Vencer um Grand Slam é o auge da carreira de um jogador de tênis. É um torneio que todo mundo quer ganhar, estão os melhores nomes do esporte e a audiência é mais generosa. Afinal, são os jogos mais longos, melhor de 5 sets e os prêmios são troféus luxuosos e tradicionais.

Atualmente, quando o assunto são títulos de Grand Slam, o ‘Big Three’ formado por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic é a primeira coisa que vem à mente. E não é à toa: os três atletas ano a ano majoritariamente se revezam no topo do pódio dos quatro grandes eventos da modalidade: Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Mas, há diferenças entre eles. Enquanto Wimbledon, o tradicional torneio britânico é disputado na grama, o francês Roland Garros é jogado no saibro. Já os campeonatos americano e australiano acontecem em piso duro.

Obviamente, o estilo de quadra influencia o desempenho dos jogadores. O espanhol Rafael Nadal, por exemplo, leva vantagem no saibro e vai muito bem em Paris. Em compensação, o atleta sofre quando viaja para as outras grandes capitais da raquete.

Outro ponto que é importante destacar é que os Grand Slams são eventos antigos, com duas fases separando os maiores campeões de todos os tempos: a era amadora e a era open, profissional.

Os principais campeonatos se recusavam a abrir as disputas para profissionais até 1968. Os organizadores alegavam que ninguém poderia receber dinheiro para jogar -- a não ser valores bem simbólicos. Mas a pressão popular e das TVs, dispostas a cobrir mais de perto os torneios, em cima da Federação Internacional de Tênis (ITF) fez com que este cenário mudasse justamente naquele ano.

A partir de 68, então, as antigas regras foram abandonadas, entraram novos jogadores e milhares de dólares no tênis, seja para transmissão ou premiação aos atletas. Hoje, os grandes nomes da ATP e da WTA conquistam verdadeiras fortunas no circuito.

Veja, abaixo, os vencedores máximos de cada Grand Slam do tênis. Antes, um spoiler: os quatro tiveram tenistas locais como maiores campeões na era amadora, já que eles geralmente se restringiam a pessoas do próprio país.

Australian Open

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Criado em 1905 e primeiro Grand Slam do circuito, já que é disputado em janeiro, o Australian Open teve por muito tempo um grande campeão local: Roy Emerson, tenista que praticamente dominou a década de 1960 e levou seis títulos. O cenário mudou somente na era profissional, quando Roger Federer apareceu no circuito.

O suíço, hoje com 39 anos, venceu em Melbourne pela primeira vez em 2004. Depois 2006, 2007, 2010 voltaram a ter o astro no topo. Recentemente, já com idade avançada, igualou Emerson com seis títulos (2017 e 2018 foram os dois últimos).

Mas a dupla fica para trás porque Novak Djokovic é o especialista no assunto: vencedor e único capaz de bater de frente com Federer e Nadal, o sérvio é o atual bicampeão do torneio e tem oito títulos do Australian Open: 2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019 e 2020.

Roland Garros

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A tradicional competição francesa é disputada desde 1891, geralmente entre maio e junho. Bem como os outros grandes eventos do ano, Roland Garros teve um jogador local na ponta dos títulos por anos. O francês Max Decugis liderou na era amadora e por muito tempo depois o ranking com oito conquistas.

Mas Rafael Nadal, com a sua canhota potente e histórica para a modalidade, chegou e dominou. O espanhol virou o “Rei do Saibro” porque faturou simplesmente 13 troféus em Paris. No último ganho, em 2020, levantaram o debate se ele era o maior do tênis. Nadal rechaçou.

“Não [sobre ser o maior de todos os tempos], não, isso é discutível. No final, os números têm que ser analisados por quem conhece bem a história do tênis. Honestamente, também não importa muito para mim. Estou feliz com minha carreira. É claro que hoje estou entre eles. A partir daqui veremos o que acontece com Novak, veremos o que acontecerá com Federer quando ele retornar e veremos o que acontece comigo. Felizmente, acho que teremos tempo para analisar todos os dados quando nossas corridas terminarem e chegar a um veredito claro”, disse Nadal, após o título de 2020, ao diário espanhol “Marca”.

Wimbledon

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A grama mais charmosa do tênis coleciona vencedores históricos, consagrados geralmente no mês de julho. Na era amadora, o britânico William Renshaw ganhou mais que qualquer um: sete taças. Pete Sampras, também com sete, logo tornou-se o homem da era profissional com mais unidades do troféu mais bonito e charmoso do circuito.

Federer, entre os líderes de títulos do Australian e US Open, tem a liderança do evento britânico e prova que é fora de série. São oito conquistas -- a última em 2017 -- e o topo na história do torneio. A grande ameaça ao suíço é Djokovic, com cinco troféus e condição física que pode fazê-lo capaz de igualar o adversário.

US Open

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Diferentemente dos Grand Slams acima, em que os locais foram ultrapassados, o torneio de Nova York, jogado entre agosto e setembro, ainda é dominado pelos americanos da era amadora. William Larned, Richard Sears e Bill Tilden, históricos jogadores dos Estados Unidos, estão empatados na liderança com sete títulos cada. Larned conseguiu o feito no início do século XX; Tilden um pouco depois, na década de 1920; já Sears é mais recente, e brilhou em 1980.

A hegemonia americana no US Open segue quando analisamos somente a era moderna. Jimmy Connors e Pete Sampras, considerado um dos melhores tenistas de todos os tempos, empatam com cinco conquistas cada. Eles, porém, viram Roger Federer igualar o feito. O suíço faturou o pentacampeonato em 2008.

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