Geralmente, grandes historiadores do esporte valorizam e destacam os feitos dos melhores atletas de uma modalidade. Não é diferente na Fórmula 1, quando Ayrton Senna, Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio, Alain Prost ou, mais recentemente, Lewis Hamilton são protagonistas de análises, matérias e documentários.

Só que, enquanto os maiores pilotos da história brilhavam nas pistas, outros pilotos brigavam por espaço -- e posições -- no grid. Alguns deles, no entanto, eram visivelmente abaixo da média do nível apresentado na categoria máxima do automobilismo mundial.

Ainda assim, é necessário fazer um adendo importante antes de listar os piores pilotos que já passaram pela Fórmula 1: para chegar à F1, com toda qualidade e visibilidade da categoria, um atleta precisa ser bom.

Ou seja, até mesmo o pior piloto de F1 tem habilidade muito superior ao da maioria dos motoristas comuns ou de atletas que fazem sucesso em categorias menores. Existem casos de esportistas que brilharam em outros eventos, foram para a Fórmula 1 e não conseguiram apresentar o mesmo nível.

Abaixo, confira uma lista com os piores pilotos que já passaram pela Fórmula 1.

Andrea de Cesaris

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Multicampeão no kart, Andrea de Cesaris disputou o Britânico de F3 nos anos 1970 e chegou à Fórmula 1 pouco depois de ganhar experiência no campeonato inglês, já na década de 1980. Só que a participação do italiano na categoria foi desastrosa.

No evento máximo do automobilismo mundial, ele registrou 148 abandonos, sendo 18 deles de forma consecutiva. Com a McLaren, ele destruiu 18 chassis e viu a direção da equipe, em um GP na Holanda, decidir que era melhor ele não correr.

Alex Yoong

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Com nacionalidade incomum para a Fórmula 1, o malaio Alex Yoong ganhou a chance de fazer três corridas pela Minardi no fim de 2001. No ano seguinte, ele fez dupla com Mark Webber, mas ficava atrás do companheiro de equipe por cerca de 2 segundos.

Em boa parte da temporada de 2002, Yoong ou foi último ou sequer conseguiu se classificar para a prova, punido pela regra dos 107%. O regulamento diz que qualquer piloto que não efetuar uma volta dentro de 107% do tempo mais rápido na primeira sessão de qualificação, não poderá começar a corrida. Seu melhor resultado foi um sétimo lugar.

Yuji Ide

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O japonês Yuji Ide não poderia estar fora da lista dos piores pilotos que já frequentaram a Fórmula 1. Ele é o único da história a ter a licença para correr na F1 caçada, em pouco mais de 50 anos de categoria.

Ele já atrapalhou Rubens Barrichello na classificação de um GP da Austrália e perdeu o direito de correr na F1 quando causou um acidente (famoso) na primeira volta do GP de San Marino, em 2006.

Jean-Denis Delétraz

Suíço, Jean-Denis Delétraz é um exemplo de piloto que teve sucesso longe da Fórmula 1 e, quando chegou à categoria máxima, decepcionou. Vencedor de duas provas Le Mans, Delétraz pilotou a Larousse em 1994. Na estreia, um desastre: 3s mais lento que o companheiro e dez voltas atrás do líder antes de abandonar.

Em 1995, já defendendo outra equipe, a Pacific, ele passou por um vexame: 12s mais lento do que o líder na classificação, Delétraz precisou abandonar a corrida por conta de câimbras após somente 14 voltas.

David Walker

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O australiano David Walker é mais um que gerou expectativa antes de entrar para a Fórmula 1. Os títulos na Fórmula Ford e F3 o levaram ao campeonato mais badalado, mas ele decepcionou bastante. Passou a temporada inteira de 1972 sem pontuar e foi “engolido” pelo companheiro de equipe, e campeão naquele ano, Emerson Fittipaldi. Em defesa de David Walker, à época apenas os seis primeiros colocados pontuavam.

Otto Stuppacher

Entre as histórias desastrosas dos piores pilotos da Fórmula 1, Otto Stuppacher talvez protagonize a mais divertida delas. Tentando a todo custo se classificar para o torneio, ele teve a inscrição negada no início da temporada 1976, mas seguiu insistindo.

Participando de alguns eventos, ele comprovava a falta de experiência e a lentidão. Em Watkins Glen, por exemplo, foi 27s mais lento do que o pole. A parte mais divertida ficou para o GP da Itália: três pilotos foram desclassificados por irregularidades e o austríaco ganhou a chance de largar, finalmente, na F1. Acontece que ele já havia ido para casa e perdeu a oportunidade.

Michael Andretti

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Campeão da Indy em 1991, Michael Andretti chegou à Fórmula 1 em 1993 carregado de expectativas. Além do título, pesava os fatos de que ele vinha de uma família tradicional no automobilismo e seria parceiro de Ayrton Senna na temporada. .

Com a equipe caindo de produção, já sem os motores Honda, o norte-americano simbolizou o desastre da marca britânica no início daquele ano. Nas três primeiras corridas, colecionou acidentes e conseguiu completar somente quatro voltas. O desempenho piorou ainda mais o clima nos bastidores da McLaren.

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