Serena Williams está com 37 anos. Isso é uma idade considerada avançada para qualquer atleta de elite. É verdade que os avanços tecnológicos mãos recentes conseguem prolongar carreiras daqueles que são mais disciplinados e respeitam mais seu próprio corpo, além de alguns fatores genéticos que provavelmente auxiliam na luta por uma carreira mais longeva.

Tom Brady está conseguindo isso no futebol americano, e ele já tem mais de 40 anos. No tênis masculino, Federer também já está nos momentos finais de sua carreira, aos 38. No nosso futebol, vimos Rogério Ceni jogar até os 42, sempre como titular absoluto do São Paulo.

Enfim, exemplos de longevidade em alta performance não faltam no mundo dos esportes, e Serena obviamente faz parte deste clube.

Mas sabemos que aposentadorias são inevitáveis e, salvo exceções como o futebolista japonês Kazu, que começou sua carreira no futebol brasileiro e está jogando na segunda divisão japonesa aos 52 anos, a idade que um atleta de elite se aposenta normalmente não chega nem perto dos 40.

Com a aposentadoria de Serena Williams infelizmente cada vez mais próxima, novas tenistas seguem aparecendo para brigar pelo reinado que Serena terá de abrir mão ao deixar as quadras. Vamos olhar quais são as mais prováveis de conseguir alcançar alguma hegemonia no circuito após a saída da lenda americana.

Naomi Osaka

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A japonesa surpreendeu o mundo quando venceu Serena Williams no ano passado, na final do US Open em Nova York. É verdade que o primeiro confronto entre as duas havia sido meses antes, também nos Estados Unidos, e Osaka saiu como vencedora em Miami, ainda em fases iniciais do torneio.

Mas vencer Serena em uma final de Grand Slam, ainda mais na casa dela, realmente foi o suficiente para que Osaka deixasse de ser considerada uma promessa, ganhando o status de realidade. Resta saber até onde esta realidade a levará.

Osaka chegou a liderar o ranking da WTA, mas hoje ocupa apenas a 6ª posição, após alguns tropeços que lhe custaram caro.

Até o momento, a tenista de 21 anos tem 210 vitórias contra 130 derrotas, o que não é uma proporção agradável para quem busca o lugar mais alto do ranking. Para se ter uma ideia, a própria Serena Williams tem apenas 12 derrotas a mais que Osaka em toda a sua carreira.

Mesmo assim, Naomi Osaka está apenas alguns degraus abaixo do mais alto nível competitivo, e ainda é jovem o suficiente para alcançar este potencial com tempo para fazer seu auge durar.

Madison Keys

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Madison Keys carrega a bênção e o fardo que advém de ser uma jovem estrela do tênis americano. O apoio de fãs americanos em busca de novos rostos significa mais atenção da mídia.

No entanto, a pressão que acompanha essa atenção pode ser esmagadora. Atualmente na 15ª posição no ranking, Keys lutou com lesões e inconsistências no passado.

Este ano, no entanto, as coisas parecem estar se encaixando para a tenista de 24 anos. Com títulos em Cincinnati e Charleston, ela parece estar engrenando e seu momento pode chegar justamente quando Serena deixar de ser a principal tenista americana em atividade. Neste momento, Keys terá de brigar por este destaque com Sloane Stephens, que atualmente ocupada a 12ª posição no ranking e é cotada como substituta natural de Williams, apesar da falta de conquistas com um pouco mais de idade.

Elina Svitolina

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Elina Svitolina, 25, está classificada em 3º lugar e seu talento finalmente parece estar amadurecendo. A tendência para ela é continuar subindo, e uma liderança no ranking parece ser questão de tempo. Apesar da presença constante no Top 20, Svitolina, como Belinda Bencic, joga sem o hype que geralmente segue jovens jogadores no Tour.

A ucraniana ainda não venceu nenhum título este ano, mas suas performances não são ruins. Ela está acumulando presenças em semifinais e quartas-de-finais em 2019, e um título, ainda que não venha neste ano, não deve demorar a aparecer.

No entanto, Svitolina já tem 25 anos, e quanto mais o tempo passa, mais difícil fica de enxergar na ucraniana, uma substituta à altura de Serena.

Belinda Bencic

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Belinda Bencic, 22, é a mais talentosa das jovens estrelas promissoras.

Com um pensamento muito rápido na quadra, Bencic tem menos falhas do que a maioria das jovens jogadoras.

Sua fraqueza mais flagrante é seu saque, que dificilmente oferece dificuldades à adversária. Ela precisa pegar uma página do manual de Agnieszka Radwanska, que usa o posicionamento para compensar o que lhe falta no poder.

Apesar de seu ranking no Top 10, Bencic ainda não recebeu a atenção dada a outras jovens promessas, e isso pode trabalhar a favor dela.

 

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