Fundado em 1993, o UFC (Ultimate Fighting Championship) demorou a ganhar espaço no cenário mundial do MMA (Artes Marciais Mistas, traduzido para o português). À época, o Ultimate surgia nos Estados Unidos, mas sofria para fazer frente ao extinto Pride FC, evento japonês que dominava a audiência e contava com os principais lutadores do mundo.

Criado pelo executivo Art Davie e pelo brasileiro Rorion Gracie, o UFC nasceu com a ideia de revolucionar o mundo da luta. A começar pelo fato de que as exibições acontecem em um espaço octogonal, algo totalmente inovador antes de virar um clássico no Ultimate americano. Outra parte do show é a participação de Bruce Buffer, principal locutor do evento.

De início, a proposta do evento era identificar a arte marcial ‘mais efetiva’, uma vez que a luta permitiria (e permite até hoje) técnicas do jiu-jitsu brasileiro, do boxe, além de muay thai, wrestling, judô, karatê e outros tipos de luta.

Diferentemente de outros esportes, em que clubes ou organizações pagam salários fixos (mensais ou anuais, em sua maioria) aos atletas, o UFC adota um modelo particular. Dana White, dono do evento, remunera os lutadores registrados no Ultimate por luta realizada, com diversas variáveis por bônus, desempenho, patrocínio e mais.

A seguir, entenda como funciona a remuneração no UFC e veja quais são os lutadores de maiores salários do maior evento de MMA do mundo.

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Como é a remuneração dos atletas no UFC?

Um lutador de UFC geralmente não tem um salário específico ou fixo. Os atletas cadastrados no Ultimate americano são pagos por luta, com valores que variam conforme o ‘peso’ do lutador, os patrocínios que ele é capaz de atrair e a importância do evento.

Dana White recebe críticas por adotar esse modelo, uma vez que uma lesão pode atrapalhar a remuneração de um lutador, por exemplo. Alguns nomes menos conhecidos também se queixam de serem poucos acionados para os eventos do UFC, mesmo os de menor porte (Fight Night, os não numerados).

De todo modo, a organização do UFC oferece um valor para cada lutador por uma participação no octógono, que pode aumentar em caso de vitória. Além disso, o torneio oferece algumas bonificações para aumentar os ganhos.

Em cada evento, o campeonato premia em dinheiro a "Luta da Noite", o "Nocaute da Noite" e a ”Finalização da Noite". Dana White paga 50 mil dólares para cada um dos prêmios, e o valor pode ser muito maior do que o de contrato para a luta para os atletas menos conhecidos.

Outra curiosidade do modelo de remuneração do UFC é que os valores de contrato têm de ser declarados à comissão esportiva do estado onde o evento é realizado. Dessa forma, a imprensa consegue ter com mais facilidade acesso aos ‘salários por luta’ de cada nome do torneio.

Vale ressaltar ainda que os grandes nomes do evento recebem valores de patrocínios, ações de marketing e pay-per-view que são fechados à parte da remuneração por luta. Esse formato acaba não entrando nos registros dos eventos e causa polêmica entre os profissionais menos badalados. Uma opção para crescer no evento é apostar em provocações e criatividade na hora da pesagem.

Astro do UFC, McGregor é o esportiva mais bem pago do mundo

Tradicionalmente, a imprensa consegue ter acesso às quantias pagas em dólar para cada lutador em um evento do UFC (geralmente os numerados). Até para manter um padrão, o UFC costuma oferecer valores semelhantes a lutadores com ‘tamanho’ parecido. A única exceção fica mesmo por conta do astro Conor McGregor. O irlandês ‘transcende’ o papel midiático de um lutador de MMA e recebe valores astronômicos para entrar no octógono.

Para se ter uma ideia, ele recebeu cerca de 5 milhões de dólares para enfrentar Dustin Poirier no UFC 264, em julho de 2021. O adversário americano embolsou apenas 1 milhão de dólares para estar na luta principal do evento (houve ainda bonificações após a luta, já que Poirier venceu o irlandês).

Em 2021, McGregor liderou a lista de atletas mais bem pagos do mundo em levantamento feito pela Forbes. O lutador atingiu o topo com US$ 180 milhões de receita anual, impulsionado pela venda de sua participação majoritária na companhia de uísque Proper No. Twelve. Ele foi o único lutador de MMA presente no ranking de 50 nomes, o que comprova ser ‘fora da curva’ para o esporte.

Quanto os lutadores ganham por luta no UFC?

Conforme apresentado acima, um lutador de UFC não recebe um valor fixo para fazer parte do campeonato. A cada vez que ele entra no octógono para uma luta, a organização paga um valor estabelecido previamente, que leva em consideração o momento do atleta, a relevância, se é a luta principal da noite e assim por diante.

Por isso, é impossível ‘cravar’ a remuneração por luta de cada um dos principais nomes do Ultimate, já que as quantias variam, mas dá para se ter uma ideia dos maiores salários a partir do histórico recente de duelos dos principais atletas, casos do brasileiro Charles do Bronx e do italiano Marvin Vettori, que já conversou com o blog da Betway.

Os valores abaixo estão unificados em dólar.

Israel Adesanya: US$ 1 milhão (UFC 271)
Francis Ngannou: US$ 600 mil (UFC 270)
Robert Whittaker: US$ 500 mil (UFC 271)
Derrick Lewis: US$ 500 mil (UFC 271)
Ciryl Gane: US$ 500 mil (UFC 270)
Charles do Bronx: US$ 492 mil (UFC 269)
Amanda Nunes: US$ 442 mil (UFC 269)
Marvin Vettori: US$ 350 mil (UFC 263)
Julianna Peña: US$ 332 mil (UFC 269)
Deiveson Figueiredo: US$ 150 mil (UFC 270)

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