Ninguém discute hoje em dia o tamanho de Conor McGregor no MMA. Talvez principal astro entre os lutadores que estão na ativa no UFC, o irlandês tem uma carreira invejável: em 2016, por exemplo, tornou-se o primeiro lutador da história do Ultimate a ter dois cinturões em categorias diferentes (pena e leve).

Como é de conhecimento público, ele se envolve em polêmicas na mesma proporção em que brilha no octógono. Ou seja, tem uma vida dividida entre o sucesso nas lutas profissionais e os problemas na vida pessoal. Não à toa, o próprio site oficial do UFC descreveu assim McGregor, em matéria publicada recentemente. “Ame-o ou odeie-o”.

Mas você conhece a história do astro irlandês de 32 anos? Recorda as polêmicas que o cercaram em meio aos títulos simultâneos dos penas e dos leves? A Betway conta a história do lutador até acontecer a transformação em um dos principais nomes da história do UFC.

Infância humilde e trabalho de encanador

No Ultimate desde 2013, Conor McGregor custou para dar início à carreira no MMA. Nascido em Dublin, capital da Irlanda, o lutador tinha vida humilde antes de ganhar milhões com o talento no octógono.

Quando criança, McGregor desenvolveu a paixão pelo esporte jogando futebol. Fã até hoje do esporte mais popular do mundo, o astro já declarou em entrevista a jornais locais que acompanha bastante o futebol inglês, principalmente o Manchester United. As lutas, por outro lado, apareceram um pouco mais tarde em sua vida. Aos 12 anos, ele começou a lutar boxe por defesa pessoal e para aumentar a confiança.

Em 2006, ano em que completou 18 anos, ainda morando em Dublin, ele teve de enfrentar uma das fases mais difíceis da vida: trabalhou como encanador, ao lado do pai. O progenitor de McGregor, inclusive, “bateu o pé” por muito tempo e era contra o filho lutar MMA – de acordo com relatos sobre a biografia do irlandês, o pai de McGregor tinha receio de que o filho ficasse sem rumo profissionalmente.

Nesta época, porém, o astro conheceu Tom Egan, então registrado no UFC, e começou a treinar artes marciais mistas.

No ano seguinte, 2007, Conor fez sua estreia no MMA: venceu uma luta amadora contra Kieran Campbell e conseguiu uma promoção para o Irish Cage of Truth, campeonato de maior expressão em Dublin. Depois disso, ele se profissionalizou e foi se destacando nacionalmente.

Conseguiu ficar invicto por um ano, entre 2011 e 2012 e acumulando oito vitórias consecutivas, e se tornou o primeiro europeu a deter títulos em duas divisões simultaneamente do Cage Warriors. Assim, chamou a atenção de Dana White, que o contratou para o UFC em 2013.

Trajetória no UFC

Desde que começou a frequentar o octógono do Ultimate, McGregor coleciona bem mais vitórias do que derrotas: tem 22 triunfos contra apenas quatro duelos perdidos. Chama a atenção, aqui, o fato de que 19 desses confrontos foram conquistados com nocaute.

O mais clássico e conhecido de todos, claro, foi em cima de José Aldo. O brasileiro foi nocauteado em pouquíssimos segundos – foi a luta mais rápida da história do torneio.

Polêmico, o “Notório”, como é conhecido, recentemente brincou sobre a luta de 2015, imortalizada entre os fãs da modalidade.

"Foram 12s [não 13s, como mundialmente é considerado]! Vejam com atenção o relógio. O árbitro Big John interrompe aos 4:48 do primeiro round. Isso são 12 segundos! Eu exijo que isso seja corrigido antes que qualquer outra conversa comece. E sim, foi isso mesmo, eu apaguei aquele moleque num gif. Agora me passa meu uísque", relembrou ele, em postagens feitas em 2019.

Prisão e mais: algumas polêmicas

McGregor coleciona polêmicas fora do octógono. O lutador, que já atirou, junto de sua equipe, várias garrafas de água e latas de energético no time de Nate Diaz, seu adversário no UFC 202, em 2016, por conta de o rival não o esperar para a tradicional encarada, coleciona momentos problemáticos.

Em 2019, por exemplo, o lutador foi preso após ser acusado de quebrar e roubar o celular de um fã. Ele teria jogado o aparelho no chão e pisado várias vezes em cima. Após o ato, foi detido, em Miami, e pagou uma fiança de US$ 12,5 mil para ser liberado.

Quem é o melhor para McGregor?

As polêmicas de Conor McGregor também passam pelas provocações a adversários. Ele cansou de debochar de José Aldo, antes de acabar com o brasileiro em 13 segundos, e chegou a roubar o cinturão de Eddie Alvarez, então campeão dos leves, na prévia do UFC 205 (neste evento, ele se tornou o primeiro a ganhar dois títulos no Ultimate). Com uma personalidade desta, será que o irlandês considera que algum outro lutador seja capaz de superá-lo na história do UFC?

Por incrível que pareça, ele não se coloca em primeiro lugar no ranking dos melhores lutadores de todos os tempos. Por meio das redes sociais, em maio do ano passado, ele elencou os principais nomes da modalidade com Anderson Silva no topo.

“Anderson está no número 1. Tem mais nocautes plásticos no currículo. Chute frontal na cara, cotovelada de baixo para cima, joelhadas no rosto. É uma longa lista, de cair o queixo. Anderson e eu temos os desfechos de luta mais emocionantes e importantes do esporte. E eu só estou aquecendo”, escreveu, antes de preparar uma boa ressalva...

“A leva de nocautes, passando por duas categorias, com status de campeão em uma delas, fazem de Anderson Silva o número 1, o melhor de todos os tempos do MMA. Meus nocautes, por três divisões, com status de campeão em duas, me colocam em segundo. Se não for empatado em primeiro. No entanto, ainda estou ativo. O número 1 é totalmente garantido até o fim da carreira. Facilmente”, concluiu.

Será que Conor McGregor se tornará o maior lutador de todos os tempos do MMA antes da aposentadoria? O irlandês de 32 anos faz revanche com Dustin Poirier no dia 23 de janeiro, em Dubai!  Quem será que ganha o duelo? Faça suas apostas no UFC!