Estão cada vez mais próximos os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O maior evento esportivo do mundo, que acontecerá de 23 de julho a 8 de agosto de 2021 na capital japonesa, será palco para que mais uma vez Estados Unidos e China, as duas maiores potências mundiais no esporte, meçam forças na liderança da Olimpíada de Verão.

Mas, abaixo das potências, há brechas para que o Brasil coloque seu hino para tocar -- o time nacional chega ao Japão cheio de expectativas. O COB (Comitê Olímpico do Brasil) não fala abertamente em uma meta de medalhas, mas, obviamente, o objetivo é superar as 19 conquistadas em casa, na Rio-2016.

“Agora não tem essa de resultado. O foco inicial e total da retomada é a preparação dos atletas. Não estamos pensando nem no médio prazo, é no curtíssimo prazo, um a dois meses no máximo”, destacou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB, após a remarcação dos Jogos.

“Nestas situações, tem que ter serenidade. O que você pode alterar, o que está no alcance das mãos, tudo isso será feito”, afirmou. “Temos excelentes atletas para disputar esta edição de Jogos. E disputar é chegar na final. Não dá para pensar em medalha sem estar final”, acrescentou um dos líderes do COB.

Uma notícia que anima os brasileiros em Tóquio é o fato de que surfe e skate foram duas modalidades inseridas pela primeira vez no ciclo olímpico. Conhecidamente uma das potências do mar, o Brasil estará bem representado para brigar por medalhas nas águas. O mesmo acontece no esporte das manobras radicais, ainda que Bichara prefira manter a cautela.

“De 2016 a 2019, a diversidade de países [praticantes] aumentou muito no surfe e skate. É sempre assim, uma nova oportunidade [estar nas Olimpíadas] atrai as grandes potências, nada está garantido”, destacou.

Veja, a seguir, as principais modalidades e atletas com chances de medalhas para o Brasil em Tóquio-2020.

Surfe masculino

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Modalidade inédita nos Jogos Olímpicos, o surfe promete emoção no Japão. O COI (Comitê Olímpico Internacional) acrescentou o esporte no quadro e agora olha com atenção para o desdobramento das atividades em Tóquio.

Pelo Time Brasil, os representantes carregam muita expectativa por um motivo simples: brigam ano a ano no Circuito Mundial de Surfe e têm totais condições de chegarem ao pódio. É assim com Ítalo Ferreira, atual campeão do mundo e que fez um 2019 irretocável, e com Gabriel Medina. O surfista mais badalado do país e primeiro a vencer a competição anual da WSL com as cores verde e amarela brigou pelo título de 2019 com o compatriota e demonstrou altíssimo nível em cima da prancha no Mundial.

Em contrapartida, os brasileiros podem esbarrar no estilo de mar japonês, que tem ondas menores que impedem manobras tubulares ou aéreas mais elevadas. O país, vale destacar, não faz parte das etapas do Circuito Mundial.

“Pensando nas Olimpíadas, é uma onda mais fraca, um pouco mais de dificuldade para surfar, não estou tão acostumado. Talvez tenha que perder uns quilinhos, chegar lá mais leve, e mudar meu equipamento. Esse é o plano. É uma onda difícil de competir”, ressaltou Medina, em entrevista ao “GE”.

Skate feminino

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Talvez não exista um brasileiro tão hegemônico em seu esporte como Pâmela Rosa está para o skate. Líder do ranking e atual campeã mundial na categoria street, a atleta vive a sua melhor fase da carreira. É difícil não imaginá-la no pódio em Tóquio, inclusive, depois do começo de 2019 avassalador e resultados importantes ao final do mesmo ano.

“É meu sonho estar lá na Olimpíada. E quem conseguir, não importa a medalha que seja, vai entrar para a história do skate. Se eu ganhar as Olimpíadas, ser lembrada como a primeira brasileira a ganhar, vai ser muito incrível”, afirmou Pâmela ao “GE”, ciente do ineditismo da modalidade nos Jogos.

Vela

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A dupla Martine Grael/Kahena Kunze é esperança de medalha para o Brasil na vela. Líderes do ranking mundial na classe 49erFX, as atletas brasileiras já deram uma demonstração do que pode vir no Japão. Elas venceram o evento-teste do COI, realizado no próprio país da Olimpíada, que reuniu as melhores duplas do planeta justamente no local que será palco para a modalidade a partir de 23 de julho.

Vôlei masculino

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Impossível também não imaginar medalha no vôlei, principalmente entre os homens. Potência mundial no esporte coletivo de quadra, o Brasil é só ‘orgulho’ com o time masculino, que coleciona conquistas nas últimas edições dos Jogos Olímpicos. Faturou o ouro em Atenas-2004 e Rio-2016, além de prata em Pequim-2008 e Londres-2012. Ou seja, a seleção brasileira ainda não sabe o que é ficar fora da final olímpica neste século.

Canoagem

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Um dos talentos inesperados que surgiram recentemente no Brasil foi Isaquias Queiroz, hoje um dos principais nomes da delegação em Tóquio. O canoísta campeão mundial do C1-1000m mostra regularidade e uma alta presença no pódio, o que gera bastante expectativa. Além do título de 2019, foi bronze nos mundiais de 2017 e 2018 e levou a prata na disputa em casa, na Rio-2016.

Tênis de mesa

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Correndo por fora, o Brasil pode levar uma medalha inédita no tênis de mesa com Hugo Calderano. Principal nome do país na modalidade, o atleta é o atual número 6 do ranking mundial e tenta se tornar o primeiro brasileiro a chegar ao pódio em uma Olimpíada. Para isso, ele terá de enfrentar os talentosos e complicados jogadores chineses, dominantes da modalidade. Ainda assim, o atual bicampeão dos Jogos Pan-Americanos tem condições para brigar por medalha.

Fique de olho na preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e faça suas apostas esportivas na maior celebração do esporte no mundo!