{"id":86726,"date":"2019-06-11T10:56:22","date_gmt":"2019-06-11T09:56:22","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.betway.com\/outros-esportes\/maratona-do-rio\/"},"modified":"2023-12-15T09:59:00","modified_gmt":"2023-12-15T09:59:00","slug":"maratona-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/outros-esportes\/maratona-do-rio\/","title":{"rendered":"Maratona do Rio"},"content":{"rendered":"","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":0,"featured_media":27599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[511],"tags":[],"class_list":["post-86726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-outros-esportes"],"acf":{"brief_description":"A supremacia dos atletas africanos em maratonas n\u00e3o \u00e9 novidade. Mas o que faz estes atletas serem t\u00e3o superiores? H\u00e1 alguma explica\u00e7\u00e3o que v\u00e1 al\u00e9m do treino? N\u00f3s perguntamos aos especialistas, entre profissionais de sa\u00fade e da \u00e1rea t\u00e9cnica, como eles explicam tamanha diferen\u00e7a.","auto_update_sportal365":true,"main_image":27600,"authors":[86259],"properties":{"ads_enabled":true,"adult_content":false,"important":false,"live":false},"live_url":"","type_of_redirect":"permanent","body":[{"acf_fc_layout":"editor_block","content":"<p><span>Maratonas s\u00e3o provas de alt\u00edssima resist\u00eancia. Diferente de provas explosivas, o atleta precisa saber economizar sua energia sem perder velocidade. E ningu\u00e9m tem feito isso com maior efici\u00eancia nas \u00faltimas d\u00e9cadas do que atletas africanos.<\/span><\/p>\n<p><span><iframe src=\"https:\/\/media.betway.net\/br\/2019-06\/maratona-rio\/\" width=\"100%\" height=\"650px\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/span><\/p>\n<p style=\"color: #333;\" class=\"powered-by-link\">Powered by <a style=\"color: #333;\" rel=\"noopener noreferrer\" href=\"https:\/\/sports.betway.com\/pt\/sports\" target=\"_blank\">Betway<\/a><\/p>\n<p><span>Atletas da \u00c1frica v\u00eam mostrando uma aptid\u00e3o quase natural \u00e0s maratonas h\u00e1 tanto tempo, que fica claro que h\u00e1 alguma diferen\u00e7a entre corredores de pa\u00edses como Qu\u00eania ou Eti\u00f3pia e corredores de outros continentes. Mas quais s\u00e3o essas diferen\u00e7as? Ser\u00e1 que h\u00e1 algo imposs\u00edvel de se copiar no treinamento destes atletas? Ou ser\u00e1 que h\u00e1 um elemento gen\u00e9tico que desempenha um papel fundamental neste dom\u00ednio? Foram perguntas como essas que nos motivaram a buscar respostas com especialistas t\u00e9cnicos e cl\u00ednicos sobre as diferen\u00e7as que fazem dos maratonistas africanos, atletas t\u00e3o dominantes.<\/span><\/p>\n<p><span>Para se ter uma ideia desta superioridade, a maratona do Rio de Janeiro, que ocorrer\u00e1 no pr\u00f3ximo dia 23 de junho, vem sendo totalmente dominada por atletas africanos. No masculino, desde 2000, foram 6 t\u00edtulos para corredores quenianos e et\u00edopes. Entre as mulheres, n\u00e3o vemos uma campe\u00e3 n\u00e3o africana desde 2011, quando a norte-coreana Kum Ok Kim venceu a prova. De 2012 para c\u00e1, apenas atletas dos dois pa\u00edses acima mencionados sagraram-se campe\u00f5es. Inclusive, o recorde da prova feminina pertence a Thabita Kibet, do Qu\u00eania, que completou a prova de 2012 em 2 horas, 34 minutos e 41 segundos.<\/span><\/p>\n<p><span>Essa domin\u00e2ncia n\u00e3o est\u00e1 restrita ao Rio de Janeiro, ou mesmo \u00e0s provas brasileiras. Quem n\u00e3o se lembra de Paul Tergat, maior vencedor da S\u00e3o Silvestre entre os homens, com 5 conquistas entre 1995 e 2000? Entre as mulheres na S\u00e3o Silvestre, a \u00faltima campe\u00e3 n\u00e3o africana foi a brasileira Luc\u00e9lia Peres, h\u00e1 13 anos. Em provas importantes pelo mundo, como a maratona de Londres, a situa\u00e7\u00e3o se repete, com africanos vencendo todas as provas masculinas desde 2003, enquanto as mulheres venceram tudo a partir 2010.<\/span><\/p>\n<p><span>N\u00f3s conversamos com grandes profissionais da sa\u00fade e da \u00e1rea t\u00e9cnica. As respostas entre todos os entrevistados foram praticamente un\u00e2nimes ao listar quais s\u00e3o os principais fatores fazem com que corredores de Qu\u00eania, Eti\u00f3pia, Uganda e outros pa\u00edses do chamado \u201cchifre da \u00c1frica\u201d sejam t\u00e3o superiores.<\/span><\/p>\n<p><span>Um dos fatores \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o corporal, seja ela apenas gen\u00e9tica ou com aprimoramentos. O Dr. Tur\u00edbio Leite de Barros, fisiologista refer\u00eancia mundial em recupera\u00e7\u00e3o de atletas de alto rendimento comentou este ponto. \u201cO biotipo destes atletas \u00e9 muito similar. S\u00e3o todos longil\u00edneos, com pernas longas. A passada mais larga faz com que dist\u00e2ncias maiores sejam cobertas com menos esfor\u00e7o\u201d, compartilha o doutor. <\/span><\/p>\n<p><span>Por\u00e9m, para aguentar os 42km de uma maratona oficial, n\u00e3o d\u00e1 para depender s\u00f3 de pernas maiores. Ainda para o Dr. Tur\u00edbio, \u201co fato de treinarem desde cedo na vida, cobrindo longas dist\u00e2ncias para qualquer atividade, faz com que eles se adaptem melhor, sendo muito mais econ\u00f4micos no gasto de energia em rela\u00e7\u00e3o a corredores de outros lugares\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>A fisioterapeuta Paula Borine observa outro ponto de resist\u00eancia destes atletas. \u201cDesde pequenos, eles correm e brincam descal\u00e7os. Isso faz com que o m\u00fasculo da planta do p\u00e9 seja muito mais resistente e aguente muito mais impacto por mais tempo\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span>Os t\u00e9cnicos tamb\u00e9m enxergam fatores de resist\u00eancia nessa domin\u00e2ncia. Um dos maiores treinadores de maratonistas africanos no Brasil, Moacir Marconi, o Coquinho, compartilhou sua vis\u00e3o, afirmando que \u201celes trabalham muito em estrada. Apesar de eles terem pista sint\u00e9tica, eles v\u00e3o atr\u00e1s de pista de terra. A dificuldade \u00e9 muito maior, diminuindo contus\u00f5es durante as provas e aumentando o resultado\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Outro fator importante \u00e9 a altitude. Os treinos destes atletas s\u00e3o realizados a pelo menos 1900m acima do n\u00edvel do mar. Isso faz com que a aptid\u00e3o aer\u00f3bica e o desenvolvimento de fibras sejam potencializados. O comentarista de atletismo da Rede Bandeirantes, Nelson Ev\u00eancio, afirma que \u201co treinamento na altitude faz com que voc\u00ea tenha um aumento no n\u00famero de gl\u00f3bulos vermelhos, aumentando a oxigena\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fibras, Nelson comenta \u201ch\u00e1 as fibras vermelhas, de resist\u00eancia, h\u00e1 as fibras brancas, de velocidade, e as intermedi\u00e1rias. Os maratonistas africanos desenvolvem muito mais fibras vermelhas, de contra\u00e7\u00e3o lenta, aumentando a resist\u00eancia\u201d. Coquinho complementa esta informa\u00e7\u00e3o, afirmando que os atletas daquela regi\u00e3o do continente \u201cnascem, crescem e treinam na altitude, ent\u00e3o eles n\u00e3o t\u00eam nenhuma dificuldade de adapta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>H\u00e1, ainda, mais um fator importante no treinamento destes atletas. O fundador da Nova Flor Atletismo, Paulo Santos, respons\u00e1vel pelos atuais campe\u00f5es da Maratona do Rio de Janeiro, Mersimoy Niguse Alem e Zinash Estifo Banetirga, comentou sobre o trabalho em grupo que os corredores africanos realizam. \u201cL\u00e1, os atletas treinam em grupo de 30, 40 ou 50 atletas. E os grupos s\u00e3o compostos por medalhistas ol\u00edmpicos e principiantes juntos\u201d. Coquinho complementa esta informa\u00e7\u00e3o, dizendo que \u201cesses grupos se ajudam. Algu\u00e9m vai passar na frente, vai puxar, n\u00e3o deixam o ritmo cair e fazem um trabalho progressivo fant\u00e1stico\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span>Por fim, um fator que faz com que estes atletas mantenham essa supremacia \u00e9 um conjunto de mentalidade e da cultura do pa\u00eds. Por serem pa\u00edses pobres financeiramente e com todas as caracter\u00edsticas de treino e de gen\u00e9tica mencionadas acima, quenianos, et\u00edopes e corredores de outros pa\u00edses emergentes em maratonas veem na corrida a chance de mudar de vida. Coquinho \u00e9 um dos principais investidores em corredores quenianos, fazendo viagens regulares ao pa\u00eds. Para ele, \u201cexiste a grande supera\u00e7\u00e3o do africano, inicialmente por necessidade. Como n\u00e3o existe trabalho, eles veem na corrida a chance de ajudar a fam\u00edlia, ent\u00e3o eles precisam ganhar\u201d. Por conta disso, a corrida se tornou algo cultural nestes pa\u00edses. \u201cHoje, voc\u00ea chega numa escola no Qu\u00eania e tem atletismo todo s\u00e1bado para todos os alunos da escola. Isso \u00e9 um trabalho desenvolvido desde muito cedo\u201d. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span>A somat\u00f3ria de todos esses fatores faz com que, no m\u00ednimo, os atletas africanos tenham alguma vantagem para este tipo de prova, seja por fatores f\u00edsicos, mentais ou t\u00e9cnicos. Atletas e pa\u00edses de todo o mundo j\u00e1 perceberam isso e se movimentam para tentar acompanhar o ritmo inacredit\u00e1vel que estes atletas conseguem impor nestas provas. Por um lado, h\u00e1 atletas nascidos nas Am\u00e9ricas ou na Europa indo morar nestes pa\u00edses, em busca das mesmas condi\u00e7\u00f5es de treino. E em um movimento contr\u00e1rio, pa\u00edses que t\u00eam interesse em serem potencias neste esporte, buscam atletas africanos ainda jovens, com objetivo de naturaliz\u00e1-los para competi\u00e7\u00f5es, elevando o nome do pa\u00eds na modalidade. Ou fazendo como Coquinho, que tr\u00e1s atletas quenianos para morarem e treinarem no Brasil, mas ainda representando seu pa\u00eds de origem.<\/span><\/p>\n<p><span>O fato \u00e9 que, ainda que n\u00e3o seja poss\u00edvel que eles ven\u00e7am todas as provas do circuito mundial, n\u00e3o vemos como apostar que a hegemonia dos maratonistas africanos esteja pr\u00f3xima de acabar.<\/span><\/p>\n<p>Visite a p\u00e1gina de <a href=\"https:\/\/sports.betway.com\/pt\/sports\">apostas em esportes<\/a> da Betway e fique por dentro das melhores odds!<\/p>\n"}],"property_type":["","run_ads","","","",""]},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=86726"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86727,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/86726\/revisions\/86727"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=86726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=86726"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.betway.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=86726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}