Cabeça de chave número 1 do Masters 1000 de Paris, Rafael Nadal tinha tudo para vencer um dos poucos campeonatos do circuito que ainda não conseguiu conquistar até o momento, com 34 anos. Mas o espanhol esbarrou no alemão Alexander Zverev na semifinal e viu o título ficar com o russo Daniil Medvedev, que levantou o seu primeiro troféu em 2020.

Na decisão do torneio masculino de Paris, Medvedev venceu de virada, por 2 sets a 1, com parciais de 6/7, 6/4 e 6/2. O resultado fez o tenista subir da quinta para a quarta colocação no ranking mundial da ATP.

Por conta das mudanças no calendário em 2020 devido à situação que atinge o planeta, o Masters 1000 de Paris contou apenas com Nadal do ‘Big Three’ do tênis. Roger Federer segue sem participar das competições e Novak Djokovic preferiu disputar outro torneio neste início de novembro.

O sérvio, que havia vencido em Paris no ano passado, quis jogar o ATP 500 de Viena, que não participava desde 2007. Isso porque ele não perderia pontos no ranking se fosse ausência na capital francesa -- como foi --, nem teria como aumentar sua pontuação, já que faria a defesa do título. Em Viena, no entanto, ele se deu mal: perdeu nas quartas de final para o italiano Lorenzo Sonego.

Voltando a Paris, Medvedev fez um duelo equilibrado com Zverev na decisão. No primeiro set, o alemão foi bem à rede e venceu. Na segunda parcial, o russo conseguiu uma quebra e buscou o empate. A vitória, de virada, veio no terceiro set, em que Zverev cometeu muitos erros e o adversário aproveitou, até fechar em 6/2.

O campeão de Paris: Daniil Medvedev

O gigante Daniil Medvedev, de 1,98m, é um dos grandes nomes da nova geração do tênis. Nascido em 1996 na Rússia, o tenista já havia vencido os Masters de Shanghai e Cincinnati em 2019 antes de ser campeão do Masters 1000 de Paris. O título na capital francesa o coloca entre os favoritos do ATP Finals, além de que ele ultrapassa Roger Federer e se torna o número 4 do mundo.

Medvedev tem uma carreira longa no tênis. Começou cedo, aos 6 anos de idade, e tem a grama como superfície favorita. Apesar da boa estatura, o saque do “Urso”, como é conhecido em seu país, não é dos melhores. A principal característica em quadra é o backhand, eleito por tenistas, técnicos e especialistas, em uma pesquisa do New York Times, como um dos melhores do mundo.

Após a vitória, o russo destacou a capacidade de jogo demonstrada no torneio. “Estou muito feliz com a final, com a vitória aqui, especialmente o meu nível de jogo foi realmente alto esta semana. Acho que não é fácil para os caras jogarem contra mim quando eu jogo assim”, afirmou Medvedev. “Hoje foi um jogo muito apertado. Depois do primeiro set, eu não sabia o que fazer, porque não tinha break points. Não me senti bem em devolver o saque. Ele saca de forma incrível e ficou um pouco apertado. Eu estava sentindo que o jogo poderia escorregar das minhas mãos”, acrescentou.

Fora das quadras, o russo de 24 anos gosta de ler, jogar videogame e xadrez e acompanhar o Bayern de Munique. Ele é fã de futebol e, se tratando do gigante bávaro, guarda um carinho especial por Lewandowski e Alaba.

Nadal: amor e ódio com Paris e marca histórica

Rei de Roland Garros, torneio em que já levantou 13 troféus, Rafael Nadal segue sem conseguir vencer o outro torneio de Paris: o Masters. Ele caiu para o alemão Alexander Zverev na semifinal e viu o título escapar.

Se a chave era mais fácil esse ano, o tênis apresentado pelo canhoto não foi suficiente para bater os rivais da disputa. O Masters 1000 de Paris e de Miami são os únicos que Rafa nunca foi campeão.

“[Foi] um torneio positivo para mim. É claro que não estou feliz com a derrota, mas isso faz parte do jogo. Joguei contra um grande jogador e aceito a derrota. Ele jogou um pouco melhor do que eu”, disse Nadal após a queda.

Ainda assim, o espanhol atingiu uma marca impressionante em Paris: 1000 vitórias em nível ATP. O feito foi alcançado já na estreia da competição, quando venceu o compatriota Feliciano López. Além de Rafa, Jimmy Connors (com 1274 triunfos), Roger Federer (1242) e Ivan Lendl (1068) já passaram da milésima vitória. Nadal, no entanto, perdeu apenas 201 confrontos, o que lhe dá o melhor índice entre os recordistas: impressionantes 83,3% de aproveitamento.

Gosto amargo para Bruno Soares em Paris

Nas duplas masculinas, o Brasil ficou perto do título. Bruno Soares e Mate Pavic perderam para Felix Auger-Aliassime e Hubert Hurkacz por 2 sets a 1, parciais de 6/7, 7/6 e 10/2, na decisão do torneio indoor. A dupla do brasileiro, agora a número 1 do ranking, deixou Paris com um gosto bem amargo, pois foram diversas chances não aproveitadas de fechar o jogo.

"Foi um jogaço, nós dominamos e tivemos cinco match points, mas escapou. Triste pela derrota, por ter jogado tão bem e ter deixado escapar, mas foi mais um grande resultado e mais uma final de Masters 1000. Estamos super preparados, no ritmo e confiantes para Londres. Agora é esperar o baque dessa derrota passar e recuperar a energia positiva para começar o Finals com força total", disse Bruno.

O próximo destino dos principais tenistas do mundo é Londres, onde acontece o ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores da temporada. O campeonato inglês que encerra a temporada terá início no dia 15 de novembro. Não deixe de acompanhar e faça suas bets em Tênis!