Um fato inédito no século XXI. Pela primeira vez em 21 anos um Grand Slam será disputado sem a dupla que, para muitos, é a maior da história do tênis. Roger Federer fora do US Open porque se recupera de uma cirurgia. Rafael Nadal não viaja para os Estados Unidos por causa da pandemia. Triste, mas é bom as pessoas irem se acostumando.

Nunca na história da modalidade um jogador chegou aos 39 anos em nível tão alto quanto o de Roger Federer. Basta lembrar que o suíço ganhou 3 títulos em 2019! E Rafael Nadal? Para um tenista que depende tanto do condicionamento físico, superar as inúmeras lesões e chegar aos 34 anos lutando por títulos, é um enorme feito. E o espanhol é o atual campeão do US Open! Com certeza, seria o favorito em qualquer site de apostas de tênis online se fosse disputar o torneio.

E o bem que os dois fizeram para a modalidade é imensurável. É fácil perceber que nunca o tênis mobilizou tanta gente. Nunca dois tenistas foram tão adorados e admirados. Não só pelo carisma, mas pela qualidade, pelo profissionalismo, pelo respeito que demonstram pelo esporte que praticam e amam. Eles mudaram a maneira de jogar. O saque e voleio não faz mais sentido quando se enfrenta um cara capaz de rebater a bola em ângulos impossíveis como Roger Federer, ou um cara que alcança todas as bolas no fundo da quadra, como Rafael Nadal. A mentalidade, a postura... tudo mudou. E para melhor! 

Claro que a rivalidade foi um combustível para isso: “O Federer continuar jogando aos 39 anos tem muito a ver com essa rivalidade, apesar de ele não admitir”, diz Fernando Meligeni (veja o vídeo abaixo). E faz sentido. Federem tem 20 Grand Slams, apenas um a mais que Rafael Nadal. Não quer se aposentar e ver o rival ultrapassá-lo.

Mas, por mais incrível que eles sejam dentro da quadra, a aposentadoria está próxima. O US Open 2020 deve ser encarado como um preparativo para o que está por vir: “Por um lado, vai ser interessante. Vai dar uma nivelada. Mais jogadores lutando por títulos. Pode ser bom para a modalidade”, afirma João Zwetsch, capitão da seleção brasileira por 9 anos. Que assim seja. Mas é inegável que os dois farão muito falta.