros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA Argentina tem problemas econ\u00f4micos desde que se tornou independente da Espanha em 1816. E nesse tempo, o futebol sequer existia. Quando o pa\u00eds soube se recuperar, desperdi\u00e7ou suas vantagens. Quando ficou sem dinheiro, pediu emprestado. E o esporte ficou sem pesos, sem d\u00f3lares, sem nada. E o futebol piorou. Os clubes empobreceram. E as fam\u00edlias empobreceram. E as fam\u00edlias se destru\u00edram. Nesse contexto, com um pouco de vento a favor, o Brasil conseguiu uma diferen\u00e7a not\u00e1vel. E isso que nem tudo que reluz \u00e9 ouro&#8230; Problemas h\u00e1 em todos os lugares\u201d, diz Martin Macchiavello.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs equipes argentinas, hoje, lutam de m\u00e3os amarradas. Fazem o que podem. Os elencos mesclam radicalmente experi\u00eancia e juventude. S\u00f3 quem promete se aposentar no pa\u00eds se anima a deixar o primeiro mundo e cobrar \u2018em pesos argentinos\u2019 durante os \u00faltimos meses da carreira. Eles convivem com garotos que querem se mostrar para ter sua oportunidade europeia. Por isso, o River de Marcelo Gallardo, o n\u00famero um do pa\u00eds, tem Julian \u00c1lvarez, 21 anos, e Leo Ponzio, 39\u201d, analisa o jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enquanto o Brasil tem o seu Campeonato Brasileiro em um mesmo formato desde 2003, com a ado\u00e7\u00e3o dos pontos corridos, e com o aumento constante dos valores de direitos de televis\u00e3o proporcionados tamb\u00e9m pela const\u00e2ncia do produto que as emissoras sabem que compram, a Argentina vive o contr\u00e1rio. Passou por diferentes modelos e viu o dinheiro de direitos de transmiss\u00e3o ficar inst\u00e1vel e inconstante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A come\u00e7ar pelo F\u00fatbol para Todos, programa de estatiza\u00e7\u00e3o do futebol promovido pela ent\u00e3o presidente Cristina Kichner. Em um momento de grave crise financeira dos clubes, a pol\u00edtica argentina aproveitou para oferecer uma quantia pelos direitos e tornar o campeonato um produto estatal. O acordo come\u00e7ou em 2009 e envolveu uma pol\u00eamica quebra de contrato com a ent\u00e3o detentora dos direitos, Televisi\u00f3n Sat\u00e9lite Codificada, que pertencia ao grupo Clar\u00edn e \u00e0 Torneos y Compet\u00eancias. A maioria dos jogos s\u00f3 era transmitida na TV por assinatura, na TyC Sports.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi um movimento com duplo ganho para Cristina Kirchner: tirou um produto valioso das m\u00e3os do grupo Clar\u00edn, cr\u00edtico a ela, e ainda o aproveitou como ferramenta de promo\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, tornando os jogos de futebol acess\u00edveis na TV aberta, como j\u00e1 n\u00e3o acontecia mais no pa\u00eds. Ela ganhou capital pol\u00edtico, ao menos por um tempo, mas o que aconteceu foi que a m\u00e9dio prazo os clubes passaram a receber menos dinheiro, porque n\u00e3o viveram o ambiente de disputa de direitos de transmiss\u00e3o que, por exemplo, o Brasil viveu.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O programa F\u00fatbol para Todos s\u00f3 acabou em 2017, para o in\u00edcio da temporada 2017\/18. O grupo Turner, com a TNT Sports, e a Fox Sports dividiram o Campeonato Argentino, com um contrato na \u00e9poca de 3,2 bilh\u00f5es de pesos por ano (equivalente na \u00e9poca a R$ 650 milh\u00f5es), em contrato de cinco anos, at\u00e9 2022. O Campeonato Brasileiro rende algo em torno de R$ 1,2 bilh\u00e3o, praticamente o dobro, somando o que todos os clubes recebem por ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m da quest\u00e3o financeira, a organizacional jogou contra a liga argentina. Enquanto o Brasileir\u00e3o ficou est\u00e1vel em formato, os argentinos viveram diversas mudan\u00e7as no formato da competi\u00e7\u00e3o. O habitual Apertura e Clausura foi abandonado em 2012, passando a se chamar Inicial e Final, mas sem designar um t\u00edtulo: os dois vencedores disputariam uma final para definir o campe\u00e3o da temporada. Durou pouco: em 2014, os t\u00edtulos dos turnos voltaram a serem considerados os t\u00edtulos nacionais e a final passou a ser uma Copa extra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2015, foi criado um monstrengo: 30 clubes passaram a disputar o torneio, com 10 clubes adicionados de divis\u00f5es inferiores aos 20 participantes. Em 2017, o Campeonato Argentino passou a ser chamado de Superliga e administrado por uma entidade independente de mesmo nome. Tr\u00eas anos depois, em 2020, a Associa\u00e7\u00e3o de Futebol Argentino (AFA), decidiu que a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumpriu o seu papel e reassumiu a organiza\u00e7\u00e3o do campeonato. Foi criada a Liga Profesional de F\u00fatbol (LFP), ligada \u00e0 AFA, que organizaria a Superliga. Na temporada em disputa, em 2021, s\u00e3o 26 clubes, com o rebaixamento de tr\u00eas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Campeonato Argentino era o mais valorizado na Am\u00e9rica do Sul at\u00e9 a virada do s\u00e9culo, mas perdeu for\u00e7a com as muitas mudan\u00e7as, a pouca confiabilidade e ainda em um cen\u00e1rio de diversas crises econ\u00f4micas. \u201cO torneio argentino se desvalorizou por duas grandes raz\u00f5es. Se recebem um d\u00f3lar dos direitos de TV, os dirigentes gastam dois. Ou tr\u00eas. Assim, o dinheiro nunca \u00e9 suficiente\u201d, conta Martin.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPor outro lado, o interesse tamb\u00e9m caiu pela grande quantidade de equipes que disputam o campeonato, n\u00famero que aumentou nos \u00faltimos 10 anos por raz\u00f5es de conveni\u00eancia pol\u00edtica. Como vender os direitos internacionais para ver Patronato x Uni\u00f3n? Ou, por acaso, na Am\u00e9rica do Sul, gostamos de um Empoli x Venezia, ou um Levante x Granada? Se somos exigentes consumindo futebol, nos pa\u00edses onde est\u00e1 o dinheiro tamb\u00e9m\u201d, analisa o jornalista.<\/span><\/p>\n<h2>Sa\u00edda de mexicanos e mais vagas para brasileiros e argentinos<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os clubes brasileiros j\u00e1 eram fortes e vencedores quando os mexicanos sa\u00edram da Libertadores, a partir da edi\u00e7\u00e3o 2017, mas esse dom\u00ednio aumentou. Como vimos, os mexicanos s\u00e3o os que mais se aproximam dos brasileiros em termos de receitas e eram clubes que constantemente chegavam \u00e0s fases mais adiantadas da competi\u00e7\u00e3o desde que passaram a integrar o torneio, em 1998.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a mudan\u00e7a do calend\u00e1rio da Conmebol e a Libertadores sendo disputada por todo o ano, os mexicanos decidiram n\u00e3o mais participar por uma quest\u00e3o de conflito de calend\u00e1rio. Sem eles, a Conmebol perdeu n\u00e3o s\u00f3 clubes fortes, de alto poder de investimento, mas tamb\u00e9m o interesse da imprensa e do p\u00fablico mexicano, um mercado enorme e importante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para compensar, a entidade aumentou o n\u00famero de vagas de clubes brasileiros e argentinos. O torneio foi expandido de 38 para 47 clubes e o Brasil passou a ter 7 vagas, enquanto a Argentina aumentou o n\u00famero de participantes para seis, formato que permanece at\u00e9 hoje.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, algumas regras fazem com que os brasileiros possam ter at\u00e9 nove participantes na Libertadores, porque o atual campe\u00e3o tem vaga garantida e o campe\u00e3o da Sul-Americana tamb\u00e9m vai \u00e0 Libertadores. Como todos os finalistas s\u00e3o brasileiros, teremos 9 brasileiros na Libertadores 2022. Quase metade da tabela da primeira divis\u00e3o brasileira disputar\u00e1 o principal torneio do continente ao mesmo tempo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como os brasileiros s\u00e3o mais ricos em m\u00e9dia que a maioria dos clubes dos outros pa\u00edses, \u00e9 mais prov\u00e1vel que consigam ir mais longe na disputa, transformando a Libertadores, e eventualmente at\u00e9 a Sul-Americana, em uma Copa do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2006, diante de duas finais consecutivas de times brasileiros \u2013 S\u00e3o Paulo x Athletico Paranaense em 2005 e S\u00e3o Paulo x Internacional em 2006 -, a Conmebol mudou as regras do jogo e passou a for\u00e7ar confrontos nacionais antes da final, como acontecia no torneio at\u00e9 1999, quando os clubes de mesmo pa\u00eds que se classificassem precisavam se enfrentar j\u00e1 no primeiro mata-mata. Desta vez, ser\u00e1 que a Conmebol est\u00e1 preocupada com o dom\u00ednio brasileiro?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPelo contr\u00e1rio. Entendo que a Conmebol, se puder organizar um torneio internacional, Libertadores, Sul-Americana ou at\u00e9 uma virtual Copa \u2018Cidade maravilhosa \u2013 cheia de encantos mil\u2019 com 1600 equipes, ela o faria: 799 brasileiros, 799 argentinos, duas vagas para dividir\u201d, afirma Macchiavello, do Ol\u00e9. \u201cA Conmebol gosta tanto de gan\u00e2ncia como eu gosto do meu a\u00e7a\u00ed e cerveja na praia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nem sempre foi assim, com tantas vagas para um pa\u00eds s\u00f3. No in\u00edcio da hist\u00f3ria da Libertadores, apenas os campe\u00f5es nacionais disputavam o torneio. Foi assim de 1960 a 1965, com campe\u00f5es dos pa\u00edses sul-americanos e mais o campe\u00e3o da Libertadores do ano anterior. Esta era a \u00fanica possibilidade de um confronto entre dois clubes do mesmo pa\u00eds.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi o que aconteceu em 1963, quando houve a primeira semifinal entre clubes brasileiros. O Santos, ent\u00e3o campe\u00e3o da Libertadores, enfrentou o Botafogo, que ficou com a vaga na Libertadores porque o campe\u00e3o nacional era o pr\u00f3prio Santos. Naquela \u00e9poca, com ainda poucos participantes \u2013 eram nove clubes, de oito federa\u00e7\u00f5es -, o campe\u00e3o entrava j\u00e1 na fase semifinal. O Santos venceu o Botafogo e se consagraria bicampe\u00e3o do torneio contra o Boca Juniors na final.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira grande mudan\u00e7a pela qual a Libertadores passou em termos de formato veio em 1966. A Conmebol passou a incluir n\u00e3o s\u00f3 o campe\u00e3o, mas o vice-campe\u00e3o de cada no torneio. Ironicamente, foi o Brasil que n\u00e3o gostou e argumentou que a Libertadores deveria ser reservada apenas aos campe\u00f5es. Em protesto, n\u00e3o enviou representantes. A Col\u00f4mbia, tamb\u00e9m em desaven\u00e7as com a Conmebol, foi outra a n\u00e3o mandar representantes. O protesto brasileiro s\u00f3 durou uma edi\u00e7\u00e3o. Em 1967, o Cruzeiro, campe\u00e3o da Ta\u00e7a Brasil, e o Santos, vice-campe\u00e3o, voltaram \u00e0 competi\u00e7\u00e3o. O formato com dois clubes por pa\u00eds \u00e9 o mais longevo na hist\u00f3ria da Libertadores: durou de 1966 at\u00e9 1999.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi quando houve uma mudan\u00e7a grande na forma do torneio, que aumentou significativamente a quantidade de participantes. Em 2000, a Conmebol aumentou o torneio para 32 clubes \u2013 no ano anterior foram 21 \u2013 e o campe\u00e3o deixou de entrar nas oitavas de final, passando a disputar a competi\u00e7\u00e3o desde a fase de grupos. Foi a\u00ed que nasceu o que passamos a chamar de G4: Brasil e Argentina passaram a ter quatro vagas, n\u00e3o mais duas. Uruguai, Col\u00f4mbia, Chile, Equador, Paraguai e Peru tinham tr\u00eas vagas, com Venezuela e M\u00e9xico com duas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se pensarmos que historicamente o Brasil j\u00e1 era forte, o aumento da presen\u00e7a brasileira s\u00f3 potencializou isso. Desde 1992, quando o S\u00e3o Paulo conquistou o t\u00edtulo e mudou a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com a Libertadores \u2013 inclusive pelos altos \u00edndices de audi\u00eancia conquistados na \u00e9poca pela Rede OM com Galv\u00e3o Bueno, o que levou a Globo a comprar o torneio a partir de ent\u00e3o \u2013 sempre houve um clube brasileiro na semifinal, exceto pelo ano de 2014. Se contarmos desde o come\u00e7o, s\u00f3 em 11 edi\u00e7\u00f5es, das 62 disputadas, n\u00e3o houve semifinalista brasileiro. Nunca houve uma semifinal de Libertadores sem clubes brasileiros ou argentinos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com mais clubes brasileiros, ter ao menos dois deles na semifinal deixou de ser algo raro. Desde 2000, 11 vezes, em um total de 21, o Brasil teve ao menos dois times nesta fase, a come\u00e7ar desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2000, quando Corinthians e Palmeiras fizeram um duelo hist\u00f3rico. Nos \u00faltimos quatro anos, o Brasil chegou com ao menos dois clubes na semifinal da competi\u00e7\u00e3o. Em 2021, chegou com tr\u00eas. De 1960 a 2000, com dois clubes por pa\u00eds, o Brasil conquistou 11 t\u00edtulos em 40 edi\u00e7\u00f5es. De 2000, com a mudan\u00e7a de formato, at\u00e9 2021, s\u00e3o 10 t\u00edtulos em 22 edi\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O aumento do n\u00famero de vagas, combinado com a for\u00e7a do pa\u00eds e o enriquecimento dos clubes, ajudou os brasileiros a se tornarem uma pot\u00eancia continental, que se aproxima rapidamente da Argentina em n\u00famero de t\u00edtulos: os argentinos t\u00eam 25, enquanto os brasileiros t\u00eam 21. Com o ritmo de conquistas do Brasil, \u00e9 prov\u00e1vel que em breve o pa\u00eds passe a liderar o n\u00famero de t\u00edtulos total da Libertadores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O formato com quatro vagas para o Brasil durou at\u00e9 2017, quando a Conmebol resolveu aumentar o n\u00famero de clubes e de vagas para brasileiros e argentinos, especialmente. Depois de uma consultoria dizer que quanto mais clubes brasileiros, melhor para o valor do torneio, a entidade n\u00e3o teve d\u00favidas em fazer com que mais brasileiros disputassem a principal competi\u00e7\u00e3o do continente. Com o maior mercado consumidor da Am\u00e9rica do Sul fortemente envolvido, mais patrocinadores e mais emissoras estavam dispostas a pagar pela competi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No aspecto de premia\u00e7\u00e3o, a Conmebol de fato conseguiu aumentar o bolo de dinheiro dividido aos clubes. Isso tem mais a ver com o esc\u00e2ndalo do Fifagate, que derrubou diversos dirigentes, inclusive da Conmebol, e ajudou a abrir a caixa preta da Libertadores. Antes, a Conmebol sequer revelava o valor que os direitos de TV eram vendidos, e nem como. Com a queda dos dirigentes, alguns deles na cadeia e revelando o esquema, as coisas mudaram.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com processos de licita\u00e7\u00e3o pelos direitos sendo mais transparentes e abertos, o dinheiro aumentou. A premia\u00e7\u00e3o total aos clubes pela edi\u00e7\u00e3o 2021 ser\u00e1 de US$ 300 milh\u00f5es, o que significa um valor alt\u00edssimo com a moeda brasileira (e dos pa\u00edses sul-americanos, no geral) muito desvalorizada. S\u00f3 o campe\u00e3o leva US$ 15 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dessa melhora, o aumento de vagas para brasileiros e argentinos tem significado que os dois pa\u00edses passaram a dominar ainda mais o torneio. Isso j\u00e1 era uma constante no formato antigo, com dois clubes por pa\u00eds, mas se ampliou ainda mais. Desde a mudan\u00e7a de formato, em 2000, apenas quatro vezes o campe\u00e3o n\u00e3o foi de Brasil ou Argentina: Olimpia em 2002; Once Caldas em 2004; LDU em 2008; e Atl\u00e9tico Nacional em 2016.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTalvez eu seja um maldito rom\u00e2ntico, mas me encantavam esses torneios sul-americanos onde s\u00f3 jogavam os campe\u00f5es de cada pa\u00eds (e com sorte os vice-campe\u00f5es) e n\u00e3o um monte de equipes que perdem duas partidas e desaparecem do mapa&#8230; O futebol da Libertadores foi generoso com o Lan\u00fas, Nacional do Paraguai, S\u00e3o Caetano, Sporting Cristal e tantos outros, mas algu\u00e9m renunciaria a uma vaga do Brasil para entreg\u00e1-la a Sport Huancayo s\u00f3 para equilibrar as for\u00e7as?\u201d, opina Martin Macchiavello.<\/span><\/p>\n<h2>Perspectivas futuras<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante do cen\u00e1rio que vivemos, \u00e9 improv\u00e1vel que haja uma mudan\u00e7a significativa na rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. Com mais poder financeiro, \u00e9 mais prov\u00e1vel que vejamos os clubes brasileiros dominando as competi\u00e7\u00f5es sul-americanas. Para Pedro Menezes, da EY, o fator financeiro n\u00e3o \u00e9 crucial, mas \u00e9 de fato importante nesse sentido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Brasil \u00e9 a maior economia da Am\u00e9rica do Sul, com um campeonato competitivo e com clubes que se reestruturaram nos \u00faltimos anos, como Flamengo, Palmeiras e Gr\u00eamio, Athletico, Fortaleza, Bahia, Cear\u00e1 e mais recentemente o Red Bull Bragantino. E ao olharmos para os principais rivais, Boca e River, a Argentina vem passando por diversas crises econ\u00f4micas e pol\u00edticas e o futebol faz parte destas crises. Neste ano estamos vendo as duas finais dos campeonatos sul-americanos sendo disputadas por brasileiros, sendo que ano passado tamb\u00e9m tivemos final brasileira na Libertadores, o que corrobora que o dom\u00ednio n\u00e3o \u00e9 apenas financeiro, mas tamb\u00e9m de performance\u201d, afirma Menezes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><img decoding=\"async\" id=\"__mcenew\" src=\"\/media\/25723\/info-3_ajustado.png\" alt=\"\" data-udi=\"umb:\/\/media\/cda6977daab44233a9526ebd7f6d9f2d\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cFlamengo e Palmeiras s\u00e3o grandes exemplos, ano ap\u00f3s ano disputando a Libertadores, tendo um ganhado em 2019, outro em 2020, e agora ambos disputando a final. Extrapolando para outros pa\u00edses, conseguimos observar que quem tem mais dinheiro e melhor infraestrutura, constantemente disputa t\u00edtulos, como PSG, City e Chelsea. Quando Real Madrid e Barcelona eram os mais ricos, o movimento se repetia. Por\u00e9m, recentemente, vimos diversos clubes com receitas bem inferiores \u00e0 maioria dos clubes brasileiros performando muito melhor que clubes brasileiros, como o Barcelona de Guayaquil, o Independiente del Valle e Atl\u00e9tico Nacional, que possuem projetos esportivos robustos, al\u00e9m de Gr\u00eamio e Athletico, j\u00e1 citados aqui\u201d, analisa o consultor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNos torneios da Conmebol, por muito tempo, n\u00e3o vejo outros campe\u00f5es que n\u00e3o sejam brasileiros ou argentinos\u201d, acrescenta Martin Macchiavello sobre a possibilidade do dom\u00ednio brasileiro continuar. \u201cTalvez, a cada 10 t\u00edtulos, sete ou oito sejam brasileiros, dois ou tr\u00eas argentinos. Os \u00faltimos bons momentos das equipes equatorianas, Independiente del Valle, Barcelona de Guayaquil, por exemplo, acredito que s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es a uma regra hist\u00f3rica\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os clubes de outros pa\u00edses sul-americanos precisar\u00e3o trabalhar em dobro para conseguir os mesmos resultados. Vemos isso acontecer algumas vezes, como com os citados Independiente del Valle e o Barcelona de Guayaquil. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que mercados como a Argentina melhorem de status com uma organiza\u00e7\u00e3o melhor, j\u00e1 que a AFA faz o Brasileir\u00e3o parecer a Premier League em compara\u00e7\u00e3o. Mesmo que tudo passe a ser feito com mais compet\u00eancia, h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO mercado brasileiro \u00e9 muito maior que todos os outros da Am\u00e9rica do Sul. Possu\u00edmos mais de 200 milh\u00f5es de consumidores, enquanto Uruguai e Argentina t\u00eam 3,47 e 45,38 milh\u00f5es, respectivamente. Estes pa\u00edses, em um movimento estrutural e sist\u00eamico, podem voltar como nos velhos tempos de gl\u00f3ria e conquistar t\u00edtulos internacionais, mas \u00e9 bem improv\u00e1vel que consigam superar financeiramente os brasileiros, principalmente devido ao tamanho do mercado consumidor brasileiro\u201d, afirma Menezes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 prov\u00e1vel que vejamos mais vezes o cen\u00e1rio de muitos clubes brasileiros nas fases decisivas da Libertadores. Com a for\u00e7a financeira, organizacional e comercial que o Brasil tem no continente sul-americano, os clubes do pa\u00eds podem n\u00e3o ganhar todo ano, mas a probabilidade de estarem em peso nas quartas e na semifinal \u00e9 grande, o que por si aumenta muito a chance de um campe\u00e3o. Exce\u00e7\u00e3o, talvez, ao que Boca e River podem fazer na Am\u00e9rica do Sul, clubes de outros pa\u00edses tendem a sofrer para conseguir um brilho eventual, que precisa da combina\u00e7\u00e3o de um excelente trabalho com alguma dose de sorte, como foi o Barcelona de Guayaquil em 2021.<\/span><\/p>\n"}],"property_type":["","run_ads","","","",""]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88356","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=88356"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88356\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":88357,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/88356\/revisions\/88357"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48712"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=88356"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=88356"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=88356"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}